domingo, 26 de junho de 2011

Então, o filho não é de FHC?

Segundo conta a revista Veja, adorada pelos politicos de oposição, exame de DNA revela que filho que FHC reconheceu não era dele

Dois exames de DNA, o último deles feito no início do ano, deram um desfecho surpreendente a uma história envolta em muita discrição há duas décadas: Tomás, de 19 anos, o rapaz que FHC reconheceu oficialmente como filho em 2009 em um cartório espanhol, não é filho do ex-presidente.

Embora só tenha perfilhado Tomás há dois anos, FHC sempre ajudou a jornalista Miriam Dutra, sua mãe, a sustentá-lo. Como morava entre Portugal e Espanha, para onde Miriam foi enviada pela Globo pouco antes do seu nascimento, Tomás tinha contato com FHC quando o ex-presidente viajava para a Europa.

A situação, porém, sempre foi envolta em total reserva, quebrada somente com a publicação pela jornalista Mônica Bergamo de uma reportagem sobre o reconhecimento de Tomás na Folha de S. Paulo, em 2009.Da coluna do Lauro Jardim

Juiz que cancelou união gay é pastor da Assembleia de Deus

"Deus me incomodou, como que me impingiu a decidir", disse o juiz Jeronymo Villas Boas, que cancelou um registro de união estável de um casal de homens na semana passada, em Goiânia.A declaração do magistrado foi dada na manhã desta quarta-feira, na Câmara dos Deputados, em um ato das frentes parlamentares Evangélica e da Família e de lideranças evangélicas em defesa do juiz.

Apesar de afirmar que sua decisão não é discriminatória e "se resume ao controle de legalidade do ato" específico do casal de Goiânia, que não teria preenchido todos os requisitos necessários para o registro da união, Villas Boas deixou claro seu descontentamento com a decisão do STF que reconheceu a união estável para casais gays. "Eu respeito a Constituição como ela foi escrita."

Em vários momentos de sua fala, o juiz fez referências a Deus e à fé dos presentes. Ao argumentar que um juiz não pode ter medo ao proferir suas decisões, disse temer "a Deus, não aos homens".

Após o ato, questionado sobre a eventual influência da religião na sua decisão, Villas Boas se irritou e ensaiou deixar o local. "Eu, como você, tenho direito a expressar a minha fé e sou livre para exercer o meu ministério. Isso não interfere nos meus julgamentos. Mas sou pastor da Assembleia de Deus Madureira. E não nego a minha fé."

O juiz disse ainda que está tranquilo e seguro da decisão que tomou e que, se não for "impedido por decisão superior", vai fazer o mesmo controle com outros registros de uniões homoafetivas.

Deputados da bancada evangélica presentes declararam apoio irrestrito ao magistrado. "Essa desobediência santa nos inspira", afirmou o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) Na Folha

Fora da oposição, Colombo pede verbas a Dilma


O ex-Presidente Lula recebeu ontem o Prêmio Food World 2011, em Washington. Lula quer usar a premiação para cacifar a candidatura de seu ex-ministro José Graziano da Silva para a direção geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

O ex-presidente de Gana John Agyekum Kufuor também foi premiado ontem. Segundo os organizadores do evento, os dois ex-presidentes foram escolhidos pelo esforço feito durante seu governo para executar políticas públicas de combate à fome e à pobreza.

Brasil e Gana devem cumprir metas do Milênio da ONU, de reduzir a pobreza pela metade até 2015. O World Food Prize foi criado em 1986 por Norman E. Borlaug, vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 1970, para premiar pessoas que contribuem para o fim da fome no mundo.

Lula, de acordo com as informações do prêmio, determinou que mais de dez ministérios se concentrassem nos programas de transferência de renda, permitindo que mais pessoas tivessem acesso à alimentação. O ex-presidente foi elogiado pelo estímulo à agricultura familiar e aos projetos de educação. Segundo dados oficiais, o Brasil reduziu de 12% a faixa de pessoas vivendo em condições de extrema pobreza, em 2003, para 4,8%, em 2009.

Com a premiação, o ex-presidente pretende reforçar a candidatura de Graziano para a direção-geral da FAO, feita por Lula em 2010. A eleição acontecerá durante o congresso da entidade, que começa no sábado, dia 25, em Roma.

