sábado, 26 de fevereiro de 2011

PRIVATIZAÇÃO TUCANA

Bandeirantes é a rodovia com maior aumento de mortes

Número de acidentes fatais subiu 47,5% em 2010 - de 40 para 59; concessionária culpa atropelamentos e maior uso por motociclistas

26 de fevereiro de 2011 | 0h 00
Renato Machado - O Estado de S.Paulo
A Rodovia dos Bandeirantes foi eleita no ano passado a melhor do País pela 5ª vez consecutiva. Mas as boas condições não foram suficientes para reduzir a quantidade de mortes em atropelamentos e acidentes com carros, caminhões e motos. A estrada foi a que apresentou maior aumento de mortos em 2010 entre as estaduais paulistas - 47,5%. E passou a ocupar a 7.ª posição no ranking das dez com mais acidentes fatais - número subiu de 40 para 59.
A concessionária Autoban - que administra o Sistema Anhanguera-Bandeirantes - aponta como motivos centrais o aumento de atropelamentos e, principalmente, de acidentes com motos.
"Aumentou bastante o número de motos na estrada, principalmente as de baixas cilindradas. Aí temos um problema: elas não desenvolvem bom ritmo, mas trafegam em uma rodovia cujo limite de velocidade (120 km/h) é maior, justamente pelas excelentes condições", diz o gestor de atendimento, Odair Tafarelo.  
Veja também:
link 1 em cada 5 mortos em estradas é atropelado
As mortes em acidentes com motos passaram de 6 para 16 (aumento de 166%). Mesmo não passando "dentro" das cidades - que contam com acessos específicos -, a Bandeirantes teve alta de 20% nos atropelamentos.
A Autoban afirma que o horário mais perigoso é entre 18 e 19 horas - quando os motoristas voltam para suas cidades. Os principais motivos são o cansaço e o "lusco-fusco" do fim do dia, que atrapalham motoristas.
Mas os registros de mortes surpreendem até motoristas. "Não podia imaginar, porque a estrada é segura. Não lembro de ter visto acidentes", diz o empresário Giuliano Dantas, de Jundiaí.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

NÃO QUEREM INVESTIGAR

Vai começar a ‘corrida’ das CPIs

Ainda faltam 22 dias para o início da nova legislatura na Assembleia Legislativa, em 15 de março, mas governo e oposição já se articulam para ver quem sai na frente na corrida pela apresentação de CPIs. Enquanto PT, PSOL e o PDT oposicionista tentarão garantir apuração de temas polêmicos no começo da fila, como a licitação da Linha 5 do Metrô e contratos de Organizações Sociais (OSs), governistas mirarão assuntos “amenos”, como a CPI da TV a Cabo.

A corrida por CPIs tem explicação simples. Como começará nova legislatura, todos os pedidos do mandato atual são arquivados e os próximos parlamentares têm de apresentar novos requerimentos. Pelo regimento interno da Casa, devem funcionar cinco CPIs simultâneas, instaladas na ordem cronológica em que foram protocoladas.

Mas, para protocolar uma CPI, o parlamentar precisa colher 32 assinaturas – um terço dos 94 deputados. É esse o desafio da oposição, que conta para a próxima legislatura com apenas 28 nomes – 24 do PT, 2 do PC do B, 1 do PSOL e 1 do PDT. Mesmo com o improvável apoio dos três deputados de PRB e PR, que integraram a coligação do candidato derrotado ao governo Aloizio Mercadante (PT), ainda faltaria uma assinatura.

“Há o que investigar e não é pouco. Só o Rodoanel (trecho sul) e o Paulo Preto (Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa), a licitação (da Linha 5-Lilás) do Metrô, o monotrilho (Expresso Tiradentes) e contratos de saúde com as OSs dão o que falar. Mas isso aqui (Assembleia) é o muro do silêncio. Não se investiga nada. E hoje não temos número nem para dar entrada com o mínimo de assinaturas”, disse Adriano Diogo (PT).

Segundo o PT, nesta legislatura, durante os governos José Serra/Alberto Goldman (PSDB), a base governista “barrou” 30 pedidos de CPI da oposição – 26 de petistas, 2 do PSOL e 2 do PDT. “Vamos tentar tirar proveito de situações. Quem sabe obter apoio do PMDB, preterido do governo, e até do PV, que anda insatisfeito”, disse outro petista. O PMDB tem quatro parlamentares; os verdes, nove.

Do lado governista, segundo aliados de Geraldo Alckmin (PSDB), José Bittencourt (PDT) já colhe assinaturas para a CPI da TV a Cabo, cujo objetivo seria apurar abusos de operadores de TV por assinatura contra consumidores. “Ainda não paramos para discutir isso. Não sei se deputados ou bancadas já estão colhendo assinaturas de CPIs”, declarou o líder do governo, Samuel Moreira (PSDB).

Neste mandato, a oposição conseguiu emplacar só uma investigação polêmica, sobre a máfia da CDHU, que foi controlada pelos governistas e encerrada sob protestos. As demais não deram dor de cabeça ao governo. Uma delas, sobre fraudes no licenciamento e recolhimento do IPVA, foi extinta após quatro meses sem atividades – e só uma reunião com quórum. A base aliada, por sua vez, instalou a CPI da Bancoop, que apurou denúncias contra a cooperativa habitacional ligada ao PT.

Mudança na regra

O funcionamento de cinco CPIs simultâneas na Assembleia será uma novidade para o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Isso porque na gestão anterior do tucano, entre 2001 e 2006, as comissões de inquérito não eram obrigatórias e a ampla base de apoio do governo na Casa barrava os pedidos feitos pela oposição.

Em julho de 2007, após mandado de segurança impetrado pela bancada do PT no Tribunal de Justiça, já no governo Serra, a presidência da Assembleia anunciou a regra atual, com cinco CPIs instaladas ao mesmo tempo, de acordo com a ordem cronológica do protocolo do pedido.JT

TODO MUNDO ODEIA O SERRA

José Serra, o eterno candidato


José Serra, candidato tucano derrotado duas vezes á presidência, ainda não desceu do palanque e está causando constrangimento a seus pares. Serra acusou a presidente Dilma Rousseff de marchar para "um estelionato eleitoral".

O senador Lindberg Farias (PT-RJ), reagiu a declaração do tucano em busca de holofote da mídia;

"Como falar em estelionato eleitoral menos de dois meses (depois) do início do governo Dilma? Quem entende bem de estelionato é o Serra, que assinou um documento em cartório prometendo cumprir seu segundo mandato de prefeito até o final".

Alguns políticos tucanos reprovaram reservadamente o tom de Serra

Nos bastidores, a postura assumida por Serra, de continuar no palanque de campanha eleitoral. tem incomodado não só uma parte dos tucanos, como também representantes do DEM. Há quem tenha percebido nas entrelinhas da entrevista do ex-governador muito mais que uma simples sinalização de que ele pretende se manter na vida pública. A impressão de alguns deles é que Serra não só trabalha para viabilizar uma nova candidatura à Presidência em 2014, como para impedir a possibilidade de o senador Aécio Neves (PSDB-MG) entrar na disputa.

Ouvi na semana passada de um deputado tucano que a ausência de Serra do cenário nacional ajuda a arejar o partido e diminui o clima de tensão e medo que prevaleceu nos últimos anos em razão de sua influência no comando do PSDB - confidenciou um líder da oposição, preferindo não ser identificado.

CARNE E UNHA

Aécio rende-se "aos encantos" anti-Dilma, de Serra

No salão de festas do pré-velório do jornal Folha de São Paulo, chamou atenção Aécio Neves (PSDB/MG) e José Serra (PSDB/SP) não desgrudarem um do outro.


No auditório sentaram-se lado a lado e andaram circulando um ao lado do outro pelos salões.


Parece que aquela "mordida" de Serra no pescoço de Aécio, anda surtindo efeito. Apesar de se bicarem no puleiro tucano pelo controle do partido, o mineiro rende-se "aos encantos" de José Serra, pelo menos para fazer oposição anti-Dilma.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

ADEUS IMPRENSA GOLPISTA

O que falar de Dilma?

