quarta-feira, 25 de maio de 2011

Aprendeu com a família Richa: Desembargador paga pensão com emprego para a ex-mulher

Era só o que faltava. Se já não bastasse o governador de Curitiba, Beto Richa(PSDB) pagar a famiia inteira com dinheiro dos cofres públicos, agora um desembargador, que deveria dar o exemplo, pega carona com a familia Richa.

Deu no jornal O Estado de Minas: O diretor da Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (Anamagis) Elpídio Donizetti Nunes arranjou um jeito inusitado de cumprir sua obrigaçãofinanceira com a ex-esposa.

O diretor da Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (Anarnagis) Elpídio Donizetti Nunes arranjou um jeito inusitado de cumprir sua obrigação financeira com a ex-esposa. Em vez de tirar do próprio bolso, avançou no do contribuinte: nomeou a ex-companheira para um cargo de assessora no Tribunal de Justiça de Minas, com salário de R$9,2 mil. O acordo consta no termo de separação judicial do casal.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) instaurou procedimento disciplinar para apurar o caso e determinou a exoneração da servidora da função comissionada. Sobre o acordo, o desembargador disse tratar-se de um instrumento compensatório em que a ex-mulher abriu mão da pensão, mas que ele arcaria com os valores caso ela perdesse o cargo. (Estado de Minas)

Escorraçado do cenário político pelos eleitores, Arthur Virgílio pede cargo em embaixada

Afastado do Itamaraty desde 1982, o ex-senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) assumirá nos próximos dias o posto de conselheiro especial na Embaixada do Brasil em Portugal. Arthur Virgílio, rejeitado nas urnas, era o protegido da mídia. Ficou o mandato inteiro criticando o governo Lula e teve, como tantos outros, o destino merecido. Foi escorraçado do cenário político.E agora com a maior cara de pau do mundo, pede emprego no governo que criticou a vida toda..

Ele pediu cargo

O tucano conta que, além de Portugal, ofereceram a ele outros dois países e um cargo no escritório de representação do Itamaraty na região norte do Brasil.

"A intenção pode ter sido a melhor possível, mas eu expliquei que não podia aceitar uma coisa que achei pequena", disse.

Segundo o Itamaraty, o tucano pediu para participar de missão transitória no exterior.

"O que eu vou fazer lá? Vou combinar com o embaixador. Eu gostaria muito de cuidar dos países africanos de língua portuguesa", afirmou Virgílio.Como conselheiro especial, ele terá um salário mensal bruto de R$ 16.500.

Algoz do Itamaraty pede cargo

O ex-senador tucano foi um dos principais opositores ao governo Lula no Congresso,foi também um algoz do Itamaraty quando participou da Comissão de Relações Exteriores do Senado, muitas vezes crítico as decisões da gestão do ex-chanceler Celso Amorim.

Virgílio entrou no Itamaraty em 1976 pelo concurso do Instituto Rio Branco, de formação de diplomatas. No ano seguinte pediu licença de 10 meses para cuidar de "interesses particulares", segundo os registros do Ministério. Pelo mesmo registro interno, em 1982 ele saiu de licença e desde então estava afastado. Quando deixou a carreira de diplomata para seguir a vida política, Virgílio era segundo secretário, segundo posto mais baixo na hierarquia do Itamaraty.

Dilma manda PF desvendar assassinato de casal, sucessores de Chico Mendes

José Claudio Ribeiro da Silva (membro do CNS - Conselho Nacional das Populações Extrativistas - e considerado sucessor de Chico Mendes) e sua mulher Maria do Espírito Santo da Silva foram assassinados na noite de segunda-feira na cidade de Nova Ipixuna, no sudeste do Pará (390 quilômetros de Belém).

A suspeita recai sobre madeireiros da região, que o ameaçavam desde 2008. Pelo jeito, com a volta de um governador tucano se encorajaram. Segundo informações do CNS, desconhecidos costumavam rondar a residência do casal disparando vários tiros para tentar intimidá-los.

José Cláudio da Silva era um dos principais defensores da preservação das floresta amazônica após a morte de Chico Mendes e constantemente fazia denúncias sobre o avanço ilegal na área de de preservação onde trabalhava por madeireiros para extração de espécies como castanheira, angelim e jatobá.

Pelas primeiras informações, o casal saiu do Projeto de Assentamento Agroextrativista Praia Alta Piranheira, localizado a cerca de 50 quilômetros da sede do município de Nova Ipixuna, quando foi cercado em uma ponte por pistoleiros. Ali, eles foram executados a tiros.

Tom da polícia do governador Tucano não cheira bem

A Polícia Civil do Pará está investigando o caso, mas começou mal. Não confirmam ainda a hipótese de execução, supostamente comandada por madeireiros da região.

O Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), ONG fundada por Chico Mendes da qual o casal participava, pediu investigação da Polícia Federal e apoio do Ministério Público Federal (MPF) e Assembléia Legislativa do Pará.

A presidenta Dilma Rousseff determinou que a PF ajude a desvendar o caso. (Com informações do Ig)

Seis concursos para Forças Armadas desmontam terrorismo da imprensa sobre consolidação fiscal

No início do ano, quando os ministros da Fazenda e do Planejamento, anunciaram a consolidação fiscal, e redução dos concursos ao estritamente necessário, a imprensa fez terrorismo, como se novos concursos fossem proibidos, e como se fosse acontecer um recessão nos empregos.

O noticiário já mentiu na época, ao esconder do leitor / telespectador que os concursos nas estatais estavam mantidos.

Agora vem mais um desmentido ao noticiário terrorista:

Estão abertas as inscrições de seis concursos públicos para quem quer ingressar nas Forças Armadas. Ao todo, são 2.541 vagas, sendo que 1.877 no Exército, 329 na Marinha e 335 na Aeronáutica. São oportunidades a jovens e adultos, homens e mulheres, com idades a partir dos 14 anos.

Detalhes no blog do Planalto.

Lula, em Brasília, almoça com a bancada do PT no Senado

O senador Humberto Costa (PE), líder do PT do Senado, promoveu uma almoço nesta terça-feira, da bancada com o presidente Lula. O almoço foi na casa da senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR).

"Será uma conversa informal onde colocaremos para o presidente o novo formato da liderança, sempre buscando o entendimento e a cooperação", disse Costa, citando um exemplo recente de conquista do consenso: "Mesmo na questão do salário mínimo, que é sempre uma questão delicada, nós conseguimos a unanimidade dos votos".

A reforma política também está na pauta: "O partido defende bandeiras históricas como o financiamento público de campanha e sabe que a reforma é fundamental para o aperfeiçoamento da democracia no País, por isso o partido, em especial o presidente Lula, vem se empenhando para que as mudanças ganhem força no Congresso", afirmou.

Má notícia para Aécio Neves: Para PGR, fuga do bafômetro não impede punição de motorista alcoolizado

Os motoristas alcoolizados devem ser punidos pela Justiça mesmo que se recusem a fazer o teste do bafômetro ou exame de sangue, segundo a Procuradoria-Geral da República (PRG).

O órgão defende que a prova de embriaguez seja feita por meio de perícia, mas se isso não for possível o exame clínico do Instituto Médico-Legal (IML) e a prova testemunhal são suficientes.

A posição da PRG consta de parecer encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que está analisando o caso de um motorista de Brasília flagrado bêbado ao volante. O julgamento do processo deve determinar como a Justiça examinará controvérsias semelhantes sobre o uso do bafômetro em todo o país.

O motorista brasiliense se envolveu em um acidente de carro em abril de 2008. No local não havia o aparelho do bafômetro e, por isso, ele foi encaminhado ao IML para fazer exame clínico – avaliação de sinais de euforia, alteração da coordenação motora, percepção de fala arrastada e alteração da memória. O exame atestou o estado de embriaguez.

Inconformado, o motorista entrou com uma ação na Justiça pedindo o trancamento da ação penal. Sua defesa alegou que a Lei Seca, editada meses depois, determinava que ele só poderia ser considerado alcoolizado se tivesse seis decigramas de álcool por litro de sangue e que isso não ficou provado. O pedido foi aceito pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios e a ação foi trancada. Diante disso, o Ministério Público recorreu ao STJ.

O caso é exemplo da controvérsia que se instalou no país desde a edição da Lei Seca. Isso porque o motorista não é obrigado a produzir provas contra si por meio de exame do bafômetro ou de sangue, mas o Estado não pode deixar de punir os infratores. A PGR defende a segunda tese, alegando que o bafômetro e o exame de sangue não devem ser as únicas provas levadas em consideração para atestar a embriaguez.

