segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Lula é o político mais atacado pela mídia desde 1989


Eduardo Guimarães: Você, estudante de jornalismo, de comunicação social, de ciências sociais, enfim, de tantas áreas afeitas ao estudo ou à prática da comunicação de massa, se estiver terminando seu curso universitário e tiver um trabalho de conclusão a apresentar, tem agora uma oportunidade imperdível de fazer o estudo mais eloqüente já feito sobre comunicação.
É tão evidentemente necessário, o estudo que irei propor, que não sei como não foi feito antes – e duvido de que tenha sido feito, ao menos da forma como será apresentado. Entretanto, se alguém tiver notícia sobre algum estudo correlato, que, por favor, informe aqui, via comentário.
No último domingo, discorri sobre os programas humorísticos da Globo e sobre o uso desses programas para atacar alguns políticos em benefício de outros, transformando uma concessão pública de televisão em arma político-partidária – o que a lei veda, mas não coíbe em razão do poder político de impérios de comunicação como uma Globo.
Logo apareceram os defensores dos pobres Barões da Imprensa para defendê-los da “sanha comunista” que pretenderia “censurá-los”, apesar de que são os únicos que já colaboraram com a censura neste país e que, aliás, praticam-na cotidianamente ao impedirem que o contraditório à sua retórica político-ideológica chegue ao seu público.
No post em questão, abordei o impressionante uso que a Globo vem fazendo de seus programas humorísticos para atacar Lula, seja no falecido Casseta & Planeta ou no humorístico da emissora que restou e que continua indo ao ar nas noites de sábado, o Zorra Total.
Não é que apareceu gente afirmando que Lula está sendo tão intensamente ridicularizado pelos programas humorísticos da Globo, entre outros, porque o “poder” é sempre alvo do humorismo?
Vejam só a que ponto chega a desfaçatez. Desde quando Lula continua no poder? Ele deixou de ser presidente no primeiro dia deste ano, ora bolas!, o que não impede que continue sendo ridicularizado, agora por estar aposentado, como se viu no post anterior.
Quando, em que época, um programa humorístico brincou com o complexo de D. Juan do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso assim como tantos programas “brincaram” com o mentiroso alcoolismo de Lula?
Pelo contrário, a mídia escondeu, por dezoito anos, o produto mais famoso das famosas “escapadas” sexuais de FHC, com uma jornalista da Globo que a emissora sustentou na Espanha sem trabalhar por quase duas décadas, ao menos, e que só veio a público pela Folha de São Paulo porque esta queria acusar Lula de ser um maníaco sexual – vide o caso “Menino do MEP” – e, assim, justificou com o caso extraconjugal de FHC o ataque sórdido que fez a Lula.
Alguém consegue conceber um quadro humorístico na Globo que vulgarizasse a imagem da ex-primeira-dama tucana, a falecida antropóloga Ruth Cardoso, mesmo quando estava viva? Seria impensável fazerem o que vêm fazendo com D. Marisa Letícia, esposa do ex-presidente Lula, ridicularizada reiteradamente por toda a grande mídia.
Mas isso tudo ainda não é o pior. Lula também era o alvo político preferencial de toda a grande mídia quando estava na oposição. Quem não se lembra dos quadros humorísticos todos que ironizavam sua falta de instrução formal, seu linguajar e, até, a sua aparência física?
O senso comum certamente mostra que o ex-presidente petista é o político mais atacado pela mídia nos últimos vinte e dois anos, ao menos. Desde 1989, nenhum outro político foi tão criticado ou ridicularizado quanto Lula, estando no poder ou fora dele. E é aí que entra a necessidade de comprovação científica dessa tese.
Apesar de nem ser necessário fazer qualquer estudo para comprovar o que todo mundo haverá de concordar, se tiver um mero resquício de honestidade intelectual, a formalidade científica certamente resultará em outro necessário trabalho acadêmico, desta vez sobre a causa de Lula ter se transformado no político mais odiado pela mídia em toda a história.
Então, jovem estudante, você tem a chance de fazer o estudo mais espantoso, em termos sociológicos e jornalísticos, que já foi feito. Comprovará que, apesar do sucesso estrondoso de Lula como político e administrador, os meios de comunicação de massa simplesmente se obcecaram por destruí-lo politicamente.

Cerra, Aécio e o traíra. Uma fábula romana


Liga Tirésias, o profeta que lê o significado das nuvens sobre os morros de Minas.
- Você conhece o Embaixador Andrea Matarazzo, não é isso ?
- Sim, respondo. Aquele que ilustrou a Embaixada do Brasil em Roma como só Hugo Gouthier soube fazer.
- Bom, acho que você exagera um pouco. Mas, você sabia que o Embaixador Matarazzo reúne a melhor aristocracia tucana em sua mansão no Morumbi, todo domingo ?
- Sei. É uma mansão que só se compara ao Palácio Doria Pamphili, que modestamente abriga a Embaixada do Brasil em Roma.
- Percebo que o amigo exagera, de novo.
- É uma forma de ganhar a vida, respondo.
- Vamos ao que interessa. Num desses almoços de domingo, o teu amigo Serra foi lá.
- Que perigo ! Com aquele mau humor deve ter estragado o almoço.
- O Serra assumiu a palavra e desancou o Aécio.
- É mesmo ?, pergunto entre atônito e perplexo, diria o Mino Carta.
- Isso mesmo. Chegou a dizer que perdeu a eleição porque o Aécio traiu ele.
- Chamou o Aécio de traíra ?, pergunto, incrédulo.
- Exatamente. Traíra.
- Bem, aí temos que fazer uma ponderação.
- Qual ?, pergunta o Tirésias.
- O Aécio deve ser mesmo um traíra, digo com um ar assim, digamos, circunspecto. Se há uma coisa de que o Serra entende é de trairagem.
- Você acha ?, pergunta Tirésias, agora, ele, perplexo.
- Pergunta ao Alckmin.
Pano rápido.
Paulo Henrique Amorim

Prefeitura anistia imóvel irregular da família Kassab janeiro


FABIO LEITE – ESTADÃO
O imóvel que pertence à construtora da família do prefeito Gilberto Kassab (DEM) teve uma área irregular anistiada pela Prefeitura cerca de dois anos após o pedido de regularização haver sido rejeitado e o prazo para recurso, vencido. Pela lei, os responsáveis pelo prédio deveriam ter sido multados e o local, fechado. Mas documentos obtidos pelo Jornal da Tarde revelam que, em agosto de 2008, quando Kassab já havia sido empossado, o processo foi considerado extraviado, reconstituído e aprovado em nove dias. A assessoria do prefeito informou que a regularização “atendeu integralmente a legislação vigente”. No local funciona a Yapê Engenharia, que tem como sócios Kassab (com 80% do capital da empresa) e três irmãos. O nome da companhia é resultado da união das iniciais dos pais do prefeito, Yacy e Pedro. Dos 309,82 m² de área construída, apenas 80 m² estavam regulares em outubro de 2003, durante a gestão Marta Suplicy (PT). Kassab, então, deu entrada no requerimento para regularizar 229,82 m², com base na Lei de Anistia, que beneficiava construções concluídas irregularmente até 13 de setembro de 2002. À época, a empresa chamava-se R&K Engenharia, uma sociedade entre Kassab e o amigo e advogado Rodrigo Garcia. Naquele ano o atual prefeito era deputado federal e Garcia, estadual, ambos pelo PFL (hoje DEM). Garcia deixou a sociedade em 2007 – hoje ele é deputado federal. Os dois assinaram o pedido de regularização enviado à Subprefeitura da Vila Mariana, responsável por avaliar imóveis de até 1,5 mil m² na região.
Pedido negado
Em 8 de março de 2006, o pedido foi indeferido pela subprefeitura pelo “não atendimento ao comunique-se”, ou seja, abandono do processo. Kassab, então vice-prefeito, teve 60 dias, conforme a lei, para pedir reconsideração do despacho, mas não o fez. O indeferimento final foi publicado em junho e o processo, arquivado. A partir daí, pela Lei 13.885/04, a Prefeitura deveria emitir um auto de infração, lançar a área como irregular, aplicar multa e lacrar o imóvel, mas nada disso foi feito. Em 30 de agosto de 2007, a Secretaria de Habitação (Sehab), comandada por Orlando Almeida, atual secretário de Controle Urbano, pasta que fiscaliza imóveis irregulares, pediu a íntegra do processo à subprefeitura. A papelada ficou engavetada na Sehab por quase um ano no Departamento de Aprovação de Edificações (Aprov), embora a análise do caso fosse atribuição da subprefeitura – a Sehab cuida de imóveis com mais de 1,5 mil m² para uso comercial, como a empresa de Kassab.
‘Extravio’
Em 13 de agosto de 2008, durante as eleições municipais, a Comissão Permanente de Processos Extraviados (CPPE), subordinada à Secretaria de Gestão, declarou o processo da Yapê Engenharia extraviado. No dia seguinte, a seção técnica do órgão publicou memorando relatando que o processo foi “parcialmente reconstituído” e o encaminhou novamente à Sehab. No dia 22 de agosto, o Aprov 2, que analisa edifícios comerciais acima de 1,5 mil m², informou que o processo foi “considerado em ordem para aprovação”. No mesmo dia, a diretora substituta do Aprov-G à época, Lúcia de Sousa Machado, publicou despacho expedindo o auto de regularização da empresa de Kassab.
‘Dentro da lei’
Em nota enviada por e-mail, a assessoria de imprensa de Kassab informou que o processo de regularização do imóvel que pertence a uma construtora da família dele “atendeu integralmente a legislação vigente.” Segundo a nota, o pedido de anistia para o imóvel “foi protocolado pelo contribuinte em outubro de 2003, com base na Lei da Anistia” e “a aprovação seguiu rigorosamente a lei específica, estando todos os tributos incidentes sobre o imóvel, cuja titularidade é de empresa legalmente constituída e gerida por administradores eleitos nos termos do Código Civil, em dia.” Procurado na sede da Yapê Engenharia, na Saúde (zona sul), o administrador da empresa, Carlos Alberto Fonseca, disse desconhecer o caso e que não falaria com a reportagem. Já a arquiteta Lúcia de Sousa Machado, que deferiu o pedido de regularização em agosto de 2008, recusou-se a falar sobre o assunto. “Servidor público não pode dar entrevistas”, disse por telefone.