Marcos Coimbra
Pelo que parece, a “grande imprensa” vai passar quatro anos a se remoer. Achava que a presidenta seria cópia piorada de Lula. Dá-se o caso que, neste início de governo, ela surpreendeu a mídia. Exatamente no que menos
se esperava: está fazendo, desde o primeiro momento, o governo dela

É engraçado ler nossa “grande imprensa” nos dias que passam. Seus colunistas e comentaristas vivem momentos difíceis, dos quais tentam escapar com saídas cômicas.
A raiz de seus problemas é que não sabem como lidar com Dilma Rousseff. Talvez achassem que seu governo seria óbvio. Que ela seria uma personagem que conseguiriam explicar com meia dúzia de ideias prontas.
Imaginavam, talvez, que o compromisso que ela assumiu com a continuidade do trabalho de Lula faria com que ficasse de mãos atadas. E, quando ela confirmou vários ministros e auxiliares do ex-presidente na sua equipe, devem ter tido certeza de que suas expectativas se confirmariam.
Achavam que Dilma seria uma cópia carbono de Lula. Piorada, naturalmente, pois sem sua facilidade de comunicação e carisma. Estava pronta a interpretação do novo governo: na melhor das hipóteses, uma repetição sem brilho das coisas que conhecíamos. Para quem, como nossos bravos homens e mulheres da “grande imprensa”, achou que o governo Lula havia sido uma tragédia, o de Dilma seria uma farsa. Como dizia o velho Karl Marx, quando a história se repete, é isso que acontece.
Dá-se o caso que, neste início de governo, Dilma os surpreendeu. Exatamente naquilo que menos esperavam: está fazendo, desde o primeiro momento, o governo dela.
Não há sinal mais evidente que a mudança que experimentou a parcela do ministério que manteve. Ficaram parecidos com os novos. São ministros dela e não ex-ministros de Lula.
Na verdade, esse é apenas um sintoma de que, em pouco mais de um mês, o governo Lula virou passado. Algo que era difícil antever aí está. Em grande parte, porque Dilma ocupou seu lugar, deixando claro que não é igual ao antecessor.
A “grande imprensa” brasileira estava preparada para essa hipótese, mesmo que a achasse improvável. Era o cenário da crise entre criador e criatura, tão frequente na política, que vem na hora em que o “poste” se rebela contra quem lhe deu vida. Não era pequena a torcida em favor desse desfecho: Dilma desentendendo-se com Lula, este aborrecido, ela enciumada, ele se sentindo traído, ela sozinha no Planalto.
Não é isso o que está ocorrendo. Lula não parece achar errado que Dilma tenha se sentado na cadeira que ele ocupou por oito anos e começado a governar desde o primeiro dia.
A frustração de perceber que quase nada do que imaginava está se verificando tem levado a “grande imprensa” a atitudes patéticas. Não há maior que a recusa em aceitar a decisão de Dilma de ser tratada como presidenta.
A insistência dos “grandes veículos” em só designá-la como presidente é pueril. Na língua portuguesa, as duas palavras existem, o que faz com que qualquer uma possa ser empregada. Se Dilma escolheu uma, que argumento justificaria negar-lhe o direito de usá-la?
É provável que os historiadores do futuro achem graça da implicância de nossos “grandes jornais”. Seu consolo acabou sendo pequeno: o que lhes resta é pirraçar, bater pé e chamá-la “presidente”.  Um dia, quem sabe, farão como os jornalões argentinos, que acabaram respeitando a mesma opção de Cristina Kirchner (os jornais chilenos, mais educados, nunca recusaram a prerrogativa a Michelle Bachelet).
Nesta semana, nossos vibrantes “grandes jornais” passaram a achar ruim que Dilma houvesse feito uma foto colorida para acrescentar à galeria dos presidentes da República. Queriam que fosse em branco e preto, talvez por picuinha. Sugeriram que ela quer “aparecer demais”.
E assim vamos. Pelo que parece, a “grande imprensa” vai passar quatro anos se remoendo.

Marcos Coimbra

Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi. Também é colunista do Correio Braziliense

ONDE ESTÃO NOSSOS DIREITOS DE IR E VIR

Demo Líder dos arrozeiros quer acabar com Ibama, Incra e MP

Depois de lutar durante anos contra a demarcação da reserva Raposa Serra do Sol, o líder arrozeiro e agora deputado federal Paulo César Quartiero (DEM-RR) em nada lembra, na Câmara, o estilo agressivo que marcou sua campanha contra indígenas e o governo federal. Quartiero agora circula sozinho pelos corredores e fica isolado no plenário, pelos cantos.

Mas continua ácido nas suas declarações. O deputado revela desejo de apresentar projetos de lei não para criar nada, mas para extinguir: o Ibama, o Incra, a Funai e também o Ministério Público. Todos seus algozes no passado recente.

Escolhido coordenador da área agrícola na bancada do DEM, Quartiero afirma que ainda não se acostumou com a relação entre os parlamentares.

O demo Quartiero, que se define como um nacionalista, queixa-se de que expressões como patriotismo, soberania e desenvolvimento nacional estão fora do glossário:

Na última quinta-feira, Quartiero fez seu primeiro discurso. De cinco minutos. Um pouco nervoso, o deputado tratou da crise que atinge o Executivo de Roraima, com a cassação do governador José de Anchieta Júnior (PSDB), que governa com uma liminar.

Quartiero tem uma referência no Congresso: o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que foi contra a demarcação em área contínua de Raposa, tal e qual o colega de Roraima, e é autor do relatório do Código Florestal, que agrada os ruralistas e arrepia os ambientalistas.Quartiero, que mantém na mesa em seu gabinete um exemplar, com dedicatória, do livreto de Aldo Rebelo sobre o Código Florestal.

Agora, Quartiero explora a rizicultura no Marajó (Pará). O Incra o acusa de utilizar terras públicas. Já colheu a 1ª safra e está levando para lá seu parque industrial. Sobre as declarações provocativas, não titubeia.Informações do Globo, jornal de oposição a Lula

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Isolados por pedágio estocam gás e comem pão velho

O governador Geraldo Alckmin continua sendo serviçal de um punhado de empresas privadas que monopolizam as principais rodovias do Estado de São Paulo.A multiplicação do número de praças de pedágios e o aumento abusivo nas tarifas individuais completam o assalto “legalizado” que finalmente o hoje,a Folha, o jornal do PSDB, enxergou e resolveu publicar uma matéria para seus assinantes. Leia a seguir a matéria na íntegra


Heraldo Ezier Bizi, 68, montou um estoque de seis botijões de gás dentro de casa -um para cada morador, já incluídos os dois netos.José Pedro Moreno Morcillo, 58, armazena comida.

Adenair Scardua, 65, comprou quatro galinhas para garantir os ovos do jantar.E há mais de um ano quase toda a vizinhança não come mais pão fresquinho, não recebe a visita da Guarda Municipal nem a pizza do delivery.Não se trata de prenúncio de guerra nem catástrofe.

É só a vida de moradores que ficaram isolados pela implantação de uma praça de pedágio na SP-332, em Paulínia (a 117 km da capital paulista), com tarifa de R$ 7,65.

A cobrança, a cargo da concessionária Rota das Bandeiras, começou há 14 meses -na segunda etapa de concessões do governo paulista.Ela é feita num acesso lateral da estrada. O alvo eram caminhões de uma refinaria da Petrobras. Mas os moradores das casas espalhadas nas proximidades da fazenda Cascata ficaram sem alternativa de acesso a lugares indispensáveis como padaria, farmácia e banco.

O estoque de mantimentos é uma estratégia para atenuar a passagem no pedágio.

"Imagina pagar R$ 7,65 de manhã para comprar três pãezinhos, que não custam nem R$ 1. Aqui não existe comércio", diz a servidora Rosineide de Oliveira Moreno, 51.O marido dela reclama que não consegue nem receber a visita regular dos netos, mesmo morando a dez minutos deles. "Nem usamos a rodovia. É só para atravessar um pontilhão", conta José Pedro.

O transporte público não serve de opção -por ser uma área afastada, os ônibus só passam três vezes no dia.

A concessionária diz que os pontos de pedágio foram definidos pelo governo e que ela segue o contrato.
O governo Geraldo Alckmin (PSDB), por sua vez, não reconhece os problemas

SEM SERVIÇO PÚBLICO

Queixas de isolamento devido à implantação de pedágio se repetem em outros lugares do Estado -inclusive em concessões do governo federal, como a Fernão Dias.Em Paulínia, há um agravante: esses habitantes, que a prefeitura estima em mais de mil, tiveram até serviços públicos reduzidos.

A Guarda Municipal não vigia mais a área separada pelo pedágio -alega não ter isenção para seus carros e não ter como custear a tarifa para fazer a ronda."Não há possibilidade de prestar serviço público lá por conta da cobrança. Só em caso de emergência", afirma Ronaldo Pontes Furtado, secretário de Segurança Pública."O lixo era coletado três vezes por semana. Agora, é uma. O pessoal da saúde não vai porque tem pedágio", complementa ele.

Empresas que vendem gás, galões de água e material de construção interromperam as entregas na região -exceto se a tarifa de R$ 7,65 for paga pelo próprio cliente.Quem trabalha no centro de Paulínia passou a ter a despesa extra diariamente -num mês, beira R$ 200.

Morador do local há 14 anos, Espedito de Paula Dias, 80, diz que nunca mais recebeu os clientes que compravam as abóboras de seu sítio.A rota à cidade vizinha, Cosmópolis, não adianta. A 3 km, tem outro pedágio, de R$ 5,45 -na ida e na volta.

Demo Líder dos arrozeiros quer acabar com Ibama, Incra e MP

Depois de lutar durante anos contra a demarcação da reserva Raposa Serra do Sol, o líder arrozeiro e agora deputado federal Paulo César Quartiero (DEM-RR) em nada lembra, na Câmara, o estilo agressivo que marcou sua campanha contra indígenas e o governo federal. Quartiero agora circula sozinho pelos corredores e fica isolado no plenário, pelos cantos.