O ex-ministro Graziano é agrônomo, economista e coordenou a elaboração do programa Fome Zero, que foi desarticulado no começo do governo Lula. Desde 2006, Graziano é o representante regional da FAO para a América Latina e o Caribe. A função da direção geral do órgão é, sobretudo, diplomática. O objetivo central do órgão da ONU é promover a segurança alimentar no mundo.

Lula intensificou a pressão internacional pela eleição de Graziano. No domingo, o ex-presidente publicou no jornal inglês The Guardian um artigo apoiando-o. Segundo o ex-presidente, a candidatura reafirma o "compromisso do Brasil para com a agenda universal de combate à pobreza e à fome". Lula afirmou que o Brasil, em seu governo, se comprometeu a colocar o problema da fome como uma das prioridades da comunidade internacional.

"De modo consistente com isso, o Brasil tem trabalhado internacionalmente por uma ordem global mais igualitária e equilibrada. Nossa perspectiva está baseada na construção de parcerias igualitárias com países em desenvolvimento em todo o mundo", escreveu Lula. "As credenciais do Brasil no combate à fome e à pobreza estão bem estabelecidas", afirmou. Segundo Lula, o Fome Zero, coordenado por Graziano, " foi o ponto de partida para todas as outras políticas implementadas nos anos seguintes", escreveu o ex-presidente, referindo-se a programas de transferência de renda como o Bolsa Família.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Fora da oposição, Colombo pede verbas a Dilma


O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, obteve da presidente Dilma Rousseff, em reunião ontem, em Brasília, a promessa de auxílio do governo federal em demandas de infraestrutura para seu Estado. As principais obras serão a construção e a conservação de rodovias, a reforma do aeroporto de Florianópolis e a construção de um novo presídio.

A discussão sobre a divisão dos royalties do petróleo também foi tema da reunião. "É um absurdo que somente alguns Estados recebam dinheiro. A riqueza deve ser repartida com todo o Brasil. Vamos mobilizar, na medida do possível, nossos parlamentares para votarem de acordo com os interesses estaduais", disse Colombo.

Segundo Colombo, a duplicação da BR 470, utilizada no escoamento da produção para os portos do Estado é fundamental. "A obra é importantíssima para levar a produção aos portos e vai custar mais de R$ 1 bilhão", explicou. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) fará um empréstimo de US$ 250 milhões para recuperação de estradas estaduais e o BNDES vai entrar com mais R$ 40 milhões para uma série de obras em infraestrutura em Joinville. Colombo disse que a duplicação da BR 470 terá o edital lançado já no próximo mês. O aeroporto de Florianópolis tem a licitação prevista para daqui a 60 dias e a construção de uma nova penitenciária aguarda a liberação dos recursos federais.

Eleito pelo DEM, partido de oposição ao governo federal, Colombo anunciou que vai se transferiu para o PSD, partido que está sendo criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Segundo entrevistas dadas por seus fundadores, a legenda não fará oposição sistemática ao governo federal, com quem pretende estar mais alinhado do que contra.

Tucano Fruet a um passo de "virar a casaca"

Um dos últimos deputados oposicionistas que ganharam holofotes durante a CPI dos Correios, em 2005, está com os dois pés na base governista. Responsável por boa parte dos ataques na maior crise do então governo Lula, Gustavo Fruet deve anunciar a saída do PSDB para o PDT nas próximas semanas. Com a bênção do PT, seria o candidato governista à prefeitura de Curitiba no ano que vem. Em rota de colisão com o governador paranaense, Beto Richa (PSDB), o ex-deputado federal teria um petista como candidato a vice na chapa.

À época da CPI dos Correios, Fruet era o representante dos tucanos da Câmara dos Deputados no colegiado, ao lado de Eduardo Paes. Os dois foram responsáveis na Casa por boa parte das duras críticas dos tucanos ao suposto esquema de superfaturamento de contratos da estatal e caixa dois de campanha. O primeiro a pular o muro rumo à base governista foi Paes, que se filiou ao PMDB e esqueceu as críticas do passado para eleger-se prefeito do Rio de Janeiro em 2008, com uma ajuda providencial de Lula. Por causa de um racha interno no PSDB paranaense, Fruet deve seguir rastro semelhante até meados de julho.