De acordo com o subprocurador-geral da República Carlos Vasconcelos, a interpretação feita por alguns juristas de que só há crime se ficar comprovado que há seis decigramas de álcool por litro de sangue “é literalmente um escárnio em relação ao dever do Estado de proteger os cidadãos e disciplinar o trânsito”. Ele acredita que os motoristas embriagados usam essa tese para se recusar a fazer o teste do bafômetro e obter êxito no trancamento de ações penais. (Da Agência Brasil e do MPF)

Dossiê Palocci: Secretário da Fazenda de Serra-2012 tem acesso a bisbilhotar sigilo fiscal vazado

O presidente Lula vê o dedo da turma de José Serra-2012, por trás do dossiê Palocci. Há razões claras para isso.

Enquanto o ministro se defende e explica sua variação patrimonial, vazamentos de informações que não são públicas, como datas, valores e clientes, são seletivamente vazadas para imprensa.

Quem tem acesso à estas informações, além da própria empresa de Palocci (que não pode divulgar por cláusula de confidencialidade e risco de indenização milionária aos clientes), é a Secretaria de Finanças da Cidade de São Paulo, onde as notas fiscais eletrônicas são emitidas e registradas.

E quem é o secretário de finanças da prefeitura paulistana?

Mauro Ricardo Machado Costa, o ex-secretário estadual de Fazenda de José Serra-2012, quando o tucano era governador. Com a eleição da Alckmin, Mauro Ricardo saiu da administração estadual e foi para a prefeitura de Kassab, onde Serra ainda tem influência.



Ninguém pode afirmar que Mauro Ricardo seja o autor da quebra do sigilo fiscal sem provas. Mas que há serristas na secretaria com acesso a bisbilhotar o sigilo fiscal da empresa de Palocci, isso há.

E a fama que Serra tem, de ser obcecado por dossiês contra adversários políticos, é conhecida entre os próprios tucanos.

Leia também:

- José Serra 2012 faz 1 a 0 com dossiê Palocci. Com ajuda de blogs “sujos”.

- Lula vê dedo do Serra na historia do Palocci

D'Urso, o homem do cansei quer ser prefeito de São Paulo

O presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D'Urso, deve se filiar nos próximos dias ao PTB. Dirigentes avaliam que o criminalista pode ser candidato à prefeitura da capital em 2012, já que Gabriel Chalita, também cortejado pelos petebistas, decidiu ingressar no PMDB.Na coluna de Mõnica Bergamo

Nós já sabíamos!

Em 2006, o presidente da OAB, Flávio D´Urso criou o movimento "Cansei" para tentar derrubar o Presidente Lula.E nós do blog "Os amigos do Presidente Lula" denunciamos a armação: Aparecer na mídia para viabilizar sua candidatura. O Cansei, acabou junto com a candidatura, D´Urso se viu forçado a mudar os planos. Mas, não é que ele voltou?!

D’Urso diz ter sido convidado para ser vice de Serra nas eleições 2006

Questionado na época se ele tinha aspirações políticas, D'Urso negou , mas disse que ter sido convidado pelo ex-prefeito José Serra (PSDB) para concorrer ao cargo de vice-governador nas eleições —o tucano que  foi eleito governador de São Paulo. Politicos do PTB e DEM, declaram na época uma possibilidade de D´Urso sair junto com o PSDB indicado na condição de vice-governador”, afirmou."Filnalmente o presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D'Urso, deve se filiar nos próximos dias ao PTB

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Aparelhado pelo PSDB:Alckmin dá vaga em conselhos a tucanos Integrantes

Integrantes do PSDB, o ex-governador Alberto Goldman e o ex-secretário de Meio Ambiente Xico Graziano ganharam da gestão Geraldo Alckmin (PSDB) novas vagas nos conselhos de administração de estatais paulistas. O jetom pago nos conselhos, que varia de R$ 3,5 mil a R$ 4,5 mil ao mês, serve de complemento salarial para secretários e assessores.

No final de abril, Goldman foi indicado para o conselho de administração da Sabesp. O ex-governador, que foi antecessor de Alckmin no Palácio dos Bandeirantes, fazia parte do conselho de administração do Metrô desde o começo do ano. Além de Goldman, foram indicados para o conselho da companhia até abril de 2012 dois secretários: Sidney Beraldo (Casa Civil) e Andrea Calabi (Fazenda).

Graziano, que foi coordenador do programa de governo de José Serra, candidato derrotado à Presidência pelo PSDB em 2010, foi indicado também em abril para o conselho da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia).
O tucano já compunha o conselho da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental). O ex-ministro da Justiça José Gregori, que foi responsável pelo comitê financeiro da campanha tucana no ano passado, foi indicado para o conselho da Emae por mais um mandato de dois anos.

Abrigo a aliados
Em março, o JT mostrou que o governo paulista usou cargos a que tem direito nos conselhos de administração de empresas estatais para abrigar filiados do PSDB. À época, o governo paulista defendeu as indicações, destacando o currículo e a experiência dos novos conselheiros.JT

Lula: esquerda governa com mais competência

O ex-presidente Lula disse durante o XVII Fórum de São Paulo, que a esquerda provou que é capaz de governar com "mais competência" do que a direita na América Latina.

"Provamos que a esquerda governa com mais competência do que a direita, que governou durante" muitos anos, disse Lula para mais de 150 líderes da esquerda latino-americana que participam do evento, em Manágua, capital da Nicarágua.

Lula citou como exemplo as políticas econômicas que promoveu durante seu mandato para erradicar a pobreza e melhorar o nível de vida da classe média. Lula disse que é necessário promover "uma discussão mais profunda" sobre o desenvolvimento das forças de esquerda para "fortalecer os partidos políticos, construir alianças e vencer eleições".

Lula assinalou que a esquerda deu grandes passos desde a constituição do Fórum de São Paulo, em 1990, o que lhe permitiu chegar, pela via democrática, ao governo de muitos países do continente.

Há 20 anos era difícil imaginar que algum dia "um índio" como Evo Morales conquistaria o poder na Bolívia, ou que a esquerda governaria potências econômicas como Argentina e Brasil.

Segundo Lula, o Partido Comunista de Cuba foi crucial para forjar esta unidade e a Frente Sandinista da Nicarágua, do presidente Daniel Ortega, "é a força democrática mais viva, que mais evoluiu" no hemisfério.

Lula presidiu o primeiro dia de debates do Fórum de São Paulo, junto ao presidente Ortega, ao ex-presidente de Honduras Manuel Zelaya e a outros dirigentes da esquerda.

Em manchete, Folha diz que empresa financiou campanha da Dilma. Escondido na parte interna do jornal, a Folha avisa:doou para José Serra também A Folha

A Folha encerrou a lua de mel com a presidente Dilma.

Ainda sobre o assunto Palocci, eu gostaria de chamar atenção dos meus queridos leitores para a canalhice da Folha de São Paulo. O jornal fez chamada de capa no site online, estampou manchete no jornal impresso, tudo em tom sensacionalista ."O grupo WTorre, que fechou negócios com fundos de pensão de estatais e com a Petrobras, foi um dos clientes da empresa de consultoria do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci.
A empreiteira também fez doações de campanha a Palocci (R$ 119 mil), em 2006, e a Dilma Rousseff no ano passado"....Aqui o jornal esqueceu do José Serra...

O leitor desavisado imagina tratar-se de um baita escândalo...Quando,de repente,lê no rodapé da página do jornal, bem escondidinho:"Em 2010, além da doação à campanha de Dilma Rousseff, da qual Palocci era coordenador, também houve doação para o tucano José Serra (R$ 300 mil), adversário na disputa. Leram? Agora leitor, preste atenção de quanto foi a doação para o minitro Palocci: (R$ 119 mil). Atente de quanto foi a doação para José Serra (PSDB),R$ 300 mil!

Na segunda manchete sensacionalista, bem aprópriada para jornalismo marrom, a Folha mancheteou"Empresa de Palocci faturou R$ 20 mi no ano da eleição"
Mas na parte interna  e só para quem assina, o jornal,  avisa:"A legislação brasileira permite que parlamentares mantenham atividades privadas como a consultoria de Palocci mesmo durante o exercício do mandato"
O que quer a Folha afinal?