Cristina Kichner recebe Dilma na Casa Rosada

Dilma y mantiene con Cristina su primer encuentro bilateral
A presidenta Dilma Rousseff, ex-membro da guerrilha que foi torturada durante o regime militar brasileiro (1964-1985), solicitou que a reunião com as Mães da Plaza de Mayo fosse incluída na sua agenda oficial na Argentina, disse o conselheiro o Presidente para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.
Las madres una debilidad de Dilma
A presidenta “tem uma grande sensibilidade para as questões relativas aos direitos humanos”, disse Garcia. Segundo o conselheiro, a decisão do chefe de Estado a reunir-se com mulheres que se tornaram um símbolo da luta pelos direitos humanos em seu país “melhora muito a luta simbólica que essas senhoras têm na história política recente da Argentina. “
*Celso Jardim com informações do Clarín

domingo, 30 de janeiro de 2011

Igreja Católica no Brasil vive desafios e esperança

 Evasão de fiéis e secularização enfraquecem Igreja, que vê alento nos movimentos carismáticos
 
José Maria Mayrink - O Estado de S.Paulo
A Igreja Católica vive uma crescente tensão interna por causa da evasão de fiéis e da distância entre sua pregação e a prática religiosa. A revelação, em novembro, de que a instituição ocupa o segundo lugar em credibilidade, abaixo apenas das Forças Armadas, conforme pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), entusiasma o episcopado, embora alguns teólogos e assessores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) atribuam essa boa imagem não a seu desempenho, mas ao descrédito de concorrentes, especialmente da classe política.
Veja também:
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João Paulo II e Bento XVI moldaram episcopado atuallinkFiéis ignoram norma moral e sexual
A pesquisa da FGV prova, na avaliação do professor Felipe de Aquino, membro do movimento carismático Associação Canção Nova, que a Igreja mantém seu prestígio na sociedade. "A grande maioria do povo se professa católica, respeita e acata posicionamentos morais", argumenta. A Renovação Carismática Católica e outros grupos, como o Opus Dei e as novas comunidades , seguem o Vaticano. "Em questões políticas pode haver divergências, mas mesmo assim a Igreja tem voz ativa, como ocorreu no caso da aprovação da Lei da Ficha Limpa", observa Aquino.
Outro exemplo recente foi a tomada de posição de parte do episcopado durante a campanha presidencial. Alguns bispos, como d. Luiz Gonzaga Bergonzini, de Guarulhos, combateram Dilma Rousseff com o argumento de que ela e seu partido eram favoráveis à descriminalização do aborto. A crítica repercutiu na imprensa, sobretudo depois que o papa Bento XVI aconselhou os bispos a saírem às ruas em defesa da defesa da vida, num discurso interpretado por d. Bergonzini como apoio à sua atitude.
Houve reação a esse posicionamento dentro da própria Igreja, o que demonstra como ela está dividida. "Foi um espanto os três bispos da presidência do Regional Sul 1 (São Paulo) recomendarem um texto de condenação da candidatura de Dilma Rousseff nas eleições, apoiando d. Bergonzini, porque se jogou fora a colegialidade, fugindo à orientação da CNBB, quando d. Geraldo Lyrio Rocha (presidente da entidade) teve de dizer que cada bispo faz o que quer", reagiu o padre José Oscar Beozzo, teólogo e respeitado historiador da Igreja. "É um sintoma de que não há consenso, os bispos quebraram uma tradição de mais de 45 anos", acrescentou.
Essa intromissão na campanha eleitoral incomodou, mas não deverá impedir um bom relacionamento com o novo governo, na avaliação de d. Joaquim Mol, bispo auxiliar de Belo Horizonte e reitor da Pontifícia Universidade Católica de Minas. "Não diria que a Igreja tenha perdido a capacidade de diálogo, apesar de alguns arranhões, porque isso poderá ser recuperado, sem sequelas", disse o bispo. Em sua opinião, mais do que prestígio, é a sua estatura moral que a Igreja deve preservar, nas relações com a sociedade e com o governo.
"A Igreja sempre falou de política, sempre defendeu valores éticos", afirmou d. Mol, lembrando a força de vozes da hierarquia que se destacaram contra a ditadura militar e aquelas que atualmente se levantam em defesa dos pobres. "Havia gente de outra linha, até bispos muito afinados com o regime militar." O que chamou a atenção nas eleições de 2010 foi o fato de ter prevalecido uma voz de membros da Igreja contra um dos candidatos, de maneira contundente e direta. "Quando há dois candidatos e se diz para não votar em um, é como se dissesse para votar no outro, sem alternativa", criticou o bispo.
Para o padre Manoel Godoy, diretor do Instituto de Teologia Santo Tomás de Aquino, em Belo Horizonte, o fato de Bento XVI ter aconselhado os bispos brasileiros, na véspera do segundo turno das eleições, a saírem às ruas em defesa da vida, contra o aborto, "foi um paradoxo, um episódio contra o toque de recolher ao qual a CNBB vem sendo submetida nos últimos anos".
Disputa interna. O dominicano Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, atribui a uma disputa interna no episcopado a polêmica criada em cima da discussão sobre o aborto. "Acredito que todo esse conflito à sombra do processo eleitoral tinha como alvo não evitar a eleição da Dilma, mas assegurar aos conservadores a vitória da eleição na CNBB", afirmou o teólogo e ex-assessor do presidente Lula no programa Fome Zero.
As denúncias de pedofilia no clero repercutiram relativamente pouco no Brasil, porque os casos ocorridos aqui foram poucos, em comparação com outros países. "Se a Igreja já vinha sofrendo uma crise de credibilidade, a pedofilia aprofundou essa crise e não adianta dizer que a pedofilia está presente na família e no mundo civil, porque o padre foi trabalhado, desde o século 16, como um alter Christus ("outro Cristo"), uma figura tão exaltada que é impossível deixar de haver consequências", disse o padre Godoy. Com a ressalva de que não tem "a mentalidade conspiracionista" de achar que a imprensa é contra a Igreja, ele admite que a repercussão da pedofilia é inevitável, por causa da imagem de pessoa venerada, culta e sábia que se criou do padre.

Só resta a Serra ir para o DEMos

Alckmin e Aécio estão fazendo barba, cabelo e bigode no PSDB, e não deixam sobrar nada para José Serra.

A escolha dos líderes na Câmara dos Deputados foi uma divisão salomônica entre Aécio e Alckmin:

O líder do partido na Câmara é um alckminta: Duarte Nogueira (PSDB/SP).

O líder da minoria na Câmara é um aecista: Paulo Abi-Ackel (PSDB/MG).

Para a presidência do partido, um cargo que Serra estava interessado, querem reconduzir Sérgio Guerra (PSDB/PE).

Para o Instituto Teotônio Vilela (órgão de estudos e formação política do PSDB), outro posto que Serra tinha interesse, estão articulando Tasso Jereissati (PSDB/CE).

Sem espaço entre os tucanos, só resta a Serra fazer as malas e mudar para o DEMos de uma vez.

Tucano destila ódio

Sempre que há alternância de poder nos governos estaduais, são anunciados rombos e auditorias para apurar irregularidades cometidas pelos antecessores.

Tal atitude por parte dos governadores que assumem costuma ter dois objetivos: desmoralizar o antecessor quando a radicalização da campanha foi grande demais e justificar atitudes como o corte de despesas e de pessoal.