A sinuca do ex-deputado federal ficou configurada depois que ele perdeu a disputa pelo Senado para Roberto Requião (PMDB-PR). Sem mandato, ele almeja desde então concorrer à prefeitura. Mas o atual prefeito, Luciano Ducci (PSB), é homem de confiança de Richa e tentará a reeleição. Isolado no partido, Fruet busca opções de legenda dentro da base governista. Além do PDT, correm por fora o PV e o PMDB. "É uma situação difícil de ser revertida. Cumpri meu papel de oposição, mas não tenho mais segurança política por conta da movimentação do meu partido. Uma legenda não pode ser a soma de projetos individuais", critica Fruet.

Acordo

Pela estratégia elaborada com o PT, o ex-deputado seria o candidato governista à prefeitura de Curitiba, com um nome petista de vice. O mais forte é o deputado federal Angelo Vanhoni (PT-PR). Pelo acordo, Fruet apoiaria o PT dois anos depois, na eleição para o governo do Paraná - a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, é o principal nome do partido para 2014. "As conversas com Fruet estão avançadas e esperamos a decisão dele para julho. Assim, teremos tempo suficiente de montar uma estrutura forte de campanha. Mas isso não significa que iremos pressionar por uma decisão antecipada", explica o deputado federal André Vargas (PT-PR).

Sobre a mesa de Fruet, pesa em favor do PDT o fato de o partido ser o único em que ele não encontraria desafetos imediatos. No PMDB, legenda à qual o ex-deputado foi filiado, haveria necessidade de composição com Requião. Nas últimas semanas, o ex-governador teria dado até aval para um armistício - e o embarque de Fruet no partido. Mesmo assim, as conversas ainda não evoluíram.

No PSC, o ex-deputado federal teria como entrave o deputado federal Ratinho Júnior (PSC-PR). Já o PV vive fase de intensa turbulência interna e deve perder seu principal quadro, Marina Silva, na semana que vem. "O PSDB tem pouquíssimos candidatos competitivos nas capitais brasileiras e até agora não tem projeto unificado. Há três meses, pedi uma resposta. Nada me foi dito até agora, mas chegará a hora em que o silêncio será uma resposta", antecipa Fruet.Correio

Bêbado, ex-vice de José Serra perde carteira em blitz da Lei Seca

Presidente regional do PSD, Antonio Pedro Índio da Costa teve a carteira de motorista apreendida nesta madrugada pela operação Lei Seca, no Rio.Ex-DEM, ele foi candidato a vice-presidente de José Serra (PSDB) na última eleição.

A apreensão da carteira foi decidida após Índio da Costa se recusar a fazer o teste de alcoolemia com o bafômetro.Em sua página do Twitter, Índio da Costa afirma que não fez o teste porque havia bebido vinho.Índio terá de pagar multa de R$ 957,70 e responderá a processo administrativo no Detran-RJ. A CNH ficará retida por cinco dias.

A Hilux, que ele dirigia, foi parada pelos fiscais na Avenida General San Martin, esquina com Bartolomeu Mitre, no Leblon, zona sul do Rio( o mesmo lugar onde o senador tucano Aécio Neves foi flagrado dirigindo bêbado e tambem se recusou fazer o teste bafômetro..Índio da Costa só foi liberado após a apresentação de um motorista habilitado

Índio Bêbado acusava Lula de beber

Durante a eleição presidêncial,Indio acusou Lula de estar bêbado quando disse que DEM deveria ser 'extirpado'

O então candidato a vice-presidente na chapa do tucano José Serra, Indio da Costa (DEM), disse durante um debate realizado pela Record News que o Presidente Lula estava bêbado quando, em evento disse que era preciso "extirpar o DEM" da política brasileira.

"Lula depois de almoço, não sei se tinha ingerido bebida alcoólica, parece que sim, falou aquilo sobre o DEM, disse ele"

MPF denuncia Efraim Morais e Agaciel Maia por contratos sem licitação no Senado

O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) entrou com uma ação de improbidade contra o ex-senador Efraim Morais (DEM), o atual deputado distrital Agaciel Maia (PTC) e o advogado legislativo do Senado Federal José Gazineo por terem autorizado, entre 2005 e 2008, a realização de dez contratos para a prestação de serviços de publicidade sem licitação. Os contratos tinham como objetivo a divulgação institucional do Senado na internet e teriam causado um prejuízo de mais R$ 400 mil aos cofres públicos.

