sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Pena que Lula e Dilma não chegaram antes ao governo

No dia 17 de novembro de 2010, uma notícia que mais interessava à população de Nova Friburgo, não aparecia no PIG, apenas no Diário Oficial da União:

A cidade teve 5 projetos selecionados para o PAC2.

O maior deles (R$ 8,35 milhões e mais 20% de contrapartida do município) foi justamente de obras em encostas no distrito de Riograndina e nos bairros de Olaria e Lazareto.

Os outros 4 projetos selecionados para a cidade no PAC 2, para o primeiro ano do governo Dilma Rousseff (PT) foram:
- revisão de planos de risco de enchentes;
- elaboração de planos e estudos de contenção de encostas que, ao serem concluídos, poderão originar a liberação de novas verbas da União para o município;
- estudos para gestão integrada de resíduos sólidos;
- coleta seletiva de lixo;

Ou seja, boa parte das obras necessárias para evitar as tragédias ocorridas na cidade, estão no PAC 2, porque a prefeitura pleiteou, apresentou projeto viável, e eram prioritários.

A cidade também já recebeu obras do PAC 1.

Infelizmente Lula e Dilma não chegaram antes ao governo, e os governos passados não fizeram PAC's, para que uma cidade como Nova Friburgo fossem atendida antes da tragédia. Pelo menos nos próximos anos, a população terá um futuro melhor e mais seguro.

Dinheiro da Aeciolândia está fazendo falta para obras contra enchentes

Fortuna gasta em Palácio faraônico para o governador, fez e está fazendo falta para obras contra enchentes

O governador de Minas Gerais, Anastasia (PSDB) esteve em Brasília reunido com a presidenta Dilma Rousseff para pedir R$ 250 milhões do governo federal para obras em cidades e estradas estaduais, que sofreram danos com as chuvas.

Anastasia faz um governo de continuidade a Aécio Neves (PSDB/MG), do qual foi um dos principais homens-fortes e mentores. Torrou mais de R$ 1,5 bilhão em um suntuoso Palácio para o governador e suas secretarias, chamada de Cidade Administrativa (ou "Aeciolândia" pela população).

Obra faraônica, considerada desnecessária, está muito longe das prioridades da população do estado que ainda moram mal, sofreram e ainda sofrem com inundações, com a falta de investimentos em drenagem, saneamento básico e moradia segura, além das necessidades permanentes na saúde e educação.

Seu adversário político Hélio Costa (PMDB), batido nas ultimas eleições para governador, publicou no Twitter o que considera comodismo do governador tucano: "Aumento da arrecadação em MG foi de 18%, em 2010. O Estado tem dinheiro para atender às vítimas das chuvas. Não tem de esperar por Brasília", escreveu.

A presidenta certamente sempre atenderá as necessidades da população, mas seria interessante cobrar mais responsabilidade de governadores que fazem extravagâncias como Palácios faraônicos, enquanto boa parte da população de seus estados ainda lutam para ter o básico.

Após falência nas eleições de 2010, o PPS quer virar a casaca e abandonar a oposição

O combalido PPS virou partido nanico nas últimas eleições, elegendo apenas 12 deputados (tinha 22 no fim de 2006). Ficou atrás de legendas como o PV e PCdoB (15 eleitos) e PSC (17).

Aliás, nas últimas eleições, o PPS já se comportou como legenda de aluguel para José Serra, quando cedeu o horário semestral do partido na TV para o demo-tucano fazer campanha, coisa proibida pela lei.

Agora quer parar de chamar o bolsa-família de "esmola" (como tanto fez o ex-comunista-arrependido convertido à direita Roberto Freire) e formar um bloco "independente", não oposicionista, com o PV (cuja tendência é compor a base governista no governo Dilma, mesmo preservando o projeto de candidatura própria em 2014).

Na prática, como tantos outros partidos nanicos, o PPS confirma a adesão ao fisiologismo político, rasgando o discurso feito no período eleitoral. O presidente do partido, Roberto Freire, nos últimos anos já havia ganho cargos em SP para apoiar as candidaturas neoliberais de José Serra e Kassab.

Elite Branca tenta barrar construção de moradias populares e obra em favela

Insatisfeitos com as obras de urbanização da favela do Real Parque (zona oeste de São Paulo), moradores da elite paulistana de nove condomínios de alto padrão da região acionaram o Ministério Público para que a construção de moradias populares executada pela prefeitura seja paralisada.