Em Goias, uma auditoria encomendada pelo governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), afirma que o antecessor teria gasto R$ 1,38 milhão na compra de bebidas alcoólicas de 2006 - quando assumiu o governo

o ex-governador decidiu ficar em silêncio por entender que Marconi Perillo "destila ódio". Afinal, Rodrigues, afilhado de Perillo, foi levado ao governo pelo atual governador. Duas vezes como seu vice; depois, o mandato-tampão de nove meses, de abril a dezembro de 2006 e, finalmente, reeleito, com o apoio de Perillo.

Acontece que na eleição de outubro de 2010 Alcides optou por apoiar Vanderlan Cardoso, do PR, e não Perillo. E, no segundo turno, esteve ao lado de Iris Rezende (PMDB), o candidato da presidente Dilma Rousseff, e não do antigo padrinho.

Ao divulgar a lista de bebidas alcoólicas compradas pelo governo anterior, Perillo teria a intenção de induzir o eleitor a acreditar que Rodrigues é alcoólatra.

Perillo não é santo. Confira aqui

Ao longo do tempo a situação tende a voltar ao normal. Quando o caixa se equilibra, as contratações de cargos de confiança voltam a ser feitas, só que desta vez beneficiando aliados do partido que está no governo.

Todo governante sabe que uma política de austeridade de gastos, avara com os funcionários, é quase a certeza de derrota nas próximas eleições.

As auditorias feitas por sucessores de oposição são tradicionais no Brasil. O ex-governador do Paraná Roberto Requião (PMDB), por exemplo, anunciou em 2003 a abertura de auditorias nas contas do antecessor Álvaro Dias (PSDB). Falou em desmandos no Porto de Paranaguá - mas acabou nomeando o irmão Eduardo para administrá-lo.

Agora, o governador Beto Richa (PSDB) anuncia que fará auditorias na administração do Porto de Paranaguá e nos órgãos do governo, para identificar supostas irregularidades da administração anterior. Beto Richa visa, com a decisão, atingir diretamente a Requião, que se elegeu senador, e Orlando Pessutti (PMDB), o vice que sucedeu o titular e que, a pedido da então candidata presidencial Dilma Rousseff, não se candidatou à reeleição, deixando o lugar livre para Osmar Dias (PDT).

Alvaro Dias, no entanto, foi derrotado por Beto Richa. Agora, quer a presidência de Itaipu Binacional

Um pé em cada canoa

O Tribunal de Contas da União é um órgão ligado ao Congresso Nacional que fiscaliza obras e gastos do governo.Tem, portanto, a função importantíssima de verificar se o dinheiro do contribuinte está sendo aplicado de maneira correta.

Para desempenhar esse papel é preciso que o órgão tenha independência em relação a seus fiscalizados. Mas não parece que o presidente da instituição, Benjamin Zymler, pense dessa maneira.

De 2008 a 2010, ele recebeu R$ 228 mil para proferir palestras em órgãos públicos e entidades que o TCU fiscaliza.Desde então, Zymler foi relator de seis casos e participou de pelo menos cinco julgamentos relativos às entidades que pagaram para ouvir suas lições.

Ao receber dinheiro de órgãos cujas contas deve julgar, Zymler abre brechas para dúvidas. Será que o TCU não foi menos rigoroso em algum aspecto devido a essas relações? É difícil não perguntar. É difícil não desconfiar.

Para cumprir suas funções de maneira isenta e eficiente, sem levantar suspeitas, o TCU não pode confundir as coisas. Tem que atender ao interesse público --e só a ele. Não dá pra ficar com um pé em cada canoa.

OAB não consegue cuidar do seu próprio quintal, e acha que tem moral para criticar governo

A Polícia Federal descobriu que dois outros exames da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de 2009 foram fraudados. Com isso, tem indícios de que as três edições daquele ano tiveram vazamento. A PF encontrou irregularidades na primeira e na terceira avaliações. Na terceira, a fraude ocorreu nas duas etapas.

Em 2010, a PF apontou que a segunda prova teve problemas no gabarito e a Ordem chegou a cancelá-la.

A OAB não pretende cancelar os exames e vai esperar o fim das investigações para anular as carteiras que autorizam os recém-formados a atuarem no mercado.

A pedido da PF, a Ordem solicitou que o organizador do exame forneça todas as informações das três seleções. A PF espera esses dados para identificar o total de beneficiados.

Segundo as investigações, dois policiais rodoviários fotografaram os exames e venderam reproduções.

No Rio, o Ministério Público Federal propôs ação civil pública para que as provas do ano passado no Estado sejam corrigidas novamente. Na ação, o MPF afirma que a correção das provas da segunda fase se reduziu a uma análise técnico-jurídica, sem levar em conta aspectos como correção gramatical.

O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, classificou como "guerrilha" a ação do MPF e disse que "as provas foram elogiadas por professores".

Festa para Lula em Minas teve, Honoris causa,comenda Ary Barroso e jantar mineiro

Após receber seu primeiro título de doutor honoris causa, na Universidade Federal de Viçosa, ontem (28), o ex-presidente Lula fez uma escala em Ubá, a 190 km de Belo Horizonte, para ser homenageado mais uma vez.

Lula recebeu a comenda Ary Barroso das mãos do prefeito da cidade mineira, Vadinho Baião (PT). "Foi uma comenda que o município instituiu em 2003, ano do centenário do compositor. O Presidente Lula estava na lista de homenageados na época, mas só tivemos a oportunidade de entregar agora", disse o prefeito.

Lula disse que deve voltar a dar entrevistas em três meses. "Quero desencarnar da presidência", disse. "Depois quero encarnar como cidadão brasileiro"

O prefeito de Ubá ainda presenteou Lula com uma caixa de doces de manga, especialidade da região, e uma garrafa de cachaça mineira.

A homenagem aconteceu no aeroporto da cidade, minutos antes de Lula embarcar de volta a São Paulo

Ontem, após ser paraninfo dos formandos da UFV e receber o título de honoris causa, o ex-presidente ganhou um jantar tipicamente mineiro, com feijão tropeiro, toucinho e goiabada cacão com queijo. Menos de dez pessoas participaram do jantar; entre elas, autoridades da universidade e o ministro da Educação, Fernando Haddad.

Lula virou história

O governo mal acabou, mas uma simples consulta a livrarias virtuais indica, até o momento, aproximadamente 50 livros lançados com o nome "Lula" no título - fora os demais, sem a menção direta. O número é significativo se comparado, por exemplo, aos cerca de 15 disponíveis on-line, a partir da mesma ferramenta, com "Fernando Henrique Cardoso" ou "FHC". Enquanto o ex-presidente tucano é o principal autor de suas obras - nesse caso, há mais de duas dezenas delas sendo oferecidas -, Lula não assina livro algum, mas sua história tem potencial para inspirar uma bibliografia jornalística e acadêmica ainda maior, especialmente a partir de agora, nesta fase de balanços e análises (talvez) menos polarizadas.

Um dos biógrafos mais ativos do Brasil, Fernando Morais não tem dúvida: "Lulinha dá um livraço". Autor de clássicos como "Chatô, o Rei do Brasil" e "Olga", Morais gostaria de escrever um livro com o mesmo fôlego desses sobre o ex-presidente. E ele não é o único com planos editoriais a respeito de Lula. O jornalista Kennedy Alencar prepara um dos livros mais aguardados sobre os oito anos do governo, a ser lançado pela Publifolha, no qual vai contar mais sobre os bastidores da vida palaciana. A pesquisadora Denise Paraná, autora de "Lula, o Filho do Brasil" (editora Fundação Perseu Abramo) - base do filme homônimo de Fábio Barreto -, também reuniu material para um novo livro, desta vez sobre a simbologia em torno do líder político.

O sociólogo Francisco de Oliveira planeja publicar no ano que vem "A Formação do Avesso: Predação de Classe e Trabalhos de Sísifo", pela Boitempo. "Sempre começo pelo título", diz. Seu objetivo é revisar a história brasileira, mostrando como o "lulismo" se encontraria na culminância de uma nova estratégia de dominação, iniciada há meio século, que se daria pelo avesso, ou seja, com a participação das próprias classes dominadas.

O fenômeno do lulismo é controverso, até por causa de seu ineditismo, aspecto com o qual concordam Oliveira e um dos seus principais interlocutores - e opositores - nesse debate, seu colega André Singer, porta-voz da Presidência até 2007. Também em 2012, Singer vai lançar um livro sobre o lulismo, que se baseará na tese de livre-docência que defenderá neste ano na Universidade de São Paulo (USP). "Quando comecei a fazer essa análise, estabeleci um diálogo com as hipóteses do professor Francisco de Oliveira", afirma Singer. "Concordo com ele no sentido de que temos algo novo, mas não acho que seja às avessas, até porque a política que continua a ser executada contempla aspectos do programa original do Partido dos Trabalhadores [PT], como a inclusão social, apesar da incorporação de elementos que não estavam presentes inicialmente, de extração neoliberal."

Toda a polêmica, de acordo com Fernando Morais, só faz apimentar uma virtual biografia. "É uma figura que merece algo mais exaustivo, acho que alguém vai fazer. Lula é adorado pela população, mas tem uma oposição dura. O Lula demonizado dá um sabor especial ao livro. Além disso, ele não é casmurro, o que ajuda o biógrafo. Este é um trabalho no qual eu tenho muito interesse e convivi bastante com o Lula."