Mais uma vez a Folha, aliada a Globo, sai com denuncismo vázio contra autoridade do governo e principalmente se for alguém que não é bem vindo pelo meio jornalístico. É um jogo baixo e sem sentido, só serve para gerar instabilidade no País.

domingo, 15 de maio de 2011

Pernambucano, que nunca morou em São Paulo Jungmann avisa que fica com a boquinha no CET-SP

Ao contrário de Marco Maciel, queteve vergonha na cara e  rejeitou  não ser  comprado por Kassab, o ex-deputado não vê constrangimento em ter cargo na capital sem ao menos conhecer a cidade ou morar em São Paulo

Conterrâneo do presidente do Conselho Político do DEM, Marco Maciel, o ex-deputado pernambucano Raul Jungmann (PPS) pretende continuar no conselho de administração da Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET). Assim como Maciel, ele foi indicado pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD) e recebe salário de R$ 6 mil para participar de uma reunião por mês. Jungmann está na função desde março.

Apesar de residir em Recife e estar frequentemente em Brasília, Jungmann não vê problemas em continuar no conselho da empresa, responsável pelo trânsito paulistano. "Quando eu era presidente do conselho de administração do BNDES, não morei no Rio, e quando era vice-presidente do Banco do Brasil, não morava em Brasília", argumentou.

O ex-deputado disse que a função na CET não tem a ver com o dia a dia do trânsito em São Paulo. "No conselho, você vê contabilidade, metas, programas e andamento do que foi planejado", explicou. "Não toca diretamente na administração, não se envolve neste cotidiano."

Para Jungmann, a situação política que levou Maciel a recusar os cargos em conselhos foi uma "tempestade em copo d"água". "Imaginar que o Marco Maciel, por causa de R$ 4,7 mil líquidos, ia aderir ao projeto do Kassab é um pouco demais."

Jungmann disse não haver qualquer constrangimento no PPS com sua participação na gestão Kassab e lembrou que foi indicado para ocupar o lugar de Roberto Freire, presidente de seu partido. Freire trocou Pernambuco por São Paulo e se elegeu deputado federal pela bancada paulista no ano passado.

O ex-deputado afirmou que não cogita mudar de partido e apoia a ação do PPS de buscar no Supremo Tribunal Federal os mandatos de quatro deputados federais que migraram para a nova legenda de Kassab. Afirmou ainda que continua na oposição ao governo federal.

Renda extra

R$ 6 mil é o salário mensal bruto de um conselheiro da CET-SP, cargo ocupado por Jungmann

Deu Marta na pesquisa do PPS

A senadora Marta Suplicy (PT-SP) não esconde a pretensão de se candidatar à Prefeitura de São Paulo novamente. Argumenta que é o nome do PT em melhores condições de vencer as eleições na capital paulista. Recente pesquisa encomendada pelo PPS, na qual aparece com 45,9 % das intenções de voto, parece confirmar sua avaliação.

O ex-presidente Lula, porém, defende a tese de que o PT precisa apresentar um nome novo na eleição. Esse nome seria o do ministro da Educação, Fernando Haddad, que não tem lastro na militância partidária.

A favor de Lula, pesa o fato de que todos os candidatos adversários, com exceção de Soninha Francine (PPS),(a amiguissíma do José Serra) que chega a 8,2% na mesma pesquisa, estão nivelados com percentuais baixos. Dono de pelo menos 25% do eleitorado, o PT poderia disputar a eleição com qualquer nome e chegar ao segundo turno. Por isso, proliferam candidatos na legenda. Entretanto, o segundo nome da fila seria o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, que ostenta, na mesma pesquisa, 37% das intenções de votos.

O que fazer com Serra?

O que fazer com Serra?

O que está acontecendo hoje confirma o que Serra calculava (e temia). Perdeu a eleição, ficou sem mandato, viu seu desafeto Geraldo Alckmin vencer e está a caminho acelerado da aposentadoria

Triste sina a de José Serra. Nem bem terminou uma eleição em que foi protagonista, ninguém (nem ele) sabe o que será de sua vida.

Pelo que vemos na imprensa, anda à procura de plateias e interlocutores. Topa se encontrar com quem quer que seja, para tratar de qualquer coisa. Se houver alguém que queira conversar, está à disposição.

O problema (para ele) é que não parecem ser muitos os interessados. Salvo um ou outro amigo, um ou outro jornalista fiel, anda sumido e tem que se esforçar para ser lembrado. Fala-se dele, mas não com ele.

Há um ano, era um ator fundamental do jogo político nacional. Depois de um longo percurso, tornara-se o candidato de seu partido à sucessão de Lula. Havia quem o visse como futuro presidente da República, alguns por pura torcida, outros por não entenderem o que as pesquisas diziam.

Ele mesmo, pessoa racional que sempre foi, sabia que suas chances eram pequenas. Tinha consciência de que Dilma era franca favorita e que só se ela errasse teria possibilidades apreciáveis de vencer. Não chegava ao ponto de achar que a derrota era inevitável. Mas não se iludia a respeito das dificuldades.

Via sua candidatura como uma espécie de destino do qual não conseguiria escapar nem se tentasse. Na verdade, sempre a buscara e não seria na hora em que a tinha em mãos que a recusaria. Ele tinha que ser, pelas pressões de seus companheiros e correligionários, e queria ser candidato.

Apesar disso, assumir a candidatura, consciente de que o mais provável era perder, não foi fácil. Deu sinais tão nítidos de hesitação que a grande imprensa paulista, aliada de primeira hora, chegou a publicar editoriais em que avisava que romperia com ele se não fosse em frente. Teve que ir.

O que o assombrava era a perspectiva de algo que está acontecendo hoje. Se não vencesse, o risco era que sua carreira política terminasse dali a alguns meses. No cenário que ele admitia ser mais provável, em que Dilma seria presidente e ele não teria mandato, estaria aposentado e seria para breve. Com idade para trabalhar por ainda muito tempo e no auge de sua capacidade como homem público, teria que pendurar as chuteiras.

A tentação era grande de ceder aos apelos da família, ficar em São Paulo, disputar (como favorito) a reeleição e permanecer na ativa.

Dilema semelhante a esse nunca houve no PT. Lula perdeu três eleições e continuou candidato, sem questionamento relevante (é verdade que Eduardo Suplicy tentou, mas, como ninguém o leva a sério, acabou não dando em nada). E Lula não ficou sem ter o que fazer depois das derrotas. O partido logo criou uma agenda para mantê-lo politicamente vivo, como seu candidato natural para a eleição seguinte.

No PSDB, isso não existe. Quem perde cede a vez, a menos que ninguém queira. E Serra sabia que havia quem a quisesse: Aécio, que se movimentara para ser candidato naquela (mesmo consciente de que suas chances eram escassas), já estava em campo.

O que está acontecendo hoje confirma o que Serra calculava (e temia). Perdeu a eleição, ficou sem mandato, viu seu desafeto Geraldo Alckmin vencer e está a caminho acelerado da aposentadoria.

Seria diferente se tivesse feito uma boa campanha, sem apelações e em nível elevado? Se não tivesse cometido tantos erros? Se tivesse se poupado de vexames como as bolinhas de papel, as procissões, as baixas acusações?

É impossível dizer com segurança, mas o certo é que teria preservado maior credibilidade. Se não tivesse, por exemplo, prometido ficções como um valor irreal para o salário mínimo, o 13º do Bolsa Família, aumentar em 30% o número de professores na rede pública, entre outras maluquices, suas opiniões sobre a política econômica do governo Dilma seriam mais ouvidas.

O fato é que não tem como evitar ser o que se tornou. Como dizem seus companheiros de partido, um problema para a renovação das oposições. - De Marcos Coimbra

Alckmin começa a sair da toca dos paulistas E

Enquanto José Serra estuda se concorrerá à prefeitura de São Paulo no ano que vem como forma de se recolocar no jogo político, o governador do estado, Geraldo Alckmin, começa a sair da toca rumo a 2014. Nas duas últimas semanas, ele fez vários gestos na tentativa de ampliar espaços e contatos fora do universo paulista. Chamou para uma conversa, por exemplo, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, do PSB.

O papo com Casagrande tinha um objetivo imediato: evitar a aproximação do partido de Eduardo Campos com o PSD do prefeito paulistano, Gilberto Kassab. Assim, Alckmin mediria a temperatura a respeito de uma aliança entre Kassab e Campos no futuro, inclusive a propalada e, depois negada, fusão entre os partidos. A visita de Casagrande a Geraldo Alckmin, entretanto, ocorreu uma semana antes de Campos, sem citar nomes, criticar os tucanos, preservando apenas Fernando Henrique Cardoso.

Alckmin leu as declarações com atenção, segundo aliados. O governador tem uma ala do PSB encrustrada no seu governo. O partido ocupa a Secretaria de Turismo, com o deputado Márcio França, que assumiu o cargo sem objeção de Eduardo Campos. E Alckmin não deseja perder o PSB para Gilberto Kassab. Nem agora nem em 2014, quando tem a chance de concorrer ao governo paulista ou à Presidência da República — sonho que acalenta ao ponto de começar a alargar horizontes.