Mas continua ácido nas suas declarações. O deputado revela desejo de apresentar projetos de lei não para criar nada, mas para extinguir: o Ibama, o Incra, a Funai e também o Ministério Público. Todos seus algozes no passado recente.

Escolhido coordenador da área agrícola na bancada do DEM, Quartiero afirma que ainda não se acostumou com a relação entre os parlamentares.

O demo Quartiero, que se define como um nacionalista, queixa-se de que expressões como patriotismo, soberania e desenvolvimento nacional estão fora do glossário:

Na última quinta-feira, Quartiero fez seu primeiro discurso. De cinco minutos. Um pouco nervoso, o deputado tratou da crise que atinge o Executivo de Roraima, com a cassação do governador José de Anchieta Júnior (PSDB), que governa com uma liminar.

Quartiero tem uma referência no Congresso: o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que foi contra a demarcação em área contínua de Raposa, tal e qual o colega de Roraima, e é autor do relatório do Código Florestal, que agrada os ruralistas e arrepia os ambientalistas.Quartiero, que mantém na mesa em seu gabinete um exemplar, com dedicatória, do livreto de Aldo Rebelo sobre o Código Florestal.

Agora, Quartiero explora a rizicultura no Marajó (Pará). O Incra o acusa de utilizar terras públicas. Já colheu a 1ª safra e está levando para lá seu parque industrial. Sobre as declarações provocativas, não titubeia.Informações do Globo, jornal de oposição a Lul

Governo gaúcho oferece à Telebrás sua rede para Banda Larga

Em reunião na última quarta-feira, entre o governador Tarso Genro (PT/RS) e o presidente da Telebrás, Rogério Santanna, ficou acertado o uso da rede de fibra ótica da estatal Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) para Telebras implantar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) no estado.

Hoje, a CEEE já tem 1,2 mil quilômetros de fibra ótica, e irá ampliar a rede para 2,3 mil km até 2014, alcançando todos os 496 municípios do estado. O investimento previsto é de R$ 61 milhões em quatro anos.

Política Industrial

De acordo com o presidente da Telebrás, o PNBL tem como objetivo não só levar a internet aos rincões do país, mas ampliar o parque industrial de equipamentos de telecomunicações brasileiro. “O projeto do governo brasileiro é de, utilizando a banda larga como desafio tecnológico, desenvolver a indústria do Brasil. E o Rio Grande do Sul tem muitas empresas que já são fornecedoras da Telebrás e podem ser potencializadas. Além disso, está aqui também o Ceitec, que é um centro de excelência em engenharia eletrônica avançada que pode, no bojo desse projeto, alavancar o desenvolvimento do estado”, afirmou Santanna, em Porto Alegre. (do Hora do Povo)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

PSDB: Demagogia e hopocrisia: Entre tucanos, só dois Estados têm mínimo regional

Maior partido oposicionista, o PSDB agita em nível federal uma bandeira levantada por seu candidato a presidente, José Serra, em 2010 - o salário mínimo de R$ 600 - que governadores eleitos pela legenda não querem adotar nos Estados que administram. Alegando fraqueza das suas economias, seis dos oito governos tucanos não têm perspectiva de usar sua prerrogativa de propor pisos estaduais acima do valor nacional.


O mínimo estadual já existe em São Paulo e no Paraná, mas não em Minas, por exemplo, Estado governado pelo PSDB desde 2003 - primeiro pelo hoje senador Aécio Neves e agora por Antonio Anastasia.

"Se o Serra tivesse sido vitorioso, eu ia respeitar e tentar sacrificar alguma coisa para adotar (o piso estadual)", disse o governador de Roraima, Anchieta Júnior (PSDB). "Cada Estado tem a sua particularidade. O piso (de R$ 600) seria um sacrifício a mais."

Em Minas, o governo informou em nota que, "por enquanto", não vai tomar a iniciativa de apresentar a proposta. Também informaram que não há iniciativas para adotar o piso local os governos tucanos de Tocantins, Alagoas. Pará e Goiás.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), deu força à proposta de mínimo nacional de R$ 600 ao anunciar esse valor para o piso regional, no dia 9. Já no Paraná, onde desde 2010 o piso vai de R$ 663 a R$ 765, a discussão apenas começou. Na semana passada, o secretário do Trabalho, Luiz Cláudio Romanelli, encontrou-se com representantes de centrais sindicais. O governador Beto Richa (PSDB) também recebeu dirigentes empresariais para debater o novo piso, que vigorará a partir de 1º de maio.

Estados.

A falta de iniciativa para estabelecer o piso estadual diferenciado não é exclusividade tucana. O PT até hoje só adotou o piso estadual no governo Olívio Dutra (RS). Hoje, só cinco Estados têm piso local: São Paulo (criado por um governador do PSDB), Paraná (pelo PMDB), Rio Grande do Sul (pelo PT), Santa Catarina (pelo PMDB) e Rio (pelo PDT).Estado

Derrotados culpam das centrais sindicais

Ainda de ressaca com a derrota, a oposição culpou as centrais sindicais e o PDT pela falta de mais votos por um mínimo superior aos R$ 545 propostos pelo governo. Os oposicionistas avaliam que houve "erro de estratégia" dos pedetistas ao apostarem em uma dissidência de, pelo menos, 50 deputados da base. Os próprios líderes governistas acreditavam em cerca de 50 traições.

"Em um determinado momento, imaginou-se que a pressão das centrais sindicais trouxesse alguns votos para um mínimo maior", admitiu o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP). "O que ocorreu foi que houve poucas defecções no governo. A oposição ficou do tamanho real que tem. Não houve surpresas", completou. "Esse é o nosso tamanho", reforçou o líder do DEM, ACM Neto (BA).

"Um mínimo superior, principalmente a proposta de R$ 560, não teve o nível de adesão esperado", reconheceu o líder do PSDB, Duarte Nogueira (SP).

Na votação de anteontem à noite, os oposicionistas obtiveram apenas 120 votos para o mínimo de R$ 560, enquanto o governo teve 361 votos. Esse placar só foi possível com os votos de 16 governistas. Pelo mínimo de R$ 600, a performance da oposição foi ainda pior: 106 votos a favor e 376 contra. Apenas dez deputados da base votaram com a oposição.

Divididos. Os três partidos de oposição - PSDB, DEM e PPS - têm 109 deputados. Com uma bancada de 14, o PV se diz independente e ficou contra o governo. No PDT, 9 deputados votaram por R$ 560 e dois por R$ 600.

Além de contar com poucos votos, os partidos de oposição enfrentaram dissidências. A oposição acabou dando quatro votos favoráveis ao governo, além de ter tido seis deputados ausentes. Insatisfeitos com a escolha de Marcos Montes (MG) para comandar a secretaria-geral do DEM, dois deputados mineiros - Jairo Ataide e Vitor Penido - votaram contra o mínimo de R$ 560.

Na mesma votação, Nice Lobão (DEM-MA), mulher do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), e outros quatro deputados preferiam se ausentar. No mínimo de R$ 600, houve quatro defecções no DEM: Lael Varella (MG), Marcos Montes (MG), Paulo Cesar Quartiero (RR) e Paulo Magalhães (BA). No PSDB, foram duas defecções na votação dos R$ 560: Manoel Salviano (CE) e Carlos Alberto Lereia (GO).

Na avaliação dos oposicionistas, o Planalto teve uma vitória folgada por ser começo de governo. "Possivelmente descontentamentos da base serão manifestados em votações posteriores", observou Duarte Nogueira. "Se vivêssemos em num período de bonança da economia essa maioria seria inexpugnável", argumentou Freire.

Universidades Federais criarão centros de referência e capacitação no combate ao crack

Na abertura do seminário sobre a implantação dos centros regionais de Referência em Crack e Outras Drogas, a presidenta Dilma falou aos representantes das 46 Universidades Federais reunidos:

“Essa é uma droga que apresenta o desafio de não ter, no plano mundial, um acervo de conhecimento e acúmulo de metodologia de tratamento ... Por esse motivo, a valorização dada pelo governo Lula às universidades federais contribui para essa devolução que os senhores podem fazer à sociedade brasileira. A participação [das universidades federais] é estratégica para o pioneirismo desses centros de referência”.

As Universidades tem a missão de implantar 49 centros de referência, com meta de capacitar mais de 14 mil pessoas para atuar na área.

“Precisamos formar profissionais. Sabemos que essa é uma droga que tem uma capacidade de propagação muito elevada e que, atrás do eixo da prevenção, pelo qual precisamos impedir que mais pessoas sejam vítimas do crack, são necessárias intervenções visando tratamentos, clínicas e enfermarias especializadas, além de políticas de reinserção”, afirmou.

Linha direta entre Lula e Dilma

Não adianta o PIG (imprensa golpista) ficar inventando intriga, porque as relações entre Lula e Dilma continuam ótimas como sempre foram.