No momento, entretanto, Morais prefere deixar o projeto amadurecer: "Pedi, por meio de amigos comuns, para gravar com Lula uma meia dúzia de depoimentos longos, sobre passagens importantes do governo, mas ele disse para desistir, porque ou sairia abobrinha ou perderia amigos. A poeira na alma dele ainda não baixou. Um dia, se topar, torço para que chute a bola para o meu lado."

Já o coordenador editorial da editora Fundação Perseu Abramo, Rogério Chaves, está mais otimista quanto à possibilidade de obter depoimentos do ex-presidente. A fundação tem entre seus propósitos contar a história do PT, e a ideia é preparar uma continuação do livro "Lula, o Filho do Brasil", que tem apresentação de Antonio Candido e se concentra no período de formação do filho de dona Lindu. A editora negocia a contratação de um novo autor. "Queremos amadurecer a ideia com o próprio Lula", conta Chaves. "A ideia é discutir menos o Lula como mito e sim como agente de um momento de grande mudança. Será necessário ter nessa edição a participação de uma pessoa com leitura política, que vá pegar também a fase do governo. Pensamos em aproveitar este ano, quando as informações estão mais recentes."

Além disso, a editora da fundação iniciou, no ano passado, a publicação de coleções técnicas sobre os dois mandatos. Uma delas é "2003-2010: o Brasil em Transformação", na qual serão lançados mais quatro volumes neste ano - sobre políticas sociais, direitos humanos, estatais e saúde.

A dificuldade de escrever sobre a trajetória do ex-presidente, segundo Denise Paraná, deve-se ao fato de Lula raramente dar depoimentos. "Até hoje, ele só deu depoimentos longos sobre a sua vida para a pesquisa que eu realizei. Foram muitos meses de entrevista, horas de conversa, no início dos anos 1990." Ao longo desses anos, Denise travou amizade com a família de Lula e frequenta casamentos e festas de Natal dos irmãos e dos sobrinhos dele. Já coletou amplo material sobre a construção simbólica do personagem, no Brasil e no exterior.

"Não me interessam tanto o lado político partidário, as disputas ou o balanço do governo. Quero escrever sobre a visão de mundo dele, destacando os aspectos subjetivos, ideológicos, culturais. Há muitos anos, eu tenho conversado com a família toda, observado como enfrentam as situações etc. Em "Lula, o Filho do Brasil", eu já trabalhava por meio dessa corrente da psico-história", diz.

No novo livro, vai analisar como Lula estaria contribuindo para o país se livrar do chamado "complexo de vira-lata", termo cunhado por Nelson Rodrigues quando observava a seleção nacional jogando futebol com potências estrangeiras. Segundo Denise, o brasileiro está entre os cinco povos mais otimistas do mundo quanto à mobilidade social, e Lula seria um símbolo importante desse ânimo.

"Existem pessoas que conseguem ascender socialmente. Em geral, saem da classe social baixa e se adaptam à nova classe. Deixam um lugar para ocupar outro. Mas com o Lula foi diferente: ele ocupa os dois lugares. Ele tem orgulho de ser o incluído e ao mesmo tempo o orgulho de ser o superexcluído. Isso dá um nó na cabeça da elite. Lula constrói espaço novo, a partir da comunicação direta com a população. Do ponto de vista simbólico, ele quebra paradigmas e modelos o tempo todo."

Em suas pesquisas no exterior, Denise chegou a se impressionar com a força do personagem, que chegaria a substituir Pelé como principal referência a respeito do país. "Muita gente que antes nem sabia onde fica o Brasil agora fala do país através da figura do Lula. É como se ele tivesse posto o Brasil no mapa-múndi."

Mas Denise reconhece que se trata de figura controversa: "Há quem diga que ele pratica populismo de direita, enquanto outras pessoas afirmam que é completamente revolucionário. Eu ouvi isso na França. Mas não estou dizendo que tudo deu certo no governo. O fato é que há muita coisa para estudar a respeito desses últimos oito anos: foram infinitas e profundas as transformações."

Boa parte do que diz poderia servir de subsídio a uma explicação do "lulismo". De acordo com André Singer, a base do fenômeno, que se configurou claramente a partir da reeleição de 2006, se encontra nos estratos de mais baixa renda da população - sendo o Bolsa Família um ingrediente não desprezível nesse conjunto. "É uma camada da população com perspectiva de mudança de renda, mas pode ser considerada conservadora por querer essas mudanças sem ameaça à ordem estabelecida. O lulismo tem elementos carismáticos, sobretudo no Nordeste, mas é um movimento real da sociedade, democrático. Embora não formalizado, tem fôlego para durar muitos anos", afirma.

Para Oliveira, sem entender o lulismo dificilmente se entende o Brasil de hoje: "Mesmo porque o lulismo nos devora". Em sua opinião, Lula é um ilusionista: "Ele tira coelho da cartola o tempo todo. Não é o escravismo ou o patrimonialismo que explicam o atraso atual. Não se trata de uma herança de 500 anos. No livro, vou fazer a revisão da história para mostrar como essa formação do avesso se refere aos últimos 50 anos, a uma escolha das camadas dominantes. Houve uma opção pelo atraso. Cria-se a pobreza, que não é brasileira, como forma de controle e dominação. Lula tira benefício disso. Seu governo foi a culminância desse processo. Não houve avanço institucional nestes oito anos. Assim como as classes dominantes, Lula dança sobre a miséria para construir a sua popularidade."

O Brasil vive uma "falsa euforia", diz Oliveira. "Sobraram para o país os produtos baratos. É a euforia de quem chegou atrasado ao baile, a celebração da derrota da vitória. Todos estão contentes, mas sobre cultura e cidadania não temos nada. Chegou-se aos bens de consumo, mas não à civilidade", comenta. "Estamos vivendo um fascismo do consumo. As pessoas se detestam, desapareceu qualquer traço de solidariedade pessoal e social. Os valores que a sociedade deveria cultivar, ela não cultiva. Há uma tensão fascista no ar. Sempre que um materialista começa a relacionar feitos sociais, pode desconfiar que atrás existe um cheiro de fascismo." O sociólogo, que é ex-petista, reitera: "Fizeram do Lula a imagem idealizada do anjo operário, o que ele não é. Faz muitas décadas que ele deixou de ser operário. A tragédia brasileira é imensa."

Como observa Morais, "herói de bronze só tem em praça pública" e a figura de Lula, como se vê, está longe do consenso. Por enquanto, na imprensa e em seminários, o momento é dos primeiros balanços. Especula-se qual seria sua participação na gestão da sucessora, Dilma Rousseff, e se voltaria a se candidatar à Presidência, embora Denise Paraná, até o momento a maior especialista na biografia lulista, aposte que não há volta: "Lula nunca andou para trás. Quando saiu da presidência do sindicato, disseram o mesmo, que ele voltaria, mas não foi o caso. Sempre foi assim na trajetória dele. O Brasil agora já fica pequeno para Lula, que tem a possibilidade de fazer muita coisa pelo mundo. Duvido que se candidate novamente, até porque entrou para a história como o presidente mais popular do país".

Kennedy Alencar, que cobriu os dois mandatos pela "Folha de S. Paulo", em Brasília, fez questão de esperar que Lula deixasse o Planalto para terminar seu livro sobre o governo só agora. "Achei melhor assim, para ter uma perspectiva mais ampla", afirma Alencar, que começou a redigi-lo de maneira mais intensa no ano passado. Já publicou algo do que saiu na própria "Folha", em dezembro. "Desde a eleição do Lula em 2002, pensava em escrever algo, com material apurado que eu não tinha como usar no dia a dia. Reuni muitos bloquinhos de anotação ao longo dos anos. Eu sempre escrevia um pouco e guardava."

Sua intenção é identificar os piores e melhores momentos, contar sobre a sucessão de escândalos enfrentados, como o caso Waldomiro Diniz e o mensalão, falar da crise econômica, das políticas sociais etc. "Vou detalhar um pouco mais. Ainda vou ter algumas conversas. A gente nunca para de apurar. Estou com todo o material arquivado, mas quero tempo para fazer com mais calma." Haveria ainda alguma revelação importante? "Eu acho que sim, porque jornalista nunca consegue mostrar tudo. A relação entre imprensa e governo é naturalmente tensa, sempre vai ter algo para descobrir." Além disso, o próprio Lula gostaria de voltar ao assunto do mensalão este ano, como lembra o jornalista: "É muita história para contar".(Valor Econômico)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Raimundo Colombo, de pires na mão

Municípios iniciam a reconstrução
Prejuízos com enchente em Santa Catarina chegam a R$ 413 milhões
Os prejuízos com a enchente ocorrida em Santa Catarina no último final de semana chegam a R$ 413,6 milhões, sendo que R$ 80,6 milhões são para obras emergenciais e R$ 333 milhões para os municípios. As informações são do secretário de Infraestrutura, Valdir Cobalchini, que encaminhou na tarde da última segunda-feira (25) um relatório detalhado ao governador Raimundo Colombo.
Nas rodovias estaduais estão incluídas obras emergenciais nas rodovias e pavimentadas e não pavimentadas, em pontes e pontilhões atingidas pela enchente. Os maiores prejuízos estão na região do Vale, onde chegam a R$ 20 milhões, e no Sul, com R$ 19,5 milhões. Este relatório foi entregue na quarta-feira (27) pelo governador ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho.
Nos municípios, os maiores prejuízos apontados no relatório estão no municípios de Mirim Doce e Jaraguá do Sul, com R$ 15 milhões cada um, seguidos de São Francisco do Sul, Florianópolis e Ilhota, com R$ 12 milhões cada um.
O relatório foi montado a partir de informações levantadas pelos técnicos da Secretaria de Infraestrutura, Deinfra, Defesa Civil, Secretarias de Desenvolvimento Regional e Prefeituras.