Além de audiências, Alckmin tem feito questão de alardear as realizações de seu governo nos quatro cantos do país. Prova disso foi o anúncio do aumento dos professores, que chegará a 42% até o fim de 2014 e atingirá 374 mil docentes. A partir desta semana, já está montado um quadro para que os deputados federais paulistas aliados a ele comentem o tema no plenário da Câmara. Isso pode parecer nada. Mas, diz um aliado do governador, é uma citação garantida na Voz do Brasil, na hora em que o brasileiro das grandes cidades enfrenta o engarrafamento na volta para casa. A próxima categoria que ele pretende focar é a dos policiais.

Novidades
Alckmin tem dito a amigos que, se quiser passar à frente de José Serra dentro do PSDB paulista, terá que fazer um governo com novidades e não apenas de continuidade. Afinal, em conversas mais reservadas, há o temor de que o ciclo tucano em São Paulo esteja se exaurindo e o eleitor termine disposto a passar o bastão a outro partido. Alckmin não quer terminar sendo responsabilizado pela interrupção do ciclo. Daí o fato de mirar também a Presidência da República.

A sombra aos seus projetos, entretanto, está por toda a parte. Até mesmo dentro do Palácio dos Bandeirantes. No PSDB, há quem diga que Alckmin está fadado a ser candidato à reeleição porque seu vice-governador, Guilherme Afif Domingos, é um dos fundadores do PSD de Gilberto Kassab e os tucanos não aceitam entregar o governo de bandeja ao partido de Kassab.

Além disso, há José Serra. O ex-governador abre a possibilidade, mas ainda não decidiu se será candidato a prefeito de São Paulo. Serra sabe que, se for candidato a prefeito e vencer, não poderá deixar o cargo dois anos depois para tentar a Presidência da República. Nessa hipótese, pode atrapalhar parte dos planos de Alckmin. Primeiro, porque Kassab já avisou que não se lançaria contra Serra.

Kassab pretende, na verdade, cobrar neutralidade do grupo de Serra em 2014, quando o PSD terá candidato a governador. Serra, por sua vez, vai demorar a tomar uma decisão para deixar Alckmin à espera. Não é à toa que o atual governador começa a cuidar de 2014.Correio

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Controlar Kassab

Gilberto Kassab passou três horas da tarde da última sexta-feira na sede do Ministério Público Estadual de São Paulo. O prefeito foi depor no inquérito que apura irregularidades no contrato entre o município e a empresa Controlar, responsável pela inspeção veicular na cidade.

O detalhe, curioso, é que Kassab se esforçou para ficar incógnito. Um fotógrafo do jornal "O Estado de S. Paulo" flagrou (foto) o instante em que o prefeito, ao deixar o prédio, de carro, se abaixou no banco de trás para não ser colhido pelas câmeras. Ficou pior: vemos apenas meio rosto de Kassab, inclinado atrás do motorista.Fosse um astro pop, poderíamos atribuir a cena à inconveniência dos paparazzi. Sendo ele um administrador público eleito pelo voto popular, é uma imagem que não sugere coisas boas.

Ao chegar no local, Kassab se escondeu atrás de uma parede, depois de desembarcar pelo lado do carro em que estava sentado o seu secretário de Negócios Jurídicos, Claudio Lembo.

Lá dentro, o prefeito tentou fazer um acordo, segundo o qual o Executivo se comprometeria a fazer um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), corrigindo pontos problemáticos do contrato. O Ministério Público recusou a proposta.Este é um caso que remonta à gestão Paulo Maluf. A Controlar venceu a licitação em 1996. O contrato tinha duração de dez anos e chegou a ser anulado pela Justiça na gestão de Celso Pitta (da qual Kassab foi secretário).

Kassab revalidou o contrato em 2007, contrariando parecer técnico da prefeitura, que recomendava nova licitação. A Controlar começou a fazer o serviço em 2008, 12 anos depois de vencer sob Maluf.Cada inspeção obrigatória custa, este ano, R$ 61,98. É um negócio da China. O prefeito precisa parar de se esconder no banco do carro e dar explicações à sociedade. Há no ar muita fumaça preta sendo produzida em nome da causa ambiental. Fernando Barros - Folha

Kassab dá boquinha para Marco Maciel (DEM) em órgãos municipais paulista. O demo nunca morou em SP

Depois do deputado Roberto Freire ganhar uma boquinha na Sabesp, sem nunca ter morado e muito menos conhecer São Paulo..Agora é a vez da boquinha dos derrotados na eleição de 2010, Raul Jungmann do PPS de Pernambuco,e de Marco Maciel. Sem cargo, e sem nunca morar ou conhecer a cidade, eles recebem jetons, para não trabalhar na capital paulista

O ex-vice-presidente e ex-senador Marco Maciel (DEM-PE) foi nomeado pelo prefeito Gilberto Kassab para os conselhos administrativos de duas empresas municipais: a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e da SPTuris (São Paulo Turismo).Ele passou a receber salário de R$ 12 mil mensais para participar de uma reunião mensal em cada órgão. Maciel é presidente do Conselho Político do DEM, partido ao qual Kassab era filiado antes de abrir uma grande dissidência e articular a criação do PSD (Partido Social Democrático).

Os convites demonstram que, apesar de ter ficado no partido, ele mantém ligação política com o prefeito.

A nomeação na SPTuris foi publicada no último dia 27 no Diário Oficial. Maciel foi instalado na vaga de um conselheiro cujo mandato terminaria dois dias depois.No entanto, o estatuto da empresa prevê a reeleição para novo período de dois anos, o que garante os rendimentos ao ex-senador até depois das eleições de 2012.Maciel vive entre Brasília e Recife, cidade em que nasceu e mantém base eleitoral.A prática de instalar aliados derrotados nas urnas em conselhos de empresas públicas é recorrente.

O ex-deputado Raul Jungmann (PPS-PE), assim como Maciel, derrotado na eleição para o Senado por Pernambuco, também integra o conselho da CET, com salário de R$ 6.000 mensais. A proximidade de Maciel e Kassab incomoda parte do DEM, que vê o ex-senador com um "infiltrado" do prefeito e do ex-senador Jorge Bornhausen na sigla que ambos ajudaram a enfraquecer.

O partido já perdeu dois senadores, um governador e ao menos 13 deputados federais para a nova legenda.Kassab disse que a escolha do antigo correligionário para ter assento em duas empresas públicas municipais se deve à "experiência" acumulada por Maciel em décadas de vida pública.

"Ele deixou de ter cargo eletivo, mas é uma pessoa com vasta experiência, que pode contribuir muito para as empresas", disse.O prefeito afirmou que relacionar a nomeação de Maciel para os cargos a uma tentativa de manter aliados influentes no DEM é "uma bobagem". "Não tem questão partidária nenhuma."

Kassab disse que também ofereceu cargos em conselhos a Bornhausen -que se desfiliou do DEM e diz que não pretende aderir ao PSD-, mas ele não aceitou.As informações são da Folha do tucanato

A privataria está de olho no HC

O TUCANATO GOSTA de atravessar a rua para escorregar na casca de banana que está na outra calçada. Há uma semana, soube-se que o governo do doutor Geraldo Alckmin suspendeu o programa de reforço privado do ensino de idiomas para jovens da rede pública de São Paulo. Dentro do binômio educação-saúde, o superintendente do Hospital da Clínicas, Marcos Fumio Koyama, anunciou que pretende elevar de 3% para 12% a taxa de privatização dos atendimentos no maior centro médico do país.O avanço da privataria sobre o HC se dará pela expansão da porta dos clientes de planos de saúde. Todos os brasileiros têm direito aos serviços dos hospitais públicos. Pretende-se ampliar uma pirueta pela qual um tipo de cliente receberá atendimento diferenciado.

O plano, contado à repórter Laura Capriglione, colocaria o Hospital das Clínicas no paradigma do Instituto do Coração. Lindo paradigma. Em 2006, por conta de aventuras políticas e de maus administradores, o InCor quebrou e, com uma dívida de R$ 250 milhões, foi à bolsa da Viúva. Em agosto passado, uma auditoria do SUS constatou que a fila para alguns exames na sua portaria de baixo tinha de oito a 14 meses de espera (um ano para um ecocardiograma infantil). Na portaria de cima, atendimento imediato. São muitos os truques. Um deles é simples: pelo SUS a patuleia precisa cumprir uma série de etapas e consultas para chegar ao exame; pelo plano privado, basta uma solicitação do médico.