Na quinta-feira, continuando sua viagem ao Rio de Janeiro, Lula almoçou com a economista Maria da Conceição Tavares e com o sociólogo Emir Sader, que vai presidir a Casa de Rui Barbosa, órgão do Ministério da Cultura.

Conceição Tavares comentou que não conseguia falar com a presidenta Dilma. Lula pediu a assessores que ligassem para Dilma e passou o telefone para Conceição.

"Quem tem um padrinho desse não morre pagão", brincou Conceição.

Durante a manhã Lula conversou sobre a África com o diplomata, poeta e escritor Alberto Costa e Silva, integrante da Academia Brasileira de Letras e dedicado aos estudos dos países africanos.

TEM QUE DEVOLVER

Alvaro Dias se deu mal: aposentadoria especial de R$ 24 mil foi barrada

A Secretaria da Administração e da Previdência do Paraná informou que a aposentadoria especial de ex-governador do senador Alvaro Dias (PSDB) no valor de R$ 24 mil por mês, por apenas 4 anos de mandato foi cancelada.

A decisão foi tomada com base no parecer da Procuradoria-Geral do Estado, por considerar que a aposentadoria especial foi requerida fora do prazo legal de cinco anos.

O pagamento retroativo de R$ 1,4 milhão referentes aos últimos cinco anos, requerido pelo demo-tucano, também foi negado.

Petista e estudantes apanham da polícia do Serra/Alckmin


Policiais agridem os vereadores José Américo (ao fundo) e Antonio Donato, ambos do PT, durante protesto contra o aumento da tarifa de ônibus no centro de São Paulo
Policiais militares reprimem protesto contra o aumento da passagem de ônibus no centro de São Paulo

Manifestação desta quinta-feira (17) contra o aumento da passagem de ônibus em São Paulo terminou, mais uma vez, em pancadaria. Os manifestantes protestavam em frente à Prefeitura, quando policiais militares reprimiram o ato com bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e balas de borracha.

“Eles vieram como uma truculência desproporcional”, afirma Fábio Nassif, que integra a comissão de comunicação do Comitê contra o Aumento da Passagem, grupo formado por movimentos sociais, partidos políticos de esquerda, grêmios estudantis, sindicatos, associações de bairro e pelo Movimento Passe Livre.

O protesto tem como objetivo pressionar a prefeitura para que seja revogado o aumento da tarifa de ônibus, que subiu de R$ 2,70 para R$ 3 em janeiro --variação de 11%-- após decreto do prefeito Gilberto Kassab (DEM).


Policial tucana prende, bate e arrebenta  durante protesto contra o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo 

Durante a pancadaria, sobrou paras os vereadores petistas Antonio Donato e José Américo, que participavam do ato e integram a comissão de negociação. Os dois parlamentares apanharam dos policiais com cassetetes e gás lacrimogêneo, mesmo após terem se identificado. Donato afirma ter sido agredido por policiais militares. “Está uma confusão aqui. Levei um monte de borrachada”, disse, por telefone, ao UOL Notícias.


Américo diz que os vereadores estavam reunidos com um representante da prefeitura quando ouviu o barulho das bombas. "Imediatamente interrompemos a conversa e tentamos dialogar [com a polícia], mas a tropa de choque nos agrediu com gás lacrimogêneo e gás de pimenta", afirma o vereador.

Segundo Fábio Nassif, um manifestante que foi agredido pelos PMs está detido ao lado do prédio da prefeitura. Carlos Ceconello, fotógrafo da Folha de S. Paulo, foi ferido na perna por estilhaços de bomba.

Não é a primeira vez que uma manifestação contra o aumento da tarifa em SP termina em pancadaria. Em 14 de janeiro deste ano, um protesto na praça da República foi reprimido por policiais militares. O mesmo ocorreu em uma manifestação no parque Dom Pedro, em janeiro de 2010.

Globo e Estadão mentem de forma ridícula para atacar Lula

Os velhos jornalões "O Globo" e "Estadão" continuam em sua cruzada para tentar derrubar a popularidade de Lula, mesmo depois que ele deixou a presidência.

Nunca antes na história deste país, os jornais chegaram ao ridículo de escalarem uma reportagem para espionar a hospedagem de um ex-presidente em um hotel.

Mas sequer reportagem fizeram. Inventaram uma mentira despudorada. Os jornalões já começaram mentindo descaradamente ao dizer que a menor diária no hotel é R$ 2.785,00.

Basta uma rápida consulta na internet para desmentir o jornalão:


Existem diárias de R$ 695,00 (BRL é a sigla da moeda Reais brasileiros).

É um valor alto para o poder aquisitivo da maioria dos brasileiros, mas hotéis no Rio são mesmo caros nesta época de verão. Os mais baratos nos principais bairros da orla são próximos a R$ 300,00.

Além disso os jornalões especularam, ao não saber como se deu esta hospedagem. Ninguém sabe (e nem é da conta do jornal) se o PT ou algum instituto ligado à Lula, tem algum convênio com o hotel (coisa normal feita para empresas), com diárias mais baixas.

Também não é de se estranhar se o hotel tiver convidado o ex-presidente, sem cobrar dele. Lula, devido a sua boa reputação nacional e internacional, dá muito mais prestígio e traz publicidade de graça ao hotel, do que o valor de muitas e muitas diárias. É comum alguns hotéis convidarem pessoas famosas, em troco de visibilidade no noticiário, uma forma de propaganda de graça. Até Big-brother, ou participantes do programa "O Aprendiz" ganham como prêmio passeios, com hospedagem em hotéis, em troca do hotel aparecer na TV.

Além disso, todo o setor turístico do Rio é eternamente grato à Lula pelo empenho na conquista da Copa do Mundo e das Olimpíadas, com todos os ganhos que traz para a rede hoteleira.

Por fim, Lula só passa 2 pernoites no Rio, então sequer está fora do poder aquisitivo dele (assim como está acessível a muitas pessoas de classe média com bons salários). Não há razão para esse patrulhamento imbecil, a não ser o velho preconceito dos jornalões de acharem o povo o bobo. Mas bobos são eles ao pensarem que o povo acha que Lula teria que voltar à vida de retirante da seca após sair da presidência.


Aliás, nunca vi o Globo, o Estadão e companhia, se interessarem pelo hotel, nem pelo custo da diária, dos lugares onde se hospeda o ex-presidente FHC em Genebra, em Madri, em Nova York, Barcelona, em Paris... opsss... em Paris o ex-presidente tucano é o feliz proprietário de um apartamento próprio na Av. Foch, endereço acessível apenas a milionários ou ditadores e governantes corruptos.

Entre tucanos, só dois Estados têm mínimo regional

Demais Estados administrados pelo PSDB alegam dificuldades financeiras para adotar o valor proposto pelo ex-governador Serra

 
Wilson Tosta,de O Estado de S. Paulo
RIO - Maior partido oposicionista, o PSDB agita em nível federal uma bandeira levantada por seu candidato a presidente, José Serra, em 2010 - o salário mínimo de R$ 600 - que governadores eleitos pela legenda não querem adotar nos Estados que administram. Alegando fraqueza das suas economias, seis dos oito governos tucanos não têm perspectiva de usar sua prerrogativa de propor pisos estaduais acima do valor nacional.
O mínimo estadual já existe em São Paulo e no Paraná, mas não em Minas, por exemplo, Estado governado pelo PSDB desde 2003 - primeiro pelo hoje senador Aécio Neves e agora por Antonio Anastasia.
"Se o Serra tivesse sido vitorioso, eu ia respeitar e tentar sacrificar alguma coisa para adotar (o piso estadual)", disse o governador de Roraima, Anchieta Júnior (PSDB). "Cada Estado tem a sua particularidade. O piso (de R$ 600) seria um sacrifício a mais."
Em Minas, o governo informou em nota que, "por enquanto", não vai tomar a iniciativa de apresentar a proposta. Segundo a assessoria do governador, Anastasia defende que a questão seja debatida "à exaustão", mas "sempre lembrando" que Minas é um Estado "bastante heterogêneo", com regiões muito ricas e outras muito pobres, o que dificultaria a adoção da medida. Também informaram que não há iniciativas para adotar o piso local os governos tucanos de Tocantins, Alagoas. Pará e Goiás.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), deu força à proposta de mínimo nacional de R$ 600 ao anunciar esse valor para o piso regional, no dia 9. Já no Paraná, onde desde 2010 o piso vai de R$ 663 a R$ 765, a discussão apenas começou. Na semana passada, o secretário do Trabalho, Luiz Cláudio Romanelli, encontrou-se com representantes de centrais sindicais. O governador Beto Richa (PSDB) também recebeu dirigentes empresariais para debater o novo piso, que vigorará a partir de 1º de maio.
Estados. A falta de iniciativa para estabelecer o piso estadual diferenciado não é exclusividade tucana. O PT até hoje só adotou o piso estadual no governo Olívio Dutra (RS). Hoje, só cinco Estados têm piso local: São Paulo (criado por um governador do PSDB), Paraná (pelo PMDB), Rio Grande do Sul (pelo PT), Santa Catarina (pelo PMDB) e Rio (pelo PDT).