Governo garante recursos
O governador Raimundo Colombo se encontrou com a presidente Dilma Roussef, esta semana, em Brasilia. O encontro foi mediado pelo ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, e pela ministra da Pesca, Ideli Salvatti. A visita garantiu a Santa Catarina um aporte de R$ 40 milhões para atendimento emergencial aos municípios atingidos pelas chuvas do último final de semana.
Do valor, R$ 30 milhões serão liberados por meio do Ministério da Integração Nacional e o restante pelo Ministério dos Transportes. Em contrapartida, o Estado vai destinar R$ 20 milhões para a recuperação de municípios atingidos. "Agora a Defesa Civil vai buscar tecnicamente como investir esses valores e sanar o mais rápido os problemas causados pela enxurrada", afirmou o governador.
O encontro, que durou pouco mais de 5 minutos, foi realizado após o governador Raimundo Colombo e a comitiva catarinense se encontrarem com Palocci. Na reunião, o ministro-chefe da Casa Civil recebeu informações sobre os números da enxurrada que afetaram mais de 900 mil pessoas, em 74 municípios. 60 cidades estão em situação de emergência e um - Mirim Doce - decretou estado de calamidade pública.
"Volto para Santa Catarina otimista com as reuniões que realizamos. Tratamos de ações emergenciais e de assuntos imprescindíveis, como a questão das BRs e do aeroporto de Florianópolis. Volto também agradecido pela atenção da presidente e de todos os ministros neste momento tão especial para Santa Catarina", disse o governador.
Na comitiva catarinense estavam os secretários de Infraestrutura, Valdir Cobalchini; de Planejamento, Felipe Mello; de Articulação Nacional, Acélio Casagrande; o diretor da Defesa Civil, major Márcio Alves; e o futuro secretário de Desenvolvimento Sustentável, Paulo Bornhausen. O encontro com o Palocci também foi acompanhado pelo deputado federal Edinho Bez e pelo prefeito de Joinville, Carlito Merss.

Porto Belo tenta recuperar
áreas atingidas pela chuva
Depois das fortes chuvas do último final de semana, que ocasionaram inundações em diversos bairros do município de Porto Belo, a semana iniciou com muito trabalho para recuperar a cidade.
Ainda no sábado (22), começou o trabalho de limpeza e recuperação da cidade. Caminhões permanecem passando pelas ruas recolhendo móveis de moradores atingidos pelas enchentes. Já na Praia de Perequê, uma verdadeira operação vem sendo realizada. Dois caminhões e uma patrola fazem a limpeza da faixa de areia, retirando o que a maré trouxe para a praia. O objetivo é que até este final de semana, todas as praias estejam limpas.
No início da semana, a Prefeitura Municipal já havia encaminhado notificação preliminar de desastre ao Sistema Nacional de Defesa Civil.
Conforme registros da Defesa Civil de Porto Belo foram atingidas cerca de 621 pessoas. As áreas mais afetadas foram o bairro centro, incluindo a localidade do Beco do Amadeu e Morro de Zimbros; bairro Vila Nova, nos loteamentos Copacabana e Vila Nova II. Também foram atingidas áreas do bairro Perequê nos loteamentos Regina, Gian e Giovanni, Jardim Dourado II e Dal Ri.
As pessoas afetadas pela enchente estão sendo atendidas pela Secretaria de Assistência Social e CRAS, através de cadastros. Basta procurar Secretaria de Assistência Social e CRAS, de segunda à sexta-feira, das 13h às 19h. É necessário apresentar RG e comprovante de residência. O endereço é Avenida Governador Celso, nº 2986, centro. Fone (47) 3369-6018.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

RAIMUNDO COLOMBO, VAMOS TRABALHAR CARA!

58 cidades decretam emergência por causa da chuva em SC

Cerca de 900 mil pessoas foram afetadas pelos temporais, diz Defesa Civil.
Cinco pessoas morreram e mais de 25 mil tiveram de sair de suas casas.
Do G1, em São Paulo


Chega a 58 o número de cidades que estão em situação de emergência por causa das chuvas que atingem Santa Catarina desde a semana passada. O município de Mirim Doce está em estado de calamidade pública. No total, 68 cidades registraram prejuízos com as chuvas, conforme balanço da Defesa Civil divulgado na tarde desta terça-feira (25).


Mais de 25,9 mil pessoas tiveram que deixar suas casas no estado. A Defesa Civil registra 23.997 desalojados e 1.926 desabrigados. Foram danificadas, em todo o estado, mais de 22,5 mil residências. Cerca de 900 mil pessoas foram afetadas pelos temporais.

As cidades em emergência são Antônio Carlos, Anitápolis, Alfredo Wagner, Águas Mornas, Anita Garibaldi, Armazém, Araquari, Balneário Arroio do Silva, Balneário Barra do Sul, Biguaçu, Barra Velha, Braço do Norte, Bombinhas, Camboriu, Cocal do Sul, Corupá, Criciúma, Forquilhinha, Gaspar, Grão Pará, Gravatal, Guaramirim, Governador Celso Ramos, Içara, Ilhota, Imaruí, Itapoá, Itaiópolis, Jaraguá do Sul, Joinville, Jacinto Machado, Laurentino, Lauro Muller, Maracajá, Massaranduba, Meleiro, Morro da Fumaça, Morro Grande, Nova Veneza, Palhoça, Passo de Torres, Pedras Grandes, Santa Rosa do Sul, Santo Amaro da Imperatriz, São Bento do Sul, São Francisco do Sul, São João do Sul, São Martinho, Siderópolis, Sombrio, São José, São José do Cerrito, Rio do Campo, Taio, Turvo, Timbé do Sul, Tubarão e Urussanga.

Mortes

Cinco pessoas morreram por causa da chuva em Santa Catarina. Em Florianópolis, foram registradas três mortes: um menino de 8 anos, que caiu em um córrego, um homem de 38 anos, que foi atingido por um raio, e uma turista italiana, que caiu em um rio após o desabamento de uma ponte.

Em Massaranduba, uma menina de três meses morreu. A criança estava nos braços de uma tia, que foi arrastada pela enxurrada. Em Jaraguá do Sul, um operário de 42 anos foi atingido por um raio.

Outras 162 pessoas ficaram feridas e 79 estão enfermas, segundo a Defesa Civil.

Donativos

A Defesa Civil encaminhou donativos para a população dos municípios atingidos. Foram enviados: colchões, cestas básicas, kits de limpeza, água potável, lonas e roupas de cama, entre outros.

NADA DE NOVO

Alckmin confia a ‘condenado’ cofre de R$ 2,5 bilhões


Eduardo Knapp/Folha














Chama-se José Bernardo Ortiz o novo presidente da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação), órgão do governo de São Paulo.


Tucano, José Ortiz deve a nomeação ao governador Geraldo Alckmin.

Na nova função, vai comandar uma arca anual de R$ 2,5 bilhões.

Dinheiro destinado à construção e reforma de escolas e ao custeio de projetos pedagógicos.

Pois bem. O repórter Fausto Macedo informa que o escolhido de Alckmin frequenta dez ações judiciais na condição de réu.

Desse total, oito ações foram alicerçadas na Lei da Improbidade. Absolvido em três, José Ortiz aguarda o julgamento de recursos da Promotoria ao TJ-SP.

Outros quatro processos esperam pela sentença de juízes de primeira instância. E há um caso em que o réu foi condenado.

Refere-se à contratação de servidores sem a realização de concurso público, em Taubaté. A despeito de negar a intenção de dolo, José Ortiz foi condenado em primeiro grau.

Recorreu ao TJ, que confirmou a sentença. Foi, então, a Brasília. Tenta reverter o infortúnio no STJ.

Em nota oficial, a assessoria de Alckmin escreveu: José Ortiz “é um homem público reconhecidamente honesto".

Acrescentou: “Sobre os processos em questão, todos eles ainda passíveis de recursos...”

“...É preciso ressaltar que foi explicitada, em mais de uma decisão, a inexistência de prejuízo ao erário e de enriquecimento ilícito".