A segunda porta dos hospitais públicos é um caso de apropriação privada do patrimônio da Viúva, patrocinado por burocratas e operadoras que obstruem o ressarcimento, pelos planos de saúde, do atendimento de seus clientes na rede do SUS. No momento em que hospitais da Viúva e as operadoras criam um sistema híbrido dentro do SUS, constrói-se a pior das situações, uma rede pública para usufruto privado. A complementaridade das duas redes não passa pela criação de uma porta preferencial. É o contrário: uma só porta, com um só tipo de atenção, e o ressarcimento é tratado noutro andar, na seção de contabilidade.

Segundo os defensores das duas portas, os recursos captados junto às operadoras melhorariam o atendimento da clientela do SUS. Nada impede que o serviço melhore numa porta e continue deficiente na outra, ou que a instituição quebre, como ocorreu com o InCor.

O doutor Koyama informa que atualmente os planos de saúde pagam pelo equivalente a 3% dos atendimentos e contribuem com R$ 100 milhões anuais, ou "10,6% das nossas receitas". Essa conta não fecha. O orçamento de 2009 do HC, publicado em seu relatório anual, diz que a receita da instituição foi de R$ 1,4 bilhão. Admitindo-se que a receita deste ano seja igual à de 2009, os 10,6% viram 6,9%. Se alguém tolerar um desvio desse tamanho ao tirar a pressão de um paciente, coitado dele.

Na campanha eleitoral de 2006, quando o PT inventou que Alckmin pretendia privatizar a Petrobras, ele teve que vestir um jaleco da empresa para desmentir a falsidade. Agora, com o superintendente do HC anunciando que pretende quadruplicar o tamanho da porta privatizada do HC, ele pode tirar as medidas para um novo jaleco.Artigo de Elio Gaspari... Mais notícias para você, aqui  www.osamigosdobrasil.com.br

Bornhausen extirpa o DEM da política

A diáspora no DEM chegou ao presidente de honra do partido, Jorge Bornhausen. Apontado por deputados e senadores da legenda como a eminência parda por trás da criação do PSD, o ex-senador confirmou a saída da sigla ontem. O político, que estava no partido desde 1985, quando ele ainda era PFL, influenciou ativamente a montagem do PSD, levando ao partido cerca de 85% do diretório demista de Santa Catarina. Como anunciou, ao mesmo tempo, a retirada da vida pública, Bornhausen diz que não seguirá seus políticos de confiança no estado e ficará sem filiação partidária.

No início da semana, Bornhausen jantou com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e recomendou que o parlamentar mantivesse contatos com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, um dos principais nomes do novo partido. Ontem, confirmou que não faz parte mais dos quadros do DEM. "Vou me desfiliar, mas não tenho razão para continuar participando de atividade partidária", disse.

O ex-senador por Santa Catarina esteve no centro da polêmica pela sucessão do antigo presidente do DEM Rodrigo Maia, no início do ano. O cabo de força unia Bornhausen, o ex-senador Marco Maciel e Kassab, de um lado; e os deputados ACM Neto (DEM-BA) e Ronaldo Caiado (DEM-GO), além do próprio Maia e do senador Agripino Maia (DEM-RN), de outro. Com o triunfo de Agripino, a parcela excluída iniciou o processo de debandada rumo ao PSD. Somente de Santa Catarina, saíram do DEM para o PSD o governador, Raimundo Colombo, 43 prefeitos, 44 vice-prefeitos, 406 vereadores, 7 deputados estaduais e três federais, incluindo o secretário estadual de Desenvolvimento Social, Paulo Bornhausen, filho do ex-senador.

Amarras

Antigos companheiros de partido do ex-senador não o perdoam por comandar o esvaziamento do DEM. Líder do partido na Câmara, ACM Neto (DEM-BA) aponta erros de Bornhausen na condução do partido como os principais motivos da atual fragilidade da legenda. "A mudança de PFL para DEM foi fruto da cabeça dele, só que o Bornhausen não fez o esforço interno necessário para que o partido ganhasse a musculatura necessária. Se lamentamos a saída dele, por outro lado ficaremos mais livres para conceber um novo modelo de atuação sem as amarras desse passado desenhado por Bornhausen."

Outro ex-senador derrotado na disputa interna demista, o pernambucano Marco Maciel é o último do grupo de Bornhausen que ainda não anunciou o rumo que adotará daqui para frente. Vários aliados no estado, no entanto, já rumaram para o PSD, entre eles o ex-deputado federal André de Paula. Ao todo, o novo partido conta com 39 deputados federais confirmados, dois senadores, dois governadores e seis vice-governadores. Até o fim da semana que vem, a expectativa é de que esse número chegue próximo dos 50.

"Acreditamos na possibilidade de reunir 45 deputados federais já no fim da próxima semana", antecipa o deputado federal Guilherme Campos (PSD-SP). O novo partido também estabeleceu como meta a adesão de mais quatro senadores até a criação formal no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), provavelmente em julho.

O envolvimento secreto da TV Globo com o SNI após o atentado do Riocentro

O ditado popular diz que o peixe morre pela boca.

Algum tempo atrás, a TV Globo fez um site "Memória da Globo", onde tenta apagar a má imagem em alguns episódios golpistas, e sobre seu colaboracionismo com na sustentação da ditadura.

No site, ela se apresenta como "vítima da repressão", dizendo que a redação da emissora fora "ocupada" por militares (supostamente do SNI), para abafar a apuração do atentado do Riocentro.

Então por que ela não dá os nomes dos "repressores" que "ocuparam" a redação? ... Leia tudo aqui.

Acabou a raça deles: Bornhausen deixa DEM

O presidente de honra do DEM, Jorge Bornhausen (SC), anunciou nesta sexta-feira sua saída do partido, mas negou que seu futuro seja o PSD, legenda comandada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. O ex-senador disse que a decisão encerra sua vida política, informou a assessoria do DEM catarinense. A matéria completa está aqui www.osamigosdobrasil.com

Oposição quer governar com a OAB do Cansei

Um dia depois de liderar uma rebelião e abandonar o plenário do Senado, segundo eles, em protesto contra a aprovação da Medida Provisória 513, que tratava de oito assuntos distintos, a oposição ganhou ontem o apoio do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcanti. Ao procurar a OAB, o grupo deu mais um passo na busca de apoio da sociedade civil para furar o bloqueio da maioria governista no Congresso Nacional disse o presidente da OAB.

O presidente da OAB, aquela que promoveu o cansei, para tentar derrubar o Presidente Lula,  manifestou ontem apoio à proposta do senador Aécio Neves (PSDB-MG) que muda o rito das medidas provisórias para, entre outras regras, fazer com que esse instrumento não tenha força legal imediata. A ideia é que a MP tenha vigência apenas após uma comissão mista permanente do Congresso aprovar a admissibilidade, ou seja, se cumpre os requisitos de urgência e relevância exigidos pela Constituição.

- Trata-se de uma causa republicana que transcende interesses partidários, diz respeito ao fortalecimento da democracia no Brasil. Não é um papel adequado para o Legislativo votar uma MP com assuntos totalmente díspares em razão de uma maioria que o governo tenha - disse Ophir.

Além de oposicionistas assumidos como Aécio Neves (PSDB-MG), Aloysio Nunes (PSDB-SP), Demóstenes Torres (DEM-GO), Itamar Franco (PPS-MG) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), participaram do encontro na OAB dissidentes da base governista, como Pedro Taques (PDT-MT).

STJ interrompe julgamento da Satiagraha

O ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), votou ontem contra o pedido dos advogados do banqueiro Daniel Dantas para que sejam anuladas investigações da Operação Satiagraha. Para a defesa, a participação de integrantes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) nas apurações foi ilegal, as provas deveriam ser consideradas nulas e a ação que condenou Dantas a 10 anos de prisão por corrupção, extinta.

Em março, os ministros Adilson Macabu e Napoleão Nunes Maia Filho tinham votado a favor de habeas corpus para Dantas. Ontem, após o voto de Dipp, o julgamento foi interrompido por pedido de vista de Laurita Vaz. Também falta votar o presidente da 5ª. Turma, Jorge Mussi.

Os amigos do Presidente Lula, são os amigos do Brasil!


Os amigos do Presidente Lula, cresceu,  agora temos também, "Os amigos do Brasil", tudo graças a vocês que apoiam e divulgam nosso trabalho. Depois de quase 6 anos criamos o site para nossos queridos leitores que querem fazer a diferença na rede web sempre bem informados com aquelas notícias que a imprensa esconde . Mas, não se preocupem, o "blog Os amigos do Presidente Lula" NÃO vai acabar. Estaremos aqui diariamente e aqui no http://www.osamigosdobrasil.com.br/ Esperamos contar com o apoio de vocês!