De acordo com a investigação, Efraim Morais, que na época era primeiro-secretário do Senado, Agaciel da Silva Maia, que é ex-diretor-geral do Senado, e José Alexandre Lima Gazineo, ex-diretor-geral adjunto da Casa, foram os responsáveis pela autorização dos contratos sem licitação prévia. O que, de acordo com o MPF-DF, é ilegal, pois a legislação exige a realização de licitação nos casos de contratação de serviços de publicidade e divulgação.

O MPF-DF diz que os argumentos apresentados pelo Senado não justificam a falta de licitação, uma vez que havia inúmeras empresas no mercado aptas a prestarem os serviços requeridos. Além disso, não teria havido parâmetros consistentes para a fixação dos valores pagos nos contratos e para a escolha das empresas, que, segundo o MPF-DF, teriam todas com sede na Paraíba, Estado de origem do ex-senador Efraim Moraes. O que, para os promotores, configura "fortes evidências" de favorecimento e de superfaturamento das contratações.

De acordo com os contratos, as empresas disponibilizariam banners virtuais em suas páginas, com link para o site do Senado, além de reproduções de matérias jornalísticas elaboradas pela Agência Senado e pelo Jornal do Senado.

No entanto, foi verificado que nos mesmos contratos foram estipulados valores divergentes quanto aos serviços a serem prestados, sem nenhum critério de padronização de preços, sem manifestação prévia da área jurídica nem pesquisa de mercado, tampouco a comprovação de que os sites seriam conhecidos e muito visitados.

A denúncia pede a condenação dos réus por improbidade administrativa e a devolução integral dos valores pagos nos contratos. Se forem condenados, os envolvidos poderão ter os direitos políticos suspensos por até oito anos; pagar multa de até cem vezes o valor do prejuízo; ficar proibidos de contratar ou receber benefícios do Poder Público pelo prazo de até cinco anos; e perder a função pública ou aposentadoria, quando for o caso.

Lula recebe prêmio nos EUA por combater fome e pobreza

O ex-Presidente Lula recebeu nesta segunda-feira o prêmio Food World 2011, em uma cerimônia no Departamento de Estado norte-americano, em Washington. Além dele, o ex-mandatário de Gana John Agyekum Kufuor também foi escolhido pelo esforço feito enquanto esteve à frente da nação para executar políticas públicas de combate à fome e à pobreza.

O prêmio foi criado em 1986 pelo vencedor do Nobel da Paz de 1970, Norman Borlaug. Desde então, premia pessoas que buscam melhorar a qualidade de vida no mundo a partir da distribuição de alimentos. Já o receberam cidadãos de Bangladesh, Brasil, China, Cuba, Dinamarca, Etiópia, Índia, México, Serra Leoa, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos.

Segundo o prêmio, Lula determinou que mais de 10 ministérios se concentrassem nos programas de transferência de renda capitaneados pelo programa Fome Zero, o que permitiu que mais pessoas tivessem acesso à alimentação. O ex-presidente foi elogiado também pelo estímulo à agricultura familiar e aos projetos de educação para crianças. Pelos dados oficiais, o Brasil reduziu de 12% a faixa de pessoas vivendo em condições de extrema pobreza, em 2003, para 4,8%, em 2009.

À TV Azteca, Lula afirmou que a fome é o mal maior que tem que ser combatido, pois não há sentido que crianças continuem ser poder comer. Ele disse que passou fome quando criança e viu sua mãe diversas vezes na frente do fogão sem ter o que colocar na panela. "Criamos o Fome Zero e o Bolsa Família para acabar com este flagelo no Brasil, mas ainda temos que avançar muito para cumprir as metas do Milênio e, especialmente, para acabar com a insegurança alimentar", disse ele. "Essa tem que ser uma prioridade dos governantes de todos os países onde a fome ainda afeta milhões de pessoas, pois temos ainda um bilhão de pessoas que sofrem com a fome", afirmou, ainda.

Gana
O governo de Gana foi o primeiro da região subsaariana a reduzir pela metade a proporção de pessoas que passava fome no país. Segundo dados oficiais, a taxa de pobreza foi reduzida de 51,7%, em 1991, para 26,5%, em 2008. A porcentagem de pessoas que passava fome caiu de 34%, em 1990, para menos de 9%, em 2004.