Tome-se por verdadeira a nota do Palácio dos Bandeirantes. Nesse caso, os responsáveis pela condenação de José Ortiz decerto acreditam no seguinte:

Nada pode ser mais suspeito do que “um homem público reconhecidamente honesto”.

Demo-tucanos no divã: EUA amplia intervenção estatal no setor petrolífero

Depois dessa notícia já tem demo-tucano, inclusive jornalistas como Miram Leitão, Sardenberg, Jabor e assemelhados procurando psicoterapia para se tratar, não de TOC, mas de "TOCONEP" ("Transtorno obssessivo compulsivo pelo neoliberalismo privatista")... Deixando a piada de lado, vamos à notícia de fato:


Depois do derramamento de 4,9 milhões de barris no Golfo do México com a explosão de uma plataforma da British Petroleum, as autoridades estadunidenses criaram uma comissão responsável por apontar as causas e propor sugestões para evitar novos desastres.

Corrupção no governo dos EUA pelas petroleiras privadas igual no período neoliberal de FHC

O resultando deste trabalho levou a conclusões assustadoras. Descobriram o elevado grau de corrupção no interior do Mineral Management (agência encarregada de regular o setor petrolífero).

Martin Durbin, vice presidente da API (Americam Petroleum Institute), principal lobby petrolífero dos EUA, reconheceu este problema afirmando que "As relações entre o Mineral Managament e indústria petrolífera tornaram-se bastante acolhedoras". Tem mais: Nos Estados Unidos 3 em 4 lobistas da indústria do petróleo trabalharam no governo federal, apurou uma reportagem do Washington Post.

O discurso ideológico e fundamentalista liberal tornou-se o responsável por esta degeneração administrativa ao propor o afastamento do Estado de suas atividades regulamentadoras, legitimando ações de negligência da segurança em nome do maior lucro possível. O relatório da comissão oficial de investigação confirma estas afirmativas.

O Estado mínimo morreu

A crença ideológica no mercado auto-regulado promovendo a concorrência sem interferência estatal conduzindo ao paraíso do consumo mostrou-se falsa. O governo dos EUA encontrava-se diante de um quadro ameaçador para sua economia considerando-se a segurança energética somados aos problemas decorrentes da catástrofe ambiental presente e futura.

E qual foi a solução? Segurem a Miriam Leitão, Aécio Neves, Geraldo Alckmin, FHC e José Serra para eles não desmaiarem: A solução foi ampliar a intervenção do Estado.

Os Estados Unidos reformularam todo processo de pesquisa, autorização e exploração offshore reduzindo o poder decisório das empresas a partir da criação de duas novas agências para o setor petrolífero.

Imaginem estas modificações ocorrendo em qualquer país produtor da América Latina, como Venezuela ou Equador. O apelo seria o de sempre: "Marines neles!"

Vejamos as novidades do processo de intervenção governamental nos EUA. O novo Ocean Energy Management (BOEM) vai analisar a viabilidade econômica das novas autorizações, aprovar ou negar permissão para pesquisa, administrar o plano de execução, promover estudos ambientais. Outra agência criada foi o Comitê de segurança ambiental responsável por fiscalizar todas as operações de campo e assumirá o controle dos programas de vazamento de óleo. Foi também estabelecido um Conselho Cientifico de caráter consultivo constituído por 13 membros representando o governo, setor petrolífero, universidades e institutos de pesquisa para assessorar diretamente o Secretário do Interior na elaboração de novas políticas de segurança e exploração.

Nos Estados Unidos , os oligopólios do petróleo cresceram graças ao apoio estatal efetivado na forma de incentivos fiscais e apoio militar sobre o controle de áreas produtivas de outros países. Lá não existe uma estatal do petróleo, entretanto as indústrias petrolíferas não atuam objetivando a exportação de óleo bruto devendo em primeiro lugar garantir o abastecimento interno. (Com informações do Pravda)

Essa não deu na Folha:Folha de S. Paulo perde liderança em circulação

Liderança do jornal paulistano durou 24 anos. Maior periódico do País em 2010 foi o popular mineiro Super Notícia


Ainda faltam alguns poucos dados relativos a dezembro para que o Instituto Verificador de Circulação (IVC) feche o seu balanço com o desempenho dos jornais brasileiros em 2010. Apesar disso, o resultado final deve ficar próximo de uma leve alta de 1,5% na circulação total, considerando os títulos auditados em 2010 e na maior parte de 2009.

Nos números já finalizados, a principal novidade é a perda de liderança da Folha de S. Paulo, que era o jornal de maior circulação no país desde 1986. Embora já tivesse perdido a liderança em alguns meses, em 2010 isto ocorreu pela primeira vez no consolidado de um ano. O topo do ranking do ano passado foi do Super Notícia, título popular de Belo Horizonte. Enquanto a Folha manteve estabilidade, na casa dos 294 mil exemplares por edição, o Super Notícia cresceu 2%, atingindo média de 295 mil.

Entre os dez títulos líderes, a maior alta foi de O Estado de S. Paulo, que avançou 11%, chegando a 236 mil exemplares por edição. As maiores quedas foram do Lance, que encolheu 24%, ficando próximo de 95 mil, e do carioca Meia Hora, que viu sua circulação diminuir 15%, atingindo 158 mil exemplares por edição.

Os 10 jornais de maior circulação no Brasil em 2010 e suas respectivas médias por edição foram:

1º Super Notícia: 295.701

2º Folha de S. Paulo: 294.498

3º O Globo: 262.435

4º Extra: 238.236

5º O Estado de S. Paulo: 236.369

6º Zero Hora: 184.663

7º Meia Hora: 157.654

8º Correio do Povo: 157.409

9º Diário Gaúcho: 150.744

10º Lance: 94.683

A informação é da coluna Em Pauta, publicada na edição 1443 de Meio & Mensagem, que circula com data de 24 de janeiro de 2011

Sem concurso, Anastasia incha folha com 1.314 cargos

O governo de Minas irá criar mais 1.314 cargos comissionados até 2014. A decisão consta do decreto de lei delegada 182 assinada pelo governador Antonio Anastasia (PSDB) e publicado no último sábado no Minas Gerais, diário oficial do Estado. Os novos cargos representam um aumento de 28,85% no número de postos comissionados de chefia, direção e assessoramento já existentes. Do total de comissionados (17,5 mil), o porcentual representa um acréscimo de 7,4%.


Ao comentar recentemente a falta de espaço para a concessão de reajustes ao funcionalismo público neste ano, o próprio governador admitiu que no Orçamento sancionado para 2011, os gastos com pessoal deverão ultrapassar o limite prudencial previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), de 46,55%, e ficar próximo do limite de 49%.

Anastasia recebeu poderes da Assembleia Legislativa para editar leis delegadas até 31 de janeiro, que podem mexer com toda a administração estadual, sem a necessidade de aval do Parlamento. Em seu primeiro ato administrativo, o governador assinou decreto criando três novas secretarias e os cargos de secretários extraordinários da Copa do Mundo, de Gestão Metropolitana e de Regularização Fundiária.

Alegando abuso na utilização do instrumento, o PT-MG prometeu ingressar com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adi) contra o projeto de resolução do Executivo, aprovado no fim do ano passado e que permitiu a edição de leis delegadas.

Futuro líder da bancada petista na Assembleia, o deputado estadual eleito Rogério Correia, criticou a criação de novos postos comissionados. "Minas está precisando é de concurso público, não de mais cargos comissionados", disse ele, em nota distribuída à imprensa.""Estado

LULA E DILMA PARTICIPAM DA HOMENAGEM A JOSÉ ALENCAR NO ANIVERSÁRIO DE SÃO PAULO




O ex-vice-presidente da República José Alencar, foi homenageado pela prefeitura de São Paulo com a Medalha 25 de Janeiro.



A presidenta Dilma Roussef prestigiou a homenagem, entregando a medalha pessoalmente. Lula também compareceu à homenagem.



Alencar emocionou-se com a homenagem, falou sobre seu delicado estado de saúde (ele saiu do hospital apenas durante a homenagem), agradeceu apoios e preces, e exibiu sua alegria de viver na hora de falar:



- Como me ensinou o Lula, os discursos têm que ser que nem vestidos. Não podem ser tão curtos que nos escandalizem, nem tão longos que nos entristeçam. - disse o ex-presidente.



Ele elogiou a força da economia de São Paulo, mas não deixou de lembrar o papel do governo Lula, do qual ele participou, para colocar a economia nos trilhos e fazer da crise internacional a marolinha:



- Que me desculpem aqui, mas tenho que dizer que esse Brasil vai bem graças à dedicação do presidente Lula - disse.



Também compareceram, além do prefeito anfitrião Gilberto Kassab (DEMos/SP), o atual vice-presidente Michel Temer (PMDB/SP) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB/SP).



Alckmin, ao discursar, abandonou o discurso oposicionista, dizendo: - Quero dizer para a presidente Dilma da minha alegria de recebê-la aqui e desejo um ótimo mandato..