Demo-tucanos de SP desviam donativos das vítimas das enchentes para esquema de compra de votos

Uma gravação telefônica da Rádio Bandeirantes flagra o envolvimento do vereador Ushitaro Kamia (DEM) em esquema de desvio de donativos recolhidos pela Defesa Civil da prefeitura de São Paulo.

As roupas, água mineral, calçados, brinquedos que a população doou para serem enviados às vítimas das enchentes no Rio de Janeiro ficaram, em boa parte, estocadas na Defesa Civil paulistana.

O chefe da Defesa Civil, Jair Paca de Lima, foi candidato a deputado estadual em 2010 pelo PSDB.

Em vez de distribuir de forma republicana para qulaquer entidade séria e necessitada, os donativos passaram a ser objeto de barganha da caridade com bens públicos a troco de votos, controlada por vereadores demo-tucanos (do DEMos e do PSDB).

Na gravação, uma funcionária da Defesa Civil indica que, para receber os donativos, só com "indicação" do escritório político do vereador Kamia (DEMos).

A Rádio afirma ainda que, para conseguir votos nas regiões mais carentes, os donativos seriam entregues mediante a apresentação do título de eleitor.

TSE cassa propaganda na TV do DEMos por ter "alugado" o horário para José Serra

Propaganda do DEMos para Serra, fora-da-lei: o tucano não poderia ocupar o horário de partidos a que não era filiado.
Nós cansamos de denunciar, no ano passado, que o DEMos estava cedendo seu horário de propaganda semestral do partido na TV (fora da campanha eleitoral), para José Serra (PSDB) fazer propaganda como candidato, fora-da-lei, como fazem as "legendas de aluguel".

A lei só permite que apareçam pessoas filiadas ao próprio partido, e Serra não era filiado ao DEMos.

Ontem o plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) julgou e condenou o DEMos, com multa de R$ 50 mil e perda de propaganda partidária neste semestre.

Com isso, o DEMos teve 40 minutos na TV cassados:

- 20 minutos de inserções nacionais, que iriam ao ar nos dias 2, 4, 7 e 11 de junho;

- 20 minutos do programa nacional em bloco, que seria exibido em 9 de junho.

Só falta o TSE condenar também o PPS e ao PTB, que fizeram a mesma coisa que o DEMos.

Bornhausen diz a Aécio para se aliar a Kassab

O ex-presidente do DEM e braço direito de Gilberto Kassab na articulação do novo PSD, Jorge Bornhausen, aconselhou o senador Aécio Neves (PSDB) a buscar uma interlocução direta com o prefeito para viabilizar seu projeto eleitoral em 2014.

Ele e Aécio conversaram informalmente em Minas em duas oportunidades. Depois de participarem de um jantar na noite de segunda-feira em Uberaba, na casa do deputado Marcos Montes (DEM-MG), ainda almoçaram juntos na casa de outro amigo em comum no dia seguinte. A avaliação no PSD é que Aécio, hoje, está no primeiro lugar da fila de candidatos tucanos à Presidência. Bornhausen vê espaço para o PSD apoiar o tucano.

Um parlamentar que testemunhou os dois encontros e observou a dupla relata ter se deparado com um Aécio "paz e amor" em relação ao PSD. Não por generosidade, observa ele, mas por inteligência política, dada a inconveniência de combater algo que evoluíra da simples ideia de se criar um novo partido para um fato consumado.

Na conversa, Bornhausen falou que o PSD era resultado de uma mudança geracional que está se dando no cenário político partidário e arriscou uma sugestão: "Você tem que abrir a porta dos que são da sua geração. Tem que preparar o terreno para a frente e conversar com o Eduardo Campos (governador de Pernambuco e presidente do PSB), com o Sérgio Cabral (governador do Rio de Janeiro, do PMDB), com Eduardo Paes (prefeito da capital fluminense, do PMDB), e com Kassab".

Trincheira. Aliados de Aécio já se movimentam para assegurar ao ex-governador mineiro canais de interlocução e espaço no PSD. A musculatura adquirida pela agremiação criada por Kassab surpreendeu tucanos em Minas: três deputados federais e quatro estaduais já anunciaram que migrarão para o PSD. A expectativa é que prefeitos e vereadores façam o mesmo em breve. Porém, todos os parlamentares que optaram pela nova legenda estão no arco de apoio de Aécio.

"Seremos uma trincheira para Aécio no novo partido", afirmou o deputado estadual Neider Moreira (PPS), que ocupa o cargo de vice-líder do governo Anastasia na Assembleia Legislativa. "Em Minas José Serra não encontra espaço", disse outro futuro integrante do PSD.

Aecista de primeira linha, o secretário-geral do DEM, deputado federal Marcos Montes (MG), disse Estado que pretende ajudar na interlocução entre Aécio e Kassab. Do jantar na casa dele participaram também Anastasia, o secretário de governo e principal articulador político de Aécio, Danilo de Castro, além do futuro presidente da Vale, Murilo Ferreira. Quando lançou o PSD em Belo Horizonte, Kassab elogiou Aécio.Estado

MP mineiro cobra do governo Itamar Franco devolução de R$ 415 milhões aos cofres públicos

O Ministério Público estadual de Minas Gerais cobra a devolução de R$ 414,9 milhões aos cofres públicos:

- do senador Itamar Franco (PPS-MG);
- da empresa GTech do Brasil Ltda;
- da ex-procuradora-geral de Minas Misabel Derzi;
- e de ex-presidentes da Loteria Mineira.

Os promotores pediram ainda a quebra do sigilo bancário e a indisponibilidade de bens dos acusados, mas a Justiça ainda não julgou estes pedidos.

Em Minas, a GTech ganhou, em 1994, no governo de Eduardo Azeredo (PSDB/MG), uma licitação para captação de apostas da Loteria Mineira e gestão de jogos online da autarquia no valor estimado de R$ 40 milhões.

Segundo o Ministério Público, a farra de irregularidades com dinheiro público foi:

- a empresa não cumpriu várias cláusulas do edital e mesmo assim o governo assinou aditivos ao contrato atendendo pedidos da GTech;

- relatório de auditoria mostrou que o atraso com relação aos prazos definidos no edital causou prejuízo de R$ 286,2 milhões.

- o descumprimento das cláusulas levou a direção da Loteria Mineira a aplicar à GTech, em 2000, uma multa de R$ 29,3 milhões, mas foi perdoada pelo então governador Itamar Franco (PMDB);

A GTech é a mesma empresa investigada na CPI do Bingos, em 2005.

O MP afirmou ainda que caberia um processo por improbidade administrativa, mas houve prescrição, já que os acusados deixaram os cargos há mais de cinco anos.

Antecedentes

Outro escândalo na Loteria de Minas, chegou a ser noticiado em 2004. Foi a videoloteria, cuja exploração era concedida para a empresa Dreamport (integrante do grupo GTech).

Os recursos arrecadados dessa videoloteria eram depositados em seis contas oficialmente desconhecidas pela administração da Loteria, pois não estavam vinculadas a nenhum contrato ou ato administrativo formal.

Elas teriam sido abertas por determinação de Mário Márcio Magalhães, ex-diretor de Operações da Loteria, e quando foram descobertas, em maio de 2000, tinham um saldo remanescente de R$ 892.653,69.

A GTech tinha um poder tão grande na Loteria que redigiu até mesmo a minuta de um documento com mudanças na carta de fiança bancária que a empresa deu como garantia.

Mas os escândalos ainda não acabaram. Carlinhos Cachoeira, ex-banqueiro do jogo do bicho em Goiás, ficou conhecido nacionalmente ao gravar uma tentativa de suborno a Waldomiro Diniz, na Loteria do Rio de Janeiro. Mas antes disso a empresa Jogobrás do Brasil Ltda. operou em Minas, entre 1999 e 2000, no início do governo Itamar Franco (Cachoeira diz que só se tornou sócio desta empresa em 2002, mas existem evidências de parcerias desde 1995).

A Jogobrás recebeu da Loteria de Minas concessão para explorar caça-níqueis e criar a Sorteca (versão eletrônica do jogo do bicho), quando o ex-diretor de Operações da Loteria Mineira era Mário Márcio Magalhães. Depois ele tornou-se sócio de Carlinhos Cachoeira em Goiás.

O contrato com a Jogobrás foi suspenso depois da descoberta de uma tentativa de suborno gravada. Donos de máquinas de caça-níqueis, ofereceram R$ 6 milhões a Márcio Miranda Gonçalves, genro e homem de confiança do procurador-geral de Justiça Márcio Decat, para pôr fim à repressão aos caça-níqueis.