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Mora em São Paulo? Votou de novo no PSDB? ENTÃO COMPRE UM BARCO

Com mais de 30 ruas alagadas, São Paulo deixa estado de atenção

Bairro da zona leste registrou queda de granizo nesta tarde. Córrego Ipiranga transbordou na zona sul da cidade

iG São Paulo | 16/02/2011  Atualizada às 19:38


Foto: Luiz Guarnieri/Futura Press
Córrego Ipiranga transbordou e alagou a avenida Ricardo Jafet, na zona sul de São Paulo
A chuva que atinge a região metropolitana de São Paulo nesta quarta-feira deixou e toda a capital paulista em estado de atenção até as 18h15, informou o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura. A subprefeitura do Ipiranga, na zona sul, ficou em em estado de alerta, das 17h10 até as 17h30, por conta do transbordamento do córrego Ipiranga em 2 pontos, na av. Dr.Ricardo Jafet com a rua Coronel Diogo, e na av. Abraão de Moraes entre av. Fagundes Filho e Bosque da Saúde. Neste momento, são registrados 35 pontos de alagamento na capital.

Foto: iG São Paulo Ampliar
Alagamento na r. Amauri, no Itaim Bibi, na zona oeste de São Paulo
Segundo o Corpo de Bombeiros, a corporação atendeu a 56 ocorrências no horário das chuvas. Em uma delas, uma árvore caiu sobre uma residência na av. Dr. Salomão Vasconcelos, em Cangaíba, na zona leste da capital, mas não houve vítimas. Em outra ocorrência, na mesma região, sete pessoas que estavam ilhadas em uma lotação, na av. Dr. Assis Ribeiro, foram resgatadas por duas viaturas. Os bombeiros ainda alertaram para a grande quantidade de raios durante as chuvas desta tarde. O internauta Attílio Piraíno Filho enviou fotos da tempestade de raios na zona leste.
O temporal também provocou o fechamento para pousos e decolagens do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, por mais de 1 horas. Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), as operações foram interrompidas às 16h12 e reabriram às 17h31.
De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), às 19h20, a cidade tinha 128 quilômetros de lentidão, índice acima da média para o horário. Os piores trechos estavam na Marginal Pinheiros, sentido Interlagos, pista expressa, da rodovia Presidente Castello Branco até a ronte Cidade Jardim (9,3 km); na Marginal Tietê, sentido Ayrton Senna, pista expressa, da ponte do Tatuapé até a ponte Imigrante Nordestino (4,7 km); no Corredor Norte/Sul, sentido Aeroporto, da praça da Bandeira até a rua General Euclides Figueiredo (4,7 km); e na Marginal Pinheiros, sentido Castello Branco, da rua Verbo Divino até a avenida Presidente Juscelino Kubitschek (4,3 km).

Segundo o CGE, as chuvas que castigaram a capital durante a tarde desta quarta-feira, atingindo principalmente os bairros da zona leste e a região do Ipiranga, perderam força, e resta apenas nebulosidade e chuvas em pontos isolados.
Às 15h35, o aeroporto de Guarulhos registrou rajadas de vento de 38 km/h. Às 16h, os ventos chegaram a 54 km/h no mesmo local, e a 40 km/h no aeroporto do Campo de Marte. Ainda foi observada queda de granizo em Guaianazes às 16h, e em São Mateus às 14h40.
Segundo a equipe de meteorologia do CGE, as condições atmosféricas indicam chuvas isoladas, e com menor intensidade até o final da noite..
Foto: Attílio Piraíno Filho/Minha Notícia
Raio na zona leste dão São Paulo. Foto enviada por internauta

Trens
A circulação de trens da Linha 12 - Safira (Brás Calmon Viana) da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foi interrompida por conta de uma descarga elétrica, que atingiu a rede de fornecimento de energia elétrica aos trens, mas ja foi retomada. Segundo a CPTM, o raio caiu por volta das 15h20, entre as estações Engenheiro Goulart e Tatuapé, na Linha 12. Por este motivo, a circulação de trens na Linha 12 estava sendo realizada entre as estações Brás e Tatuapé e entre as estações Engenheiro Goulart e Calmon Viana.
Maiores índices pluviométricos registrados até as 18h30:
Rio Tietê (Barragem da Penha / Guarulhos - Montante) - 84,1mm
Córrego Ipiranga - 80,0mm
Rio Tietê (Barragem da Penha / Guarulhos - Jusante) - 68,3mm
CGE (Consolação) - 65,0mm
Rio Tamanduateí (Vd. Pacheco Chaves) - 60,4mm
Rio Tietê (São Miguel / Guarulhos) - 56,0mm
Cabuço de Baixo (Guaraú) - 44,6mm
Cabuçu de Cima (Vila Galvão) - 38,8mm
Aricanduva (Foz) - 35,0mm
Prosperidade (São Caetano do Sul) - 30,7mm
Ribeirão dos Couros (Ford / São Bernardo do Campo) - 29,8mm
Córrego Jacú (Jd. Pantanal) - 29,2mm
Limão - 26,6mm
Rio Tietê (Pte. do Piqueri) - 22,4mm
Anhembi - 20,8mm
Rio Pinheiros (Pte. Cidade Universitária) - 20,2mm

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Corrupção tucana: SerraCARD e AlckminCARD acumulam rombo de R$ 300 milhões



Em 2010 o governo paulista gastou aproximadamente R$ 34 milhões no cartão corporativo (*).
Então como explicar gastos acima de R$ 100 milhões em 2006 e 2007 ?
Se em 2010, R$ 34 milhões foram suficientes para suprir despesas de pequeno valor do governo, como explicar valores muito mais altos nos anos anteriores?
O valor a mais, acima dos R$ 34 milhões necessários, acumulou um rombo de quase R$ 300 milhões nos cofres públicos paulistas.
O valor do rombo é por si só um escândalo de corrupção grande demais para ficar abafado como um esqueleto no armário.
Outras “curiosidades”:
Enquanto o governo paulista gastou R$ 604 milhões nestes 9 anos, o governo federal, mesmo abrangendo despesas nacionais, gastou muito menos: R$ 358 milhões no cartão.
O ano em que o governo federal teve gastos mais altos no cartão, foi 2010, incluindo as despesas extras do censo do IBGE, totalizando R$ 80 milhões. O governo paulista, sozinho, torrou mais do que isso nos anos:
- 2007: R$ 105 milhões;
- 2006: R$ 102 milhões;
- 2005: R$ 83 milhões;
(*) Até 19/12/2010 os números parciais eram R$ 32.800.043,41, o que resulta em uma projeção aproximada de R$ 34.011.408,65 em 31/12/2010.
Os dados são da ONG demo-tucana Contas Abertas.
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

Lula, Dilma e a velha mídia


Emir Sader – Carta Maior
O esporte preferido da mídia é fazer comparações da Dilma com o Lula. Sem coragem para reconhecer que se chocaram contra o país – que deu a Lula 87% de apoio e apenas 4%b de rejeição no final de um mandato que teve toda a velha mídia contra – essa mídia busca se recolocar, encontrar razões para não ser tão uniformemente opositora a tudo o que governo faz. O melhor atalho que encontraram é o de dizer que as coisas ruins, que criticavam, vinham do estilo do Lula, que Dilma deixaria de lado.
Juntam temas de política exterior, tratamento da imprensa, rigor nas finanças públicas, menos discurso e mais capacidade executiva, etc., etc. Como se fosse um outro governo, de outro bloco de forças, com linhas politica e econômica distinta. Quase como se a oposição tivesse ganho. Ao invés de reconhecer seus erros brutais, tratam de alegar que é a realidade que é outra.
Como se o modelo econômico e social – âmago do governo – fosse distinto. Como se a composição do governo fosse substancialmente outra, como partidos novos tivessem ingressado e outros saído do governo. Apelam para o refrão de que “o estllo é o homem” (ou a mulher), como se a crítica fundamental que faziam ao Lula fosse de estilo.
No essencial, a participação do Estado na economia está consolidada e, se diferença houver, é para estendê-la. Os ministérios econômicos e sociais são mais coerentes entre si, tendo sido trocados ministros de pastas importantes – como comunicação, saúde e desenvolvimento – para reafirmar a hegemonia do modelo de continuidade com o governo Lula.
A política externa de priorização das alianças regionais e dos processos de integração foi reiterada na primeira viagem da Dilma ao exterior, à Argentina, assim como no acento no fortalecimento dos processos latino-americanos, como a ênfase na aproximação com o novo governo colombiano e a contribuição ao novo processo de libertação de reféns comprova.
O acerto das contas publicas se faz na lógica do compromisso do governo da Dilma de estabelecimento de taxas de juros de 2% ao final do mandato, alinhadas com as taxas internacionais, golpeando frontalmente o eixo do principal problema econômica que temos: as taxas de juros reais mais altas do mundo, que atraem o capital especulativo. A negociação do salário mínimo se faz com o apoio do Lula. A intangibilidade dos investimentos do PAC já tinha sido reafirmada pelo Lula no final do ano passado.
Muda o estilo, ênfases, certamente. Mas nunca o Brasil teve um governo de tanta continuidade como este, desde que se realizam eleições minimamente democráticas. A velha mídia busca pretextos para falar mal de Lula, no elogio a Dilma, tentando além disso jogar um contra o outro. A mesma imprensa que não se cansou de dizer que ela era um poste, que não existiria sozinha na campanha sem o Lula, etc., etc., agora avança na direção oposta, buscando diferenças e antagonismos onde não existem.