FHC foge de vaias e deixa para receber sua medalha depois, pela porta dos fundos



Kassab também resolveu agraciar FHC com a medalha, mas o ex-presidente demo-tucano não compareceu, alegando estar na Suíça (O que FHC foi fazer na Suíça, onde há contas bloqueadas da propina da Alstom a tucanos paulistas?).



Assim FHC receberá a medalha em outra ocasião, sem a presença de populares e sem vaias. Poderá entrar pela prefeitura soturnamente, chegando em carro com vidros escuros e entrando diretamente na garagem, pela porta dos fundos, bem longe da vista de populares.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

VERGONHA EM SANTA CATARINA

Filha de governador do século 19 recebe pensão em SC

JEAN-PHILIP STRUCK
DE CURITIBA

Hercília Catharina da Luz, 89, filha de Hercílio Luz, que governou Santa Catarina por três mandatos na República Velha (1889-1930), recebe atualmente R$ 15 mil por mês dos cofres públicos.
Desde 1992, ela é beneficiada por uma lei complementar do Estado que garante a pensão para viúvas e filhos de ex-governadores.
Hercília é a última filha de Hercílio Luz ainda viva. O governador, que morreu em 1924, teve 19 filhos. Até 2010 ela foi dona de um cartório em Florianópolis.
A lei complementar que garante os pagamentos prevê uma pensão para filhos de ex-governadores com menos de 18 anos de idade ou que sejam inválidos.
O governo de Santa Catarina não informou se Hercília recebe a pensão por se enquadrar no último caso.
A reportagem procurou Hercília para falar sobre o benefício, mas uma funcionária sua afirmou que a filha do governador não falaria por estar bastante debilitada devido à idade avançada.
VIÚVAS
Também são beneficiadas por pensões três viúvas de ex-governadores.
Uma delas é Despina Boabaid, viúva de José Boabaid, presidente da Assembleia Legislativa que assumiu o governo de Aderbal Ramos da Silva (1947-1951) em ocasiões em que o governador se afastou por problemas de saúde.
As outras são Kirana Atherino Lacerda, viúva de Jorge Lacerda (governador de 1956 a 1958), e Vera Maria Karam Kleinübing, viúva de Vilson Kleinübing (1991-1994).
Em 2008, um projeto aprovado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina aumentou em mais de 300% o valor das pensões.
Juntas, as viúvas consomem R$ 45 mil por mês dos cofres públicos.
EX-GOVERNADORES
Também há na Constituição estadual um artigo que garante pensão de R$ 22 mil para ex-governadores.
Oito antigos ocupantes do cargo recebem atualmente o benefício.
O mais recente é Leonel Pavan (PSDB), que governou Santa Catarina por nove meses no ano passado.
Também são beneficiados os ex-governadores Colombo Salles, Antônio Carlos Konder Reis, Henrique Córdova, Esperidião Amin, Casildo Maldaner, Paulo Afonso Vieira e Jorge Bornhausen.
No total, os pagamentos de ex-governadores e viúvas em Santa Catarina consomem quase R$ 237 mil por mês --ou R$ 3,1 milhão por ano, contando o 13º.
Além do pagamento de aposentadorias a ex-governadores, Santa Catarina dá o benefício para ex-deputados estaduais.
O Ministério Público questiona a legalidade destas remunerações.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Ministra cobra eficiência de cidades vulneráveis a desastres naturais

A ministra de Aquicultura e Pesca, Ideli Salvatti, cobrou hoje das autoridades municipais responsáveis pela gestão de cidades vulneráveis a mais qualidade nos projetos de prevenção de desastres naturais. Dois anos após as enchentes que deixaram mais de 100 mortos, Santa Catarina se vê novamente atingida pelo mesmo problema.
À Agência Brasil, a ministra destacou, porém, que cabe aos prefeitos cobrar mais obras de prevenção. “O governo federal ou o governo estadual não podem fazer drenagens de rios ou obras de contenção de encostas pelas suas vontades. Isso praticamente seria uma intervenção”, disse ela.
O boletim divulgado às 15h pela Defesa Civil de Santa Catarina, mostra que 745,3 mil moradores de 50 municípios já foram afetados de alguma forma pelas fortes chuvas que caem no estado desde o dia 18. Até o momento, a Defesa Civil registrou cinco mortos. Em 2008, 60 cidades e mais de 1,5 milhão de pessoas foram afetadas pelas chuvas. O número de mortos chegou a 135.
Ideli Salvatti ressaltou que vê, frequentemente, reclamações sobre atrasos na liberação de recursos do Ministério da Integração Nacional para obras de prevenção contra calamidades públicas. Entretanto, ela ressaltou que boa parte dos recursos para viabilização dos projetos se encontra no Ministério das Cidades. “A prevenção não se concentra em um ministério só. São várias as pastas envolvidas nessa área”.
Para ela, viabilizar essas obras de prevenção significa inverter a lógica da cobrança. Salvatti acredita que é preciso provocar os prefeitos para que tomem a iniciativa de propor parcerias e convênios com a União.
Hoje, a cidade catarinense de Mirim Doce decretou estado de calamidade pública. A Defesa Civil do estado informou que, em Mirim Doce, 900 pessoas estão desalojadas; 150 desabrigadas e 600 deixaram as residências. O levantamento também mostra que 163 residências foram danificadas e 30 destruídas pelas chuvas. Também foram registrados 100 feridos leves e 15 em estado grave. No total, 2,5 mil pessoas no município foram afetadas de alguma forma pelas chuvas.
Da Agência Brasil

sábado, 22 de janeiro de 2011

RAIMUNDO COLOMBO (DEM) VAMOS TRABALHAR

Chuva isola quatro cidades de Santa Catarina

No centro do município de Mirim Doce, a água chegou a 1,5 m

Os temporais que atingem Santa Catarina há pelo menos sete dias deixaram quatro cidades isoladas ou tornaram o acesso por terra quase impossível, segundo a Defesa Civil e a Polícia Militar Rodoviária do Estado catarinense.
O município de Mirim Doce é o principal deles. Situado a cerca de 230 quilômetros de Florianópolis, ele foi atingido por uma forte chuva na madrugada de sexta (21) para sábado (22).
Houve queda de barreiras na estrada de acesso à cidade, a SC-425, de acordo com a Defesa Civil. O município está debaixo de água e a equipe de ajuda do órgão público tentou por horas entrar na cidade, mas apenas conseguiu chegar às 11h de hoje.
As perdas materiais são grandes, e a Prefeitura de Mirim Doce informou que a altura da água no centro da cidade está a 1,5 m. Não há contabilidade de vítimas. As informações são da Defesa Civil.
Em Araquari, a 168 quilômetros da capital catarinense, a chuva provocou a queda da ponte que dá acesso ao município. Não há mais rota terreste, e a única forma de chegar à cidade é pelo ferry boat, de acordo com a Polícia Militar Rodoviária. A rodovia que liga Araquari com o Estado é a BR-280.
A mesma estrada garante o único acesso terrestre à São Francisco do Sul, cidade a 180 quilômetros de Florianópolis.
Segundo a Polícia Militar Rodoviária, um trecho da rodovia está debaixo de água, bloqueado desde a tarde de ontem. A SC-301 também está passando pelo mesmo problema.
Voltou a chover em Jaraguá do Sul, a 185 quilômetros de Florianópolis. O acesso à cidade está complicado por via terrestre, de acordo com a Defesa Civil, que não confirma o problema ocorrido na região.

RAIMUNDO COLOMBO (DEM) VAMOS TRABALHAR

Chuva provoca cinco mortes em Santa Catarina
Entre as vítimas estão um bebê e uma turista italiana que teve o carro arrastado pela água quando passava por uma ponte. Não perca essa e outras reportagens no JN deste sábado.

Você vai ver esta noite no Jornal Nacional. A chuva provocou cinco mortes em Santa Catarina nas últimas 24 horas. Entre as vítimas estão um bebê e uma turista italiana que teve o carro arrastado pela água quando passava por uma ponte. Vinte e oito cidades do estado já decretaram situação de emergência.
E nesta época de férias, quando muita gente viaja, nossos repórteres mostram quais são os direitos do consumidor que tem os pertences furtados dentro de hotéis.
Na última reportagem da série sobre a Mata Atlântica do projeto Globo Natureza, você vai saber porque a onça pintada é importantíssima para a saúde do ecossistema. Pesquisadores estimam que só restem dez exemplares no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná.
E no esporte, a primeira medalha e o primeiro recorde mundial dos brasileiros no mundial paraolímpico de atletismo. E os gols dos campeonatos estaduais.
É às 20h30, horário de Brasília. Você vai ver no Jornal Nacional e, logo depois do JN, aqui na internet. Não perca.