"O ex-presidente Kufuor e o ex-presidente Lula da Silva definiram um poderoso exemplo para outros líderes políticos do mundo", disse o presidente do prêmio, embaixador Kenneth M. Quinn. "Graças ao seu empenho pessoal e à liderança visionária, Gana e o Brasil estão a caminho de ultrapassar o Objetivo do Milênio 1, que é reduzir à metade a fome extrema antes de 2015."

Lula divide prêmio com ex-presidente de Gana

O ex-Presidente Lula recebeu ontem o Prêmio Food World 2011, em Washington. Lula quer usar a premiação para cacifar a candidatura de seu ex-ministro José Graziano da Silva para a direção geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

O ex-presidente de Gana John Agyekum Kufuor também foi premiado ontem. Segundo os organizadores do evento, os dois ex-presidentes foram escolhidos pelo esforço feito durante seu governo para executar políticas públicas de combate à fome e à pobreza.

Brasil e Gana devem cumprir metas do Milênio da ONU, de reduzir a pobreza pela metade até 2015. O World Food Prize foi criado em 1986 por Norman E. Borlaug, vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 1970, para premiar pessoas que contribuem para o fim da fome no mundo.

Lula, de acordo com as informações do prêmio, determinou que mais de dez ministérios se concentrassem nos programas de transferência de renda, permitindo que mais pessoas tivessem acesso à alimentação. O ex-presidente foi elogiado pelo estímulo à agricultura familiar e aos projetos de educação. Segundo dados oficiais, o Brasil reduziu de 12% a faixa de pessoas vivendo em condições de extrema pobreza, em 2003, para 4,8%, em 2009.

Com a premiação, o ex-presidente pretende reforçar a candidatura de Graziano para a direção-geral da FAO, feita por Lula em 2010. A eleição acontecerá durante o congresso da entidade, que começa no sábado, dia 25, em Roma.

O ex-ministro Graziano é agrônomo, economista e coordenou a elaboração do programa Fome Zero, que foi desarticulado no começo do governo Lula. Desde 2006, Graziano é o representante regional da FAO para a América Latina e o Caribe. A função da direção geral do órgão é, sobretudo, diplomática. O objetivo central do órgão da ONU é promover a segurança alimentar no mundo.

Lula intensificou a pressão internacional pela eleição de Graziano. No domingo, o ex-presidente publicou no jornal inglês The Guardian um artigo apoiando-o. Segundo o ex-presidente, a candidatura reafirma o "compromisso do Brasil para com a agenda universal de combate à pobreza e à fome". Lula afirmou que o Brasil, em seu governo, se comprometeu a colocar o problema da fome como uma das prioridades da comunidade internacional.

"De modo consistente com isso, o Brasil tem trabalhado internacionalmente por uma ordem global mais igualitária e equilibrada. Nossa perspectiva está baseada na construção de parcerias igualitárias com países em desenvolvimento em todo o mundo", escreveu Lula. "As credenciais do Brasil no combate à fome e à pobreza estão bem estabelecidas", afirmou. Segundo Lula, o Fome Zero, coordenado por Graziano, " foi o ponto de partida para todas as outras políticas implementadas nos anos seguintes", escreveu o ex-presidente, referindo-se a programas de transferência de renda como o Bolsa Família.

Dilma desembarca em Caruaru para festa junina

A presidente Dilma Rousseff  desembarca hoje em Caruaru, chamada pelos pernambucanos de capital internacional do forró.  Dilma também  tem presença confirmada no jantar junino na casa do deputado Wolney Queiroz (PDT-PE), filho do prefeito de Caruaru, José Queiroz.

A previsão é a de que a presidente visite o Alto do Moura, onde estão artesãos e o museu de Mestre Vitalino, e, depois do jantar, compareça aos camarotes do governo do estado e da prefeitura no pátio do forró Luiz Gonzaga.

Ex-prefeito de Recife, o deputado João Paulo Lima (PT) já foi este mês a Caruaru, mas retornará para prestigiar a visita de Dilma:

- A cidade, no ano passado, foi às ruas para ver Dilma, num dos momentos mais emocionantes da campanha. Vamos ver se a Dilma dança um pouco.