Arthur Virgílio: o rancor no twitter


Por Altamiro Borges
Outro direitista rejeitado pelas urnas em outubro passado, Arthur Virgílio não se conforma com a derrota. Na Justiça Eleitoral, ele já entrou com representações contra Eduardo Braga (PMDB) e Vanessa Grazziotin (PCdoB), eleitos senadores pelo Amazonas. No trabalho, ele pediu para retornar ao Itamaraty, aonde “irá receber um salário mensal bruto de R$ 16,5 mil”, segundo informou a Folha. Já na política, o ex-senador agora se dedica a destilar todo seu rancor com a derrota pelo twitter, segundo a mesma fonte.
“A história vai dar ao Fernando Henrique papel maior que o do Lula. Ele não escapa desse julgamento”, escreveu recentemente. O bravateiro tucano, metido à valente, parece que não aprende. Em 2005, ele caiu no ridículo ao rosnar na tribuna do Senado que iria dar uma “surra” no presidente Lula. Ele é que foi “julgado” pelos eleitores, que lhe deram mais uma surra nas urnas. Mas Arthur Virgílio não desiste e tenta novamente se cacifar como um dos líderes da oposição de direita, mesmo sem mandato.
“Não tenho como ficar fora da política”
Na reportagem da Folha, ele garantiu que continua na ativa com o mesmo furor. “Ele não esconde que se prepara mesmo é para voltar à política, seja com uma vitória na Justiça Eleitoral, seja disputando a eleição para prefeito de Manaus, no ano que vem. ‘Não tenho como ficar fora da política’, diz”. A direita nativa inclusive tenta salvar o seu hidrófobo quadro. Segundo o Portal IG, ele já foi convidado para assumir alguns postos em governos tucanos, “inclusive pelo governador Geraldo Alckmin”.
É bom não vacilar diante do ex-senador. Ele é um bravateiro contumaz, que costuma morder a própria língua, mas ainda possui certa força, inclusive no Poder Judiciário. Suas representações contra Vanessa Grazziotin e Eduardo Braga podem causar dor de cabeça. Neste sentido, vale sempre refrescar a memória.

BBB-11: A ética pelo ralo


Artigo de Washington Araújo, publicado no sítio Carta Maior:
No dia 11/1/2011 a TV Globo levou ao ar seu programa de maior audiência no verão brasileiro: Big Brother Brasil 11. Sucesso de público, sucesso de marketing, sucesso financeiro, sempre na casa dos milhões de reais. Fracasso ético, fracasso de cidadania, fracasso de respeito aos direitos humanos fundamentais.
O prêmio será de R$ 1,5 milhão para o vencedor. O segundo e terceiro lugares levam, respectivamente, R$ 150 mil e R$ 50 mil. As inscrições para a próxima edição do BBB já estão encerradas. Ao todo, nas dez edições, foram 140 participantes. E já foram entregues mais de R$ 8,5 milhões em prêmios. Balanço raquítico, tanto numérico quanto financeiro para seus participantes, para um programa que se especializou em degradar a condição humana.
Aos 11 anos de existência, roubando sempre 25% do ano (janeiro a março) e agora entrando na puberdade como se humano fosse, o BBB começa anunciando que passará por mudanças na edição 2011. Se você pensou que as mudanças seriam para melhorar o que não tem como ser melhorado se enganou redondamente. O formato será sempre o mesmo, consagrado pelo público e pelos anunciantes: invasão de privacidade com a venda de corpos quase sempre sarados, bronzeados e bem torneados e com a exposição de mentes vazias a abrigar ideias que trafegam entre a futilidade e a galeria de preconceitos contra negros, pobres, analfabetos funcionais.
Após dez anos seguidos, sabemos que a receita do reality show inclui em sua base de sustentação as antivirtudes da mentira, da deslealdade, dos conluios e… da cafajestagem. Aos poucos, todos irão se despir de sua condição humana tão logo um deles diga que “isto aqui é um jogo”. Outros ensaiarão frases pretensamente fincadas na moral: “Mas nem tudo vou fazer para ganhar esse jogo.”
Como miquinhos amestrados, os participantes estarão ali para serem desrespeitados, não poucas vezes humilhados e muitas vezes objeto de escárnio e lições filosóficas extraídas de diferentes placas de caminhões e compartilhadas quase diariamente pelo jornalista Pedro Bial, ao que parece, senhor absoluto do reality show. Não faltarão “provas” grotescas, como colocar uma participante para botar ovo a cada trinta minutos; outra para latir ou miar a cada hora cheia; algum outro para passar 24 horas de sua vida fantasiado de bailarina ou para pular e coaxar como sapo sempre que for ativado determinado sinal acústico. O domador, que terá como chicote sua lábia de ocasião ou nalgumas vezes sua língua afiada, continuará sendo Pedro Bial que, a meu ver, representa um claro sinal de como as engrenagens que movem a televisão guardam estreita semelhança com aqueles velhos moedores de carne.
O último a sair da jaula
É inegável que Bial é talentoso. É inegável que passou parte de sua vida tendo páginas de livros ao alcance das mãos e dos olhos. É inegável também que parece inconsciente dos prejuízos éticos e morais que haverá de carregar vida afora. Isto porque a cada nova edição do reality mais se plasmam os nomes BBB e Pedro Bial. E será difícil ao ouvir um não lembrar imediatamente o outro. Porque lançamos aqui nosso nome, que poderá ter vida fugaz de cigarra ou ecoará pela eternidade. Imagino, daqui a uns 25 anos, em 2035, quando um descendente deste Pedro for reconhecido como bisneto daquele homem engraçado que fazia o Big Brother no Brasil. E os milhares de vídeos armazenados virtualmente no YouTube darão conta de ilustrar as gerações do porvir.
E, no entanto, essas quase duas dezenas de jovens estarão ali para ganhar fama instantânea, como se estivessem acondicionados naqueles pacotinhos de sopa da marca Miojo. Imagino cada um deles a envergar letreiro imaginário a nos dizer com a tristeza possível que “Coloco à venda meu corpo sem alma, meu coração quebrado e minha inteligência esgotada; vendo tudo isso muito barato porque vejo que há muita oferta no mercado”. E teremos aquele interminável desfile de senso comum. Afinal, serão 90 dias de vida desperdiçada, ou melhor, de vida em que a principal atividade humana será jogar conversa fora. O que dá no mesmo. E não será o senso comum exatamente aquele conjunto de preconceitos adquiridos antes de completarmos 15 anos de vida?
Friederich Nietzsche (1844-1900) parecia ter o dom da premonição. É que o filósofo alemão se antecipava muito quando se tratava de projetar ideias sobre a condição humana. É dele esta percepção: “O macaco é um animal demasiado simpático para que o homem descenda dele”. Isto porque Nietzsche foi poupado de atrações quase sérias e semi-circenses, como o BBB. No picadeiro, o macaco é aplaudido por sua imitação do humano: se equilibra e passeia de triciclo e de bicicleta, se veste de gente, com casaca e gravata, sabe usar vaso sanitário, descasca alimentos. No picadeiro do BBB, os seres humanos são aplaudidos por se mostrarem intolerantes uns com os outros, se vestem de papagaios, ladram, miam, coaxam, zumbem – e tudo como se animais fossem. Chegam a botar ovo em momento predeterminado. Se vestem de esponja e se encharcam de detergente a limpar pratos descomunais noite afora.
Em sua imitação de animal, o humano que se sobressai no BBB é aquele que consegue ficar engaiolado – digo, literalmente engaiolado – junto com outros bípedes não emplumados – por grande quantidade de horas. E sem poder satisfazer as necessidades humanas básicas, muitas vezes tendo que ficar em uma mesma posição, como seriemas destreinadas. E são os únicos animais que demonstram imensa felicidade em permanecer por mais tempo na gaiola. Não lhes jogam bananas nem pipocas, mas quem for o último a sair da jaula semi-humana ganha uma prenda. Pode ser um passeio de helicóptero, pode ser um carro, pode ser uma noite na Marquês de Sapucaí.
Heidegger reconheceria
O leitor atento deve ter percebido que em algum momento deste texto mencionei que o BBB 11 terá mudanças. Nem vou me dar ao trabalho de editar. Eis o que copiei do site G1:
“Boninho, diretor do BBB, falou em seu Twitter nesta quarta-feira, 24/11, sobre a nova edição do programa, a 11ª, que estreará em janeiro de 2011. E ele adianta que, desta vez, as coisas vão mudar. ‘Esse ano tudo vai ser diferente… Nada é proibido no BBB, pode fazer o que quiser’, postou Boninho em seu microblog. Questionado sobre o que estaria liberado no confinamento que não estava em edições anteriores, ele respondeu: ‘Esse ano… liberado! Vai valer tudo, até porrada’. Boninho também comentou sobre as bebidas no reality show: ‘Acabou o ice no BBB… Vai ser power… chega de bebida de criança’, escreveu.”
Não terá chegado a hora de o portentoso império Globo de comunicação negociar com o governo italiano a cessão do Coliseu romano para parte das locações, ao menos aquelas em que murros e safanões, sob efeito de álcool ou não, certamente ocorrerão? E como nada compreendo de Heidegger, só me resta dizer que ao longo de toda sua vida madura Heidegger esteve obcecado pela possibilidade de haver um sentido básico do verbo “ser” que estaria por trás de sua variedade de usos. E são recorrentes suas concepções quanto ao que existe, o estudo do que é, do que existe: a questão do Ser (i.e. uma Ontologia) dependente dos filósofos antes de Sócrates, da filosofia de Platão e de Aristóteles e dos Gnósticos.
Quem sabe tivesse assistido uma única noite do BBB – caso o formato da Endemol estivesse em cena antes de 1976 –, o filósofo, por muitos cultuado, não apenas teria uma confirmação segura de que não valia mesmo a pena publicar o segundo volume de sua obra principal, O Ser e o Tempo, como também haveria de reconhecer a inexistência de algo anterior ao ser. Mas, com certeza, se fartaria com a miríade de usos dados ao verbo “ser”.