Em documento entregue ao Ministério Público no início deste mês, os moradores de condomínios de luxo alegaram que as obras da prefeitura começaram sem a conclusão de estudos de impacto ambiental e de trânsito na região por causa do núcleo habitacional.

Além disso, eles reclamam que a Secretaria Municipal de Habitação alterou o projeto inicial e ampliou a área ocupada hoje pela favela em 40% -ficou 14.524 m2 maior, dizem.

Atualmente, a favela do Real Parque tem cerca de 6.000 moradores. O objetivo da prefeitura é que todos eles passem a ocupar os 1.135 imóveis que estão sendo construídos no bairro.

A obra, que começou em outubro do ano passado, está orçada R$ 140,8 milhões. A previsão é que seja concluída em abril de 2013, segundo a prefeitura.

O secretário de Habitação, Ricardo Pereira Leite, disse à coluna Mônica Bergamo que a política de habitação "não é de higienização, aquela de levar os moradores das favelas para a periferia".

Diante das reclamações, moradores da favela dizem que estão sendo discriminados e que já chegaram a ouvir pedidos de que as lavanderias dos apartamentos não fiquem de frente para os vizinhos de luxo.

"Eles acham que somos menos do que eles, por isso não nos querem como vizinhos", afirmou a dona de casa Josefa Alves, 38, que há 20 anos vive na região.

"Convivo com eles há 15 anos. O problema é como a prefeitura tem conduzido a discussão" , disse o administrador Luiz Neto, morador de um dos prédios de luxo.

"O projeto não está bom nem para nós nem para eles", acrescentou Neto, que disse ter sido avisado das mudanças no projeto original por umafuncionária de sua casa que mora na favela.O Ministério Público informou que ainda está analisando a documentação apresentada pelos condomínios.Informações da Folha

Governador do demo criou lei em causa própria

Quando ainda era deputado estadual, Humberto Bosaipo (DEM) foi o autor da emenda que mais tarde garantiria sua aposentadoria especial como ex-governador de Mato Grosso.

Até 2000, só governadores e vices podiam pedir o subsídio vitalício. A emenda de Bosaipo substituiu a menção aos vices por uma definição ampla: "Aqueles que os tenham substituído e que tenham assinado ato governamental".

Dois anos depois, Bosaipo, como presidente da Assembleia Legislativa, governou por dez dias.A Procuradoria-Geral do Estado confirma que ele continuava recebendo.

Nem marqueteiro quer o PSDB

Os dirigentes tucanos estão definindo o tom e o conteúdo dos dez minutos da propaganda do PSDB que será veiculada em rádio e TV no próximo mês. Sérgio Guerra, presidente do partido, diz que, sem marqueteiro oficial, tem pedido ajuda a gente ligada ao tucanato. Um dos conselheiros é o publicitário Marcello Serpa, sócio e diretor-geral de criação da AlmapBBDO, que nunca fez marketing político. "Dei pitacos informais como eleitor do PSDB e fã assumido do FHC", explica Serpa. E completa: nem ele nem a agência trabalham com política. Nem pretendem trabalhar no futuro.

Eduardo Jorge, vice-presidente do PSDB, diz que só no início da próxima semana terá a definição da agência que assumirá a conta do partido.

Enquanto isso...Alckmin pede conselhos a Duda

De olho na imagem, o governador tucano Geraldo Alckmin recebeu anteontem, em seu gabinete no Palácio dos Bandeirantes, o publicitário Duda Mendonça, responsável pela campanha vitoriosa do Presidente Lula em 2002

Duda sugeriiu aos tucanos slogans que aproximem mais o governo do povo. Ele lembrou do mote do governo Lula, "um governo para todos".

Anatel concede autorização para Telebrás operar banda larga

Foi derrubado mais um obstáculo para que a Telebrás possa entrar no segmento de banda larga. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou hoje o pedido da estatal para a obtenção de licença do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), necessário para operar banda larga. "Foi aprovado sem restrição", afirmou a conselheira Emília Ribeiro, relatora da matéria.

Questionada se a licença dá à Telebrás poderes para a estatal levar o acesso à banda larga até a residência dos consumidores, a chamada "última milha", Emília explicou que "é uma licença como a de qualquer outro prestador de internet" e que caberá à estatal a decisão de levar o serviço até o usuário final ou não.Agência Estado