sábado, 28 de janeiro de 2012

Arena Corinthians ganha benefício tributário, estimado em cerca de R$ 90 milhões

Mineirão, Maracanã e Arena das Dunas, de Natal (RN), já haviam sido contempladas pelo Governo Federal. Incentivo público pode chegar a R$ 580 milhões no estádio corintiano

Galeria - Fielzão (Foto: Divulgação) Obras no estádio do Corinthians segue a todo vapor. Clube e construtura anunciaram 25% da construída pronta (Foto: Divulgação)
LANCEPRESS!
Publicada em 28/01/2012 às 08:46
São Paulo (SP)
De acordo com portaria publicada no Diário Oficial, o estádio do Corinthians será mais um a ser contemplado pelo Governo Federal com benefícios tributários no âmbito do chamado Recopa (Regime Especial de Tributação para Construção, Ampliação, Reforma ou Modernização de Estádios de Futebol). Antes dele, Mineirão, Maracanã e Arena das Dunas, de Natal (RN), já haviam recebido tal ajuda com vistas à Copa do Mundo de 2014.
O regime de benefícios tributários, que prevê a suspensão da cobrança de Cofins, PIS/Pasep, Imposto de Importação e Imposto sobre produtos industrializados (IPI) sobre máquinas e equipamentos importados, foi instituído em dezembro de 2010, para ser utilizado na construção de estádios para a Copa das Confederações de 2013 e o Mundial no país. Em julho do ano passado, a Receita Federal regulamentou o programa, dando aval aos interessados. Estima-se que, no caso da Arena Corinthians, o valor do benefício tributário chegaria a cerca de R$ 90 milhões, algo próximo de 10% do valor total da obra.

De acordo com o Ministério do Esporte, outros quatro estádios estão sendo analisados pelo programa e deverão receber a mesma ajuda do Governo Federal. São eles: Estádio Nacional, de Brasília (DF), Castelão, de Fortaleza (CE), Arena da Baixada, de Curitiba (PR), e Arena Pernambuco, do Recife (PE).

Com o incentivo fiscal da Prefeitura de São Paulo, de R$ 420 milhões, e a construção das 20 mil arquibancadas móveis que deverão ser bancadas pelo Estado de São Paulo, a um custo estimado de R$ 70 milhões, o incentivo público no futuro estádio do Corinthians pode chegar a R$ 580 milhões. O empréstimo no BNDES, de R$ 400 milhões, será, quitado pelo clube em 12 anos. A ideia da diretoria é conseguir boa parte desse montante com a venda do nome do estádio, o já popular naming rights.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Coragem, Reinaldo Azevedo! A Veja já publicou a corrupção do Serra há 9 anos atrás!

Edição 1750 de 09/05/2002 - No racha demo-tucano de 2002, a revista ficou do lado do PFL por um momento, e publicou 10 páginas de fogo "amigo" denunciando propina na Privatização. Estão lá os mesmos nomes do livro de Amaury: Ricardo Sérgio e José Serra.




Nove anos depois, o livro de Amaury Ribeiro Jr. traz respostas para a pergunta que a revista Veja fez na edição 1751 de 15/05/2002. Gregorio Preciado também foi alvo da reportagem.
A revista Veja está numa sinuca de bico com o livro de Amaury Ribeiro Jr. sobre a maior ladroagem da história do Brasil: a privataria tucana comandada por José Serra no governo FHC.

A revista não tem como contestar o conteúdo do livro, pois além das provas documentais, o livro aprofunda reportagens da própria revista Veja, de maio de 2002, sobre propinas na Privatização da Vale e das teles, denunciadas pelo fogo amigo demo-tucano na época: o próprio comprador da Vale, Benjamin Steinbruch, os tucanos Paulo Renato de Souza e Mendonça de Barros (foram as fontes da reportagem, sem "off").

É preciso entender o contexto da época, que levou os Civita a publicar o fogo amigo contra Serra. Eles desenganavam as chances de Serra vencer a eleição de 2002, e em conluio com o PFL de ACM e Bornhausen, procuravam eleger outro candidato que consideravam com mais chances de vencer Lula.

A aliança PSDB-PFL havia rachado. Serra trocara o PFL pelo PMDB como principal parceiro. ACM já atirava contra Serra, e era uma fonte constante de denúncias sobre Ricardo Sérgio. Em maio de 2002, Serra patinava nas pesquisas, havia abatido Roseana Sarney, a então candidata do PFL, e não conseguia herdar nem as intenções de votos que Roseana perdera. Os caciques ACM e Jorge Bornhausen desembarcaram na candidatura de Ciro Gomes, que crescia nas pesquisas, tinha um discurso de oposição, mas não sofria o preconceito e medo da elite, como Lula.

Foi nesse contexto que a revista Veja publicou denúncias envolvendo Ricardo Sérgio e Gregório Preciado, os mesmos protagonistas do livro de Amaury Ribeiro, e com as mesmas denúncias, só que desta vez com provas documentais, e acrescida a participação da filha e genro de José Serra.

A Veja não tem como apagar essas reportagens. Não pode fazer como FHC e dizer "esqueçam o que escrevi", justamente quando as suspeitas de então aparecem agora acompanhadas de provas no livro de Amaury.

A única coisa que a Veja pode fazer para proteger a corrupção tucana é o que está fazendo: silêncio sobre o assunto e cortina de fumaça com outras "denúncias" para preencher a pauta. Mas é preciso lembrar que essa conivência, mesmo que na forma de silêncio, hoje revela cumplicidade na corrupção.

O fim de José Serra e do PSDB

Não vai dar para fazer silêncio para sempre, até porque o livro é só a ponta do iceberg. Imaginamos o quanto é doloroso para alguém com Reinaldo Azevedo ter que escrever o obituário político de José Serra, (cujo futuro é o mesmo de Maluf), e o fim do PSDB como alternativa de poder, justamente no momento em que o marqueteiro Antonio Lavareda tentava resgatar o que o tucanos acham que seja o legado de FHC. Com o livro de Amaury, o único legado de FHC que sobra é a maior roubalheira que uma grande nação já sofreu em seu patrimônio, pela rapinagem de politiqueiros embusteiros e traidores da pátria que venderam as riquezas da nação a preço de banana em troca de propinas. Pobre Aécio Neves (outro vendilhão). Sua estratégia de defender FHC e a privataria acabou de falir e precisa voltar para a prancheta dos marqueteiros para recauchutagem geral.

Há 9 anos, o mesmo trololó

Em 2010, toda vez que José Serra era perguntado sobre algum dos vários escândalos de corrupção que ele esteve envolvido, ele desdenhava chamando de tititi e trololó. Em 2002 ele fez a mesma coisa:

O que a Veja dizia em 2002

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