PODE?


Frase no Twitter oficial do Supremo Tribunal Federal (STF): “Ouvi por aí: ‘Agora que o Ronaldo se aposentou, quando será que o Sarney vai resolver pendurar as chuteiras?’O STF pediu desculpas e afirmou e disse que a twittada foi publicado por uma funcionária terceirizada.

DEM tenta evitar fechar as portas

A cúpula do DEM se reuniu em São Paulo ontem, a um mês da convenção que indica uma possível debandada de diversos filiados, na tentativa de encontrar um acordo para apaziguar os ânimos no partido e, especialmente, evitar a saída do prefeito paulistano, Gilberto Kassab.

Kassab não foi chamado. Participaram do encontro o senador José Agripino Maia (RN), o ex-vice-presidente Marco Maciel (PE) e o presidente de honra da legenda, Jorge Bornhausen (SC). De acordo com Agripino, a reunião foi produtiva e “trouxe novas perspectivas”, sem entrar em detalhes. A respeito da ausência de Kassab, o senador limitou-se a dizer que não estava prevista a participação do prefeito no encontro.

De acordo com Agripino, Bornhausen sinalizou que Kassab pode continuar no DEM: “A discussão pressupõe a presença dele no partido”, comentou. O senador e Marco Maciel disputam a presidência do DEM em 15 de março. Hoje, deve haver nova reunião, desta vez em Brasília, para continuar as conversas e traçar estratégias que evitem uma saída em massa da legenda. O eventual destino de Kassab pode ser PSB ou PMDB — o objetivo do prefeito é disputar o governo já em 2014.

2011 Alckmin foge do escândalo de corrupção das propinas da Alstom e Siemens

A TV Globo abafou em seu noticiário o escândalo internacional das propinas das multinacionais Alstom e Siemens a tucanos paulistas, por contratos com Metrô e CPTM.

A TV Record noticiou: Uma testemunha denunciou que as empresas venceram licitações do metrô paulistano, da CPTM (nos governos de Alckmin e Serra) e do metrô de Brasília (governo de Arruda), mediante pagamento de propinas.

Com a "batata assando" para seu lado, o governador Alckmin (PSDB/SP) fugiu de comentar o escândalo, alegando desconhecer a notícia, apesar da denúncia e documentação já ter chegado à deputados da Assembléia Legislativa.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

VERGONHA !!!

Folha rouba créditos: Inquérito sobre empresa de genro de Paulo Preto teve origem em nosso blog

A Folha de São Paulo, pegou nosso "furo" (notícia em primeira mão) sobre a empresa do genro de Paulo Preto em sociedade com a mãe, e agora "rouba" créditos da notícia que pertence ao nosso blog "Os amigos do presidente Lula".

O jornalão demo-tucano diz que o inquérito civil foi instaurado na terça-feira e "tem como origem reportagem da Folha" de outubro passado.



Não é essa a verdade.

Quem primeiro percebeu a existência da empresa do genro e da mãe, relacionada ao Dersa, e noticiou foi nosso blog na nota "Relações explosivas do homem-bomba de José Serra" do dia 25 de outubro de 2010.

No final daquela nossa nota tem até uma ironia sobre o descaso da Folha com as notícias sobre Paulo Preto, concluindo com a frase:

"Por que a Folha, Globo, Estadão e Veja não tem o mesmo interesse que tiveram com os parentes de Erenice?"

Depois que publicamos, a notícia se alastrou pela blogosfera, a bancada do PT na Assembléia Legislativa foi apurar o caso no sistema de pagamentos do Estado de São Paulo. Só depois disso a Folha publicou, quando não tinha mais como os jornalões demo-tucanos abafar a notícia.

Será que, se a Folha tivesse essa informação exclusiva em mãos, teria noticiado, se não tivéssemos espalhado?

Outras notícias, o jornalão abafou durante a campanha eleitoral.

Por exemplo, os documentos públicos que comprovam a sociedade da filha de José Serra com a irmã de Daniel Dantas: a Folha não publicou, mesmo a gente fazendo um "tutorial" para eles de como obter as provas oficialmente em arquivos públicos do governo da Flórida (EUA).

Republicamos nosso furo (que a Folha surrupiou os créditos):

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Relações explosivas do homem-bomba de José Serra


O homem-bomba de José Serra, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, era o diretor do DERSA, no governo Serra.

Ele é pai de Tatiana Arana Souza Cremonini, funcionária do Palácio dos Bandeirantes, contratada no governo Serra.

Ela é casada com Fernando Cremonini...

... Que é dono da empresa Peso Positivo Transportes Comércio e Locações Ltda.

Consulta na Jucesp - Junta Comercial do Estado de São Paulo

Tem como sócia Maria Orminda Vieira de Souza (reparem no sobrenome). Uma senhora de 85 anos, com raízes em Taubaté, as mesmas de Paulo Vieira de Souza, e que tornou-se empresária do ramo de construção pesada aos 78 anos de idade (em 2003).

A empresa Peso Positivo aluga guindastes para empreiteiras que constroem o Rodoanel, e outras obras da DERSA, onde Paulo Preto era diretor.


A empresa Peso Positivo tem como sede um endereço (Rua Abaúna, 187 - São Paulo) onde aparenta haver um galpão sem atividade, e de tamanho pequeno para o tipo de equipamento que aluga.


Simplesmente ser parente e ser empresário não é crime, mas tem uma combinação explosiva aí de genro, com uma suposta parente de 85 anos, com fornecedora de empreiteiras que atendem o DERSA, onde Paulo Preto era diretor.

Por que a Folha, Globo, Estadão e Veja não tem o mesmo interesse que tiveram com os parentes de Erenice?

VERGONHA !!!

Justiça Eleitoral de RR cassa governador Anchieta Júnior

ELIDA OLIVEIRA
DE SÃO PAULO
O governador reeleito de Roraima, José de Anchieta Júnior (PSDB), foi cassado nesta sexta-feira pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) por usar a emissora de rádio do governo para se promover durante as eleições do ano passado.
TRE-RR cassa deputados federal e estadual por compra de votos
A decisão foi por cinco votos a dois. O TRE determinou aplicação de multa de R$ 53.205 (50 mil Ufirs) e a diplomação de Neudo Campos (PP), o segundo colocado nas eleições. Ele deve assumir o governo de Roraima na segunda-feira.
Alan Marques/Folhapress
José de Anchieta Junior, reeleito governador de Roraima
O governador de Roraima, José de Anchieta Junior
De acordo com o TRE-RR, Anchieta poderá contestar a decisão no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mas terá que aguardar a decisão fora do cargo.
Anchieta Jr. perdeu o mandato por usar o programa de maior audiência da Rádio Roraima AM para se promover nas eleições. A emissora é vinculada ao governo.
A ação de cassação foi proposta por Neudo Campos. Ele embasou a acusação em áudios e transcrições de programas apresentados por Mário César Balduíno.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

E VIVA A DILMA

Dilma na TV

A presidente Dilma Rousseff fará hoje seu primeiro pronunciamento na rede nacional de rádio e televisão. Por ocasião da volta às aulas, que ocorre neste período em todo o país, o tema da mensagem será educação. A gravação foi feita na terça-feira no Palácio da Alvorada, em Brasília. O pronunciamento vai ao ar às 20h em rede nacional.