O escândalo derrubou Márcio Decat, o genro dele; abalou o Ministério Público Estadual e provocou a exoneração de toda a cúpula da Loteria Mineira à época. (Com informações da Ag. Estado e do Estado de Minas)

Lula critica "profetas do caos" por fazerem terrorismo com inflação

Em palestra para profissionais do setor financeiro, promovida pelo Bank of America Merrill Lynch, o presidente Lula criticou o que chamou de “profetas do caos” e disse que o aumento da inflação no País é um “fenômeno passageiro”.

“Muitos profetas do caos acham que o sucesso brasileiro, que conseguiu equilibrar desenvolvimento econômico com inclusão social, está ameaçado pela volta da inflação. O mesmo ocorreu em 2003, quando muita gente apostava no fracasso do Brasil e previa que a inflação, que atingiu 12,5% em 2002, continuaria a crescer. Não vacilamos na hora de combater a inflação, pusemos em prática uma autoridade política monetária, e conseguimos que a taxa de inflação chegasse a 3,1% em 2006...

...A alta da inflação no Brasil não tem causas estruturais. É um fenômeno passageiro, com causas externas, e será revertido graças à ação decidida do governo e da sociedade. A presidenta Dilma já tomou medidas.”

Lula lembrou que o País conseguiu passar incólume pela crise financeira mundial de 2008/2009 e disse também que o Brasil hoje tem um sistema financeiro mais moderno e eficaz do que alguns anos atrás.

O cachê pela palestra não foi informado. Na platéia estava o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, o ex-ministro do Desenvolvimento Luiz Fernando Furlan e o ex-presidente do BC e do BNDES do governo Fernando Henrique Cardoso Pérsio Arida, que deixou o evento antes do término da palestra de Lula – e não quis comentar o seu indiciamento, pela Polícia Federal, por suposta prática de gestão fraudulenta, evasão de divisas e formação de quadrilha, no inquérito da Operação Satiagraha. “Está excepcional”, limitou-se a dizer, sobre a palestra do petista. (Do IG)

Gurgel encabeça lista tríplice para Procurador Geral da República no biênio 2011-2013

A votação eletrônica para a formação da lista foi realizada nas unidades do Ministério Público Federal de todo país, biênio 2011/2013.

O resultado foi:

Roberto Gurgel: 454 votos (atual procurador-geral da República);
Rodrigo Janot: 347 votos
Ela Wiecko: 261 votos

A lista será entregue à presidenta Dilma, que escolherá o novo chefe do Ministério Público Federal.

Segundo a Constituição, a escolha do Procurador-Geral é de competência da Presidenta da República. Ela não é obrigada a aceitar a lista tríplice. Durante o mandato do presidente Lula, ele prestigiou a manifestação da classe com a indicação do nome mais votado para a chefia do MPF.

Após a escolha pela Presidenta, o escolhido passará por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, e precisa ser aprovado pela maioria dos senadores, em votação no plenário.

Leia também:
- Vem aí a lista tríplice para Dilma escolher o novo Procurador Geral da República

A falta que faz um Obama estadista, e um informante para receber US$ 25 milhões por Osama

Muito já foi dito sobre a morte de Osama Bin Laden, e muito mais se dirá em infindáveis teorias da conspiração, alimentadas por declarações e atitudes contraditórias do governo dos EUA, incluindo o desaparecimento do corpo.

Mas um ponto crucial e preocupante tem sido ignorado. Se eu fosse cidadão estadunidense, estaria seriamente preocupado com a falta de um delator para receber a recompensa de US$ 25 milhões para quem fosse informante do paradeiro. E a preocupação não é material em saber quem seria o "novo rico", e sim por razões da própria segurança.



Logo após o 11 de setembro, os EUA espalharam ao mundo e ao Afeganistão invadido, a recompensa milionária para quem trouxesse informações que levasse à captura ou eliminação de Bin Laden.

Acreditavam no poder do dinheiro, que compra tudo no ocidente, e que alguém próximo do saudita se corromperia, em questão de horas, dias, ou semanas.

Nove anos se passaram e, que se saiba, ninguém próximo a Bin Laden se corrompeu.

A delação seria uma derrota moral maior do que a própria morte do líder (que já encontrava-se isolado), porque seria uma deserção ou uma rendição (pelo menos parcial, no mínimo do delator).

Muito se especula na imprensa sobre paquistaneses, sejam do serviço secreto, sejam de uma academia militar nas vizinhanças da casa, sejam populares, saberem e não terem entregue Bin Laden.

É questionável se isso é verdade. O próprio EUA demorou mais de uma década caçando o "Unabomber", um cidadão estadunidense, vivendo dentro dos EUA.

Mas se for verdade, é um mau sinal para os EUA. Significaria que existe mais gente do que se pensa do lado de Bin Laden, com convicções firmes a ponto de não se seduzirem nem por US$ 25 milhões.

A falta de um delator mostra que a chamada "guerra ao terror" (segundo os EUA) ou "guerra santa" (segundo a Al Qaeda) ainda está longe de acabar.

Via de regra, uma guerra só acaba de uma das três formas:
1) dizimando totalmente o adversário;
2) obtendo a rendição;
3) ou fazendo um acordo de paz;

A primeira opção é a mais difícil de atingir neste caso, em que o inimigo não tem território, não tem quartéis com endereços fixos, e está espalhado em células em qualquer lugar do mundo.

As duas últimas opções de acabar uma guerra são as melhores, porque poupa derramamento de sangue, mas é coisa para estadistas. Obama seria estadista se capturasse Bin Laden vivo, e fizesse do processo e julgamento, um debate honesto e convincente para obter a condenação não apenas da pessoa, mas do próprio extremismo radical. Isso sim, seria uma conquista para desarmar o ímpeto daqueles levados à ações terroristas.

Teria um trunfo nas mãos, para buscar gradualmente uma rendição honrosa ou um acordo de paz, por mais incoveniente que fosse um julgamento e o arquivo vivo dos tempos em que Bin Laden era apoiado pelos EUA a guerrear para levar os Talibãs ao poder no Afeganistão.

Os EUA tem tecnologia suficiente para capturar vivo qualquer um, em operações de surpresa, com armas não letais que imobilizam ou adormecem (como gases ou tranquilizantes). Saddam Hussein foi capturado sem conseguir reagir, utilizando granada eletrônica que emite sons, luzes, fumaça e gases que atordoa os sentidos, deixando a pessoa desorientada e sem reação.

Mas Obama, de olho no calendário eleitoral de 2012, preferiu pensar na província (não de forma humilde, mas de forma arrogante, inerente ao imperialismo), em vez de pensar na paz mundial.

Por mais que os EUA sejam um super-império, existe um pensamento dominante provinciano, no sentido de só ter olhos para os 300 milhões de estadunidenses num mundo de 7 bilhões de pessoas. Preferiu eliminar Bin Laden (assim como atua na tentativa de eliminação de Khadafi). Gerou catarse nas ruas dos EUA, mas afastou a paz do horizonte, na chamada "guerra ao terror".

Caso sanguessuga faz 5 anos com apenas um ex-deputado punido


Caso que levantou suspeita contra o maior número de congressistas, o escândalo dos sanguessugas faz nesta quarta-feira cinco anos com apenas um ex-deputado condenado entre as mais de 300 pessoas processadas criminalmente. Em 4 de maio de 2006, a Polícia Federal cumpriu 46 mandados de prisão contra políticos e assessores acusados de desviar verbas do Orçamento na compra de ambulâncias superfaturadas por prefeituras - uma fraude de mais de R$ 100 milhões. Com base em depoimentos e documentos fornecidos pela família Vedoin (dona da empresa Planam, pivô do esquema), foi criada uma CPI que pediu abertura de processo de cassação contra 69 deputados federais e três senadores. Os empresários Darci e Luiz Antonio Vedoin pedem perdão judicial alegando que ajudaram na apuração. As informações são da Folha de S. Paulo.

Nenhum parlamentar perdeu o mandato, mas a repercussão do caso levou muitos a desistir da reeleição: apenas cinco voltaram à Câmara em 2007. Na área jurídica o total de acusados foi maior. Na Justiça Federal de Mato Grosso foram abertos 285 processos criminais contra mais de 300 acusados. Segundo o Ministério Público Federal, 31 sentenças foram proferidas, sendo 22 condenações. O único ex-deputado atingido foi Cleuber Carneiro (MG), condenado em 2010 por corrupção passiva. A pena de dois anos de prisão foi convertida em prestação de serviços e a defesa recorreu. Já na área cível foi aberta mais de 100 processos por improbidade administrativa em diversos Estados. As condenações são poucas. A primeira ocorreu em agosto de 2009, contra o ex-deputado federal Cabo Júlio (MG), que recorreu. Acusado de integrar o núcleo do esquema, Nilton Capixaba (PTB-RO) retornou à Câmara neste ano.