TUCANOS NO OVO

Ex ministro de FHC diz ser "quase molecagem" a oposição defender o mínimo de R$ 600


O ex-deputado Roberto Brant (DEM), ministro da Previdência no governo FHC, diz ser "quase molecagem" a oposição defender o mínimo de R$ 600.E disse também; ''Oposição é irresponsável ao defender mínimo maior''

O que acha da proposta do PSDB de um mínimo de R$ 600?

Aumentar o salário mínimo este ano, para além desse valor (R$ 545), é uma catástrofe para a frente. Já estamos com a inflação escalando, perigosíssima. Diante disso, a presidente tem de ser austera, enfrentar as centrais sindicais. Agora vem a oposição e fala que se pode aumentar. Isso é de uma irresponsabilidade. É quase uma molecagem. E tem um desequilíbrio fiscal que já foi intensificado no ano passado.

Não é de agora. 

Quando o Lula fez a reforma da previdência, tive de lutar contra meu partido. Era um passo a mais na reforma do FHC. A oposição no Brasil se caracteriza pelo oportunismo. Tem sido assim. Considero isso uma loucura. Se a Dilma ficar do nosso lado, temos que apoiá-la, contra a CUT, contra o Paulinho, da Força. Ou vamos ficar do lado do Paulinho? Só pelo fato de ele estar lá, é sinal de que nós deveríamos estar do outro lado.

VERGONHA !!!

Derrotado nas urnas Arthur Virgilio pede para voltar ao Itamaraty


Derrotado nas eleições de outubro do ano passado, quando tentava se reeleger, o ex-senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) voltou ontem ao baixo escalão do serviço público.

Ele pediu para ser reintegrado ao Itamaraty, onde começou na década de 70 após prestar concurso público.

Segundo matéria publicado na Folha pelos registros do Ministério das Relações Exteriores, Virgílio trabalhou como diplomata por menos de cinco anos.

Ele tirou licença, na maioria das vezes, por ter saído vitorioso das urnas: foi três vezes deputado federal (líder de bancada durante 11 anos), prefeito de Manaus, além de senador. No primeiro dia de volta ao trabalho como servidor do ministério, pediu férias.

O ex-senador tucano foi um dos principais opositores ao governo Lula no Congresso. Na visão de um grupo de diplomatas ouvidos pela Folha, foi também um algoz do Itamaraty quando participou da Comissão de Relações Exteriores do Senado, muitas vezes crítico as decisões da gestão do ex-chanceler Celso Amorim.

Virgílio entrou no Itamaraty em 1976 pelo concurso do Instituto Rio Branco, de formação de diplomatas. No ano seguinte pediu licença de 10 meses para cuidar de "interesses particulares", segundo os registros do Ministério. Pelo mesmo registro interno, em 1982 ele saiu de licença e desde então estava afastado.

Quando deixou a carreira de diplomata para seguir a vida política, Virgílio era segundo secretário, posto mais baixo na hierarquia do Itamaraty.

Na volta ao emprego ele assume como conselheiro especial, galgando dois postos, mesmo afastado. O Itamaraty justifica que as promoções foram concedidas por "antiguidade".

Na volta ao ministério, Virgílio irá receber um salário mensal bruto de R$ 16,5 mil. O Itamaraty informou que ainda não está definida qual será a função do ex-senador na casa.Nas últimas eleições, Virgílio teve 644 mil votos e ficou em terceiro lugar na corrida ao Senado do Amazonas.Na Folha

BICADAS AMIGAS

José Serra está fazendo campanha politica em Brasília

Até o salário mínimo divide José Serra e Aécio Neves. Enquanto José Serra foi a Brasília tentar convencer a bancada tucana a abraçar os R$ 600 defendidos por ele na campanha, aecistas argumentam que a oposição soará oportunista se bater o pé por esse valor, especialmente se as centrais sindicais aceitarem algo mais modesto, como tudo indica que irá acontecer.

Pesa contra o argumento dos mineiros o fato de ter partido dos congressistas tucanos emenda ao Orçamento que, além de fixar a quantia prometida por Serra, detalha a origem dos recursos para tal aumento.

Serra chorão

Serra quer disputar a presidência do PSDB, Ontem ele defendeu no Congresso o fim do "fogo amigo" dentro do partido.Serra disse que os tucanos devem adotar um novo mandamento: não atacar o companheiro de sigla.


No Estadão:...Derrotado na eleição presidencial do ano passado, José Serra reapareceu ontem em Brasília, na tentativa de unificar o partido na defesa de um salário mínimo de R$ 600 - o governo defende reajuste para R$ 545, o que tem motivado protestos das centrais sindicais. Empenhado em recuperar espaço no PSDB, Serra pregou que os tucanos adotem um mandamento: “Não atacarás o seu companheiro de partido para não servires ao adversário".

Entre afagos a Aécio, tucano prega o ‘11º mandamento do PSDB’: ‘Não atacarás o companheiro de partido para não servires ao adversário’

Na tentativa de recuperar espaço dentro do PSDB, o candidato derrotado à Presidência da República, José Serra (SP), reuniu-se ontem com a bancada da Câmara e do Senado para pregar a unidade do partido e uma oposição consistente ao governo de Dilma Rousseff. Na opinião dele, o salário mínimo de R$ 600 é "factível" e não coloca em risco as contas públicas.

Serra defendeu a criação do 11.º mandamento para o partido: tucano não fala mal de tucano. "Não atacarás o seu companheiro de partido para não servires ao teu adversário", resumiu o ex-governador de São Paulo, durante palestra à bancada da Câmara.

Foi um recado aos deputados tucanos que, no início do mês, fizeram abaixo-assinado defendendo a recondução do deputado Sérgio Guerra (PE) à presidência do PSDB. "Esse mandamento não vale para o meu lado porque eu nunca disse uma palavra contra o Serra. Nunca fiz a menor critica ao nosso candidato", rebateu Guerra. "É preciso um bom convívio entre os tucanos para que eles não se biquem entre si", observou o líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira (SP).

Serra mostrou-se humilde diante da bancada tucana. "Depois da eleição, tem momentos em que me sinto bem e outros em que me sinto mal", admitiu. "Estou aqui para ajudar. Vou servir ao Brasil e ao partido."

Depois do desabafo com os deputados, Serra foi para o Senado almoçar com os senadores tucanos. Fez questão de abraçar e posar para fotos ao lado do senador Aécio Neves (MG). Os dois são adversários dentro do partido: ambos têm pretensões de ser o candidato tucano à Presidência da República, em 2014.

O abaixo-assinado dos deputados em apoio à reeleição de Sérgio Guerra no comando do partido, articulados por aliados de Aécio, acirrou a tensão entre serristas e aecistas. Serra não admite publicamente sua intenção de concorrer à presidência do PSDB, em eleição prevista para maio. Seus aliados defendem, no entanto, que o ex-governador assuma o comando do partido para se manter presente na cena política. Foi isso que Serra tentou fazer ontem ao visitar pela primeira vez o Congresso após sua derrota na corrida presidencial.

Como papel da oposição, Serra pregou uma fiscalização sem tréguas das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "A bancada tem obrigação de controlar as obras desse falado PAC, que nunca foi o que se dizia. Não faz nada e não tem dinheiro no Orçamento", afirmou. Ao defender o mínimo de R$ 600, o ex-governador disse que vai ao Senado, como propôs o senador Itamar Franco (PPS-MG), para explicar como definiu esse valor durante a campanha para a Presidência da República. "Apresentei essa proposta e posso fundamentá-la. E apresentarei as principais questões que me levaram a fazer essa proposta que envolve, não só o financiamento direto de um mínimo menos indecente do que é hoje, como também as questões correlacionadas da nossa economia."

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

VERGONHA !!!

2011

Apagão tucano atinge 2,5 milhões de pessoas em São Paulo

Quem lê a notícia sobre o apagão em São Paulo na tarde de hoje, pode notar uma curiosidade. Quando a imprensa fala do governo Federal, estampa manchete com o título "apagão". Quando se trata do governo do PSDB no Estado de São Paulo, a imprensa não estampa manchete, a noticia minúscula fala em "Blecaute".

O apagão que atingiu a capital paulista na tarde desta terça-feira, 8, afetou cerca de 2,5 milhões de pessoas, segundo estimativa da Secretaria de Energia do Estado de São Paulo(Empresa comandada pelo PSDB, e portanto, não se pode confiar nestes números). O número é calculado sobre as 627 mil unidades consumidoras de energia elétrica em São Paulo.

A causada foi uma falha na subestação Bandeirantes da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep)(privatizada pelo PSDB).

Segundo nota da empresa, houve uma ocorrência na subestação, na região sul da cidade. Um dos três transformadores apresentou falha, o que levou à atuação de seu sistema de proteção.

De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o apagão começou às 15h10 Na região da Berrini, porém, moradores relataram pelo menos outras duas quedas de energia, por volta das 16h35.

Na Uol da Folha;

Apagão em São Paulo prejudica abastecimento de água