Relembre o caso:

Os Vedoin acusam Serra
Donos da Planam afirmam que o ex-ministro José Serra está envolvido com a máfia das ambulâncias e entregam novos documentos sobre a distribuição de propinas Leia a matéria completa aqui

Serra e os vampiros
O inquérito sigiloso da Operação Vampiro mostra como a quadrilha agiu livremente na gestão de José Serra, sem ser investigada. E prova que Serra sabia. Leia a matéria aqui

orcentual de pobres cai mais de 50% no governo Lula

A pobreza no Brasil caiu 50,64% entre dezembro de 2002 e dezembro de 2010, período em que Luiz Inácio Lula da Silva esteve à frente da presidência da República. O dado consta da pesquisa divulgada nesta terça-feira, 3, pelo professor do Centro de Politica Social da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Marcelo Neri. O critério da FGV para definir pobreza é uma renda per capita abaixo de R$ 151. A desigualdade dos brasileiros, segundo ele, atingiu o "piso histórico" desde que começou a ser calculada na década de 60.

Segundo o estudo, a queda da pobreza nos mandatos de Lula superou a registrada durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, incluindo o período de implementação do Plano Real. Nesse período, a pobreza caiu 31,9%. "Acho que essa década (anos 2000) pode ser chamada de década da redução da desigualdade; assim como os anos 90 foram chamados de década da estabilização", afirmou Neri.

O estudo toma como base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio (Pnad) e Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Pela pesquisa, a renda dos 50% mais pobres cresceu 67,93% entre dezembro de 2000 e dezembro de 2010. No mesmo período, a renda dos 10% mais ricos cresceu 10%.

Desigualdade. A desigualdade de renda dos brasileiros caiu nos anos 2000 para o menor patamar desde que começou a ser calculada, mas ainda está abaixo do padrão dos países desenvolvidos, segundo Neri. Ele tomou como base para o estudo o índice de Gini, que começou a ser calculado nos anos 60. Com esse resultado, o País recuperou todo o crescimento da desigualdade registrado nas décadas de 60 a 80.
O índice Gini brasileiro está em 0,5304, acima do taxa de 0,42 dos Estados Unidos. Quanto mais próximo do número 1, maior a desigualdade. "Acredito que ainda vai demorar mais uns 30 anos para que possamos chegar aos níveis dos EUA", estimou Neri.

Para o professor da FGV, o aumento da escolaridade e o crescimento dos programas sociais do governo foram os principais responsáveis pela queda da diferença de renda dos brasileiros mais ricos e mais pobres entre 2001 e 2009. "Isso mostra que a China não é aqui", afirmou. E completou: "O grande personagem dessa revolução é o aumento da escolaridade. Mas, ainda temos a mesma escolaridade do Zimbábue", mostrando que há um longo caminho a ser percorrido.

Estudo da Fundação Getúlio Vargas indica ainda que em 2010 o País atingiu menor nível de desigualdade de renda desde 1960.Agência Estado

domingo, 1 de maio de 2011

Dilma e Lula dão nó tático na oposição midiática

Dilma e Lula gravam juntos a propaganda partidária do PT na TV e no rádio.

As inserções vão ao ar na semana que vem.

Como disse Lula, a imprensa demo-tucana ficou de "namorico" com Dilma, na vã esperança de achar que elogiando ela, estariam rebaixando Lula, e semeando discórdia.

Deu tudo errado para a oposição. A imagem de Lula continua inabalável e prestigiadíssima no Brasil e no mundo todo. E Dilma já conquistou a admiração de boa parte do eleitorado que votou em Serra influenciado por preconceito e por medo.

Agora vão ter que engolir os dois juntos, como as grandes lideranças mais influentes nas eleições de 2012, para desespero da oposição.

PDT assina CPI dos Pedágios

Em um sinal de que pode estar a caminho de se tornar oposição ao governo Geraldo Alckmin, o PDT - com uma bancada de quatro deputados - decidiu apoiar o PT e assinou um pedido de CPI na Assembleia Legislativa para investigar a cobrança de pedágios no Estado. Mesmo com o apoio pedetista, contudo, o PT reuniu apenas 31 das 32 assinaturas necessárias para a instalação da CPI.

Depois de um discurso em que fez duras críticas ao governo Alckmin, o líder do PDT na Assembleia, José Bittencourt, anunciou ontem o apoio ao pedido de investigação do PT. "Sou aliado (de Alckmin), mas não alienado", disse. Para ele, a investigação dos pedágios "pode contribuir com ideias para o governo".

O líder do PSDB,que costuma engavetar as CPIs a pedido do governador tucano Geraldo Alckmin,  Orlando Morando, ironizou a atitude: "Depois (o PDT) tem suas reivindicações atendidas e retira as assinaturas da CPI."

O preço da CPI

Sob alegação de que Geraldo Alckmin estaria descumprindo o acordo para liberação da cota de R$ 2 milhões em emendas, a bancada do PDT cedeu à oposição três das quatro assinaturas que faltavam ao requerimento da CPI dos Pedágios. O próximo alvo é o PSB.

Até o jornal de assessoria dos tucano, desmente o PSDB: Ao contrário de dado oficial, latrocínios cresceram em SP

Durante o governo de José Serra(PSDB, a maquiagem no número da violência na capital paulista correu solto e os jornais deram apoio, não relevando corretamente o índice. Agora,a Folha mostra o que nós cansamos de divulgar: Os números apresentados pelos tucanos foram forjados!

Sem contabilizar sete casos, governo divulgou que capital paulista teve uma queda de 12% de roubo seguido de morteEm um dos casos, morte de vítima é relatada no boletim de ocorrência, mas aparece só como roubo em estatística

Ao contrário do que anunciou o governo de São Paulo no dia 15 deste mês, os latrocínios (roubos seguidos de morte) na capital paulista subiram ao menos 16%. A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) havia apontado queda de 12% desse tipo de crime.
O chefe da Polícia Civil, delegado Marcos Carneiro Lima, admitiu ontem existir uma falha a ser corrigida nos registros de boletins de ocorrência para evitar distorções.

Segundo a divulgação da Secretaria da Segurança Pública, a cidade de São Paulo teve 22 latrocínios no 1º trimestre deste ano contra 25 no 1º trimestre do ano passado.
Porém, ao menos sete latrocínios ocorridos neste ano ficaram de fora da contabilidade oficial. A maior parte foi registrada só como "roubo".
Com a inclusão dos casos não computados, os latrocínios subiram de 22 para 29 (30 vítimas, pois um caso teve dois mortos) só na capital.

A inclusão dos casos muda também a estatística no Estado. Agora, registra um aumento de 12%, e não de 2,5%, como divulgado.
O latrocínio contra o pizzaiolo José Arteiro Morais, 43, na Vila Nova Cachoeirinha, zona norte, em 2 de março, é narrado com detalhes pelo delegado Thiago Reis no BO n.º 2.028/ 2011, do 72º DP.

"O autor do delito pediu dinheiro para a vítima e, após ela ter falado que não tinha, o autor ordenou que a vítima se ajoelhasse, momento este que desferiu-lhe um tiro no rosto, não levando nenhum pertence da vítima (sic)". Esse caso constava como "roubo" na estatística.

Ao consultar as estatísticas sobre latrocínios na área do 72º DP, na página da Segurança Pública na internet, o número divulgado é zero.

O mesmo ocorreu no caso do estudante de publicidade Nicholas Marins Prado, 20, morto com um tiro na cabeça por um ladrão que roubou seu carro na Vila Mariana, em 4 de março. A estatística oficial da delegacia da área, o 36º DP, onde o crime segue sem solução, aponta só um latrocínio no 1º trimestre deste ano, o de um homem atacado ao sair de um banco.

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Chuvas deixam moradores ilhados em São Sebastião

Temporal alagou ruas da praia de Cambury.
Corpo de Bombeiros diz que ainda não há informações sobre desabrigados.

Do G1 SP
Moradores do bairro de Camburi, em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, ficaram ilhados neste domingo (24). Fortes chuvas atingiram região durante todo o dia. Segundo o Corpo de Bombeiros, ainda não há informações sobre desabrigados. (Foto: Marcio Fernandes/AE)

Moradores da praia de Cambury, em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, ficaram ilhados neste domingo (24). Fortes chuvas atingiram a região durante todo o dia. Segundo o Corpo de Bombeiros, ainda não há informações sobre desabrigados. (Foto: Marcio Fernandes/Agência Estado/AE)