RAIMUNDO COLOMBO (DEM) VAMOS TRABALHAR

Walter Alves / Agencia de Noticias Gazeta do Povo / Chuvas alagam Joinville e obrigam moradores a saírem de suas casas Chuvas alagam Joinville e obrigam moradores a saírem de suas casas Chuvas

28 municípios de Santa Catarina estão em situação de emergência

Em todo o estado, cinco pessoas já morreram desde que as chuvas começaram. A ponte da BR-280 que dá acesso a São Francisco do Sul está interditada
22/01/2011 | 16:05 | atualizado em 22/01/2011 às 19:18 | Vitor Geron e Osny Tavares, com agências

A Defesa Civil de Santa Catarina informou que 28 municípios de Santa Catarina decretaram situação de emergência em função das chuvas que castigam o estado. Até as 18h30 deste sábado (22), 640.121 pessoas em 48 cidades foram afetadas pelo temporal desde a última terça-feira (18). Ao todo, 12.861 pessoas estão desalojadas (tiveram as residências atingidas e foram abrigadas por parentes) e 1.914 estão desabrigadas (deixaram as casas e foram encaminhadas para abrigos públicos). Há ainda 194 pessoas que, por motivo de segurança, foram deslocadas para outras regiões. Cinco mortes já foram confirmadas e outras 42 pessoas ficaram feridas no estado.
Vinte e oito cidades decretaram situação de emergência. A situação mais grave é de Joinville. No município, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil registraram deslizamentos de terra e alagamentos principalmente na região Oeste. Entre os bairros mais afetados estão Morro do Meio e Vila Nova. Desde a quarta-feira (19), a cidade registra 6.285 pessoas desalojadas, 52 desabrigadas e 150 mil afetados pela enchente ou falta de luz e água. Os desabrigados estão sendo encaminhados para ginásios e colégios próximos aos bairros onde moram. Equipes do Corpo de Bombeiros estão de prontidão já que deve chover mais no final da tarde.
De acordo com a Defesa Civil, as 48 cidades afetadas pelas chuvas são (em destaque as que decretaram situação de emergência): Agrolândia, Anitápolis, Antonio Carlos, Anita Garibaldi, Armazém, Araquari, Balneário Arroio do Silva, Biguaçu, Barra Velha, Bombinhas, Cocal do Sul, Corupá, Criciúma, Florianópolis, Forquilhinha, Grão Pará, Guaramirim, Gaspar, Governador Celso Ramos, Içara, Ilhota, Imaruí, Itapoá, Jaraguá do Sul, Joinville, Lauro Muller, Maracajá, Massaranduba, Meleiro, Mirim Doce, Morro da Fumaça, Morro Grande, Nova Veneza, Orleans, Palhoça, Passo de Torres, Pedras Grandes, Porto Belo, Santo Amaro da Imperatriz, São Francisco do Sul, Schroeder, Siderópolis, Sombrio, São José do Cerrito, Rio do Campo, Taio, Tubarão e Urussanga.
A Defesa Civil está atendendo os municípios atingidos com o envio de alimentos e materiais para atendimento imediato da população. Foram adquiridos e enviados produtos como colchões, cestas básicas, kits de limpeza e água potável.
Para Araquari foram destinados 200 colchões, 200 cestas básicas e 200 kits de limpeza. Para Jaraguá do Sul foram encaminhados 500 colchões, mil kits de limpeza, 5 mil litros de água e cestas básicas. Para Mirim Doce foram 300 kits de limpeza, 300 cestas básicas, 300 colchões e 5 mil litros de água. Joinville recebeu 100 cestas básicas. Já para São Francisco do Sul foram 80 colchões, 3 mil litros de água e 300 cestas básicas.
Mortes
Uma menina de três meses morreu ao ser arrastado pelas águas em Massaranduba, na noite desta sexta-feira (21), segundo informações da Defesa Civil do estado. De acordo com dados preliminares sobre a ocorrência, a menina Andressa Vitória Windorss, caiu dos braços da mãe, que atravessava um córrego para fugir de um alagamento.
Em Florianópolis, Guilherme Matos Deamarch, de 8 anos, morreu depois de cair em um córrego nesta sexta-feira (21). Segundo a Defesa Civil, a criança foi levada pela correnteza, que está mais forte por causa da chuva que atinge a cidade.
Na tarde deste sábado foram confirmadas mais duas mortes na capital catarinense. Valéria Biavaschi, de 42 anos, morreu ao tentar atravessar de automóvel uma ponte que desabou. Rafael Alves, de 38 anos, foi encontrado morto em Canasvieiras. A Defesa Civil acredita que ele tenha sido atingido por um raio.
Em Jaraguá do Sul (SC), na tarde de quinta-feira (20), o operário Luís Carlos Raine, de 42 anos, morreu após ser atingido por um raio. Segundo a Defesa Civil, ele trabalhava em uma obra quando começou a chuva e tentou recolher alguns materiais. Ele teria sido atingido pela descarga elétrica.
São Francisco do Sul
A ponte da BR-280 que dá acesso a São Francisco do Sul está interditada. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal, as fortes chuvas da madrugada de sexta-feira (21) para sábado (22) provocaram um desmoronamento na cabeceira da ponte. A ligação deve ser liberada dentro de cinco dias. Por hora os motoristas precisam fazer caminhos alternativos.
Rodovias
As chuvas também prejudicaram o trânsito nas rodovias federais. A BR-280 está totalmente interditada no km 28. No km 80, também há interdição, mas existe um desvio que não prejudica o tráfego. Em ambos os trechos os problemas foram nas cabeceiras de pontes. Na BR-470, o trânsito flui lentamente no km 217 devido a trabalhos de remoção de pequenas quedas de barreiras no acostamento. Já no km 206, uma queda de barreira interrompe duas das três faixas. A BR-101 está em meia pista no km 192, em Biguaçu, devido à remoção de queda de barreira no sentido sul.
A chuva também afetou diversas rodovias no estado. De acordo com a Policia Rodoviária Estadual, no km 291 da SC-280, em Porto União, houve deslizamento de terra e o tráfego funciona em meia pista no local. Na SC-416, entre Pomerode e Jaraguá do Sul, a queda de uma barreira no km 29 interditou o trecho.
Na SC-413, em Massaranduba, houve queda de barreira no km 55 que deixou o trânsito em meia pista. Em Blumenau, na SC-474, o trânsito também flui em meia pista. Já no km 139 da SC-301, em São Bento do Sul, a pista cedeu e o tráfego flui pelo desvio lateral.
Falta de luz
A Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) informou que as chuvas e os ventos no estado afetaram os sistemas elétricos das regiões de Joinville, Jaraguá do Sul e Rio do Sul. Até as 17h30 deste sábado, cerca de 13.156 unidades consumidoras se encontravam sem energia elétrica, sendo 4.159 em Rio do Sul, 3.366 em Joinville e 2.547 em Mafra. Em Florianópolis são 1.250 unidades consumidoras com abastecimento de energia interrompido.
Previsão
A previsão é que a chuva continue intensa deste sábado até a manhã de domingo (23) nas regiões do Planalto ao Litoral de Santa Catarina, superando os 100 milímetros. Nas áreas da Grande Florianópolis, Litoral Sul, Planalto Sul e Vale do Itajaí, os totais previstos ficam entre 100 e 150 milímetros. Já no Planalto Norte e Litoral Norte, deve variar entre 100 e 120 milímetros.
De acordo com o Centro de informações de Recursos Ambientais e Hidrometeorologia de Santa Catarina (Ciram), entre a segunda-feira (17) e manhã deste sábado, o acumulado de chuva registrado ficou em torno de 200 milímetros no Litoral catarinense e Vale do Itajaí, chegando a 250 em municípios como os de Joinville e Criciúma, e a 600 milímetros em São Francisco do Sul (onde choveu quase 300 mm nas últimas 24 horas). Assim, os elevados totais de chuva previstos (mais de 100 mm) para as próximas 24 horas, só agravam a condição crítica destas regiões, em termos de alagamento e deslizamento em áreas de encosta.
Entre domingo (23) e terça-feira (25) a chuva deve continuar no estado, mas com menos intensidade. A estimativa é que chova de 30 a 50 milímetros no período.

ONDE ESTÁ O DINHEIRO?

SC: Lula diz que pedirá investigação de recursos para enchentes
13 de setembro de 2010 21h46 atualizado às 22h12

Lula afirmou que apesar de a cidade mais afetada pelas enchentes (Blumenau) ter um prefeito do DEM, ele jamais teria negado a transferência de .... Foto: Fabrício Escandiuzzi/Especial para Terra Lula disse que, apesar de a cidade mais afetada pelas enchentes (Blumenau) ter um prefeito do DEM, ele jamais negaria a transferência de recursos
Foto: Fabrício Escandiuzzi/Especial para Terra


Fabrício Escandiuzzi
Direto de Joinville
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, na noite desta segunda-feira (13), em comício em Joinville, que irá pedir uma investigação para apurar o uso dos recursos destinados pelo Governo Federal ao estado de Santa Catarina após as enchentes de 2008, que deixaram um saldo de 135 mortos e 70 mil desabrigados no estado. Cerca de duas mil pessoas ainda vivem em moradias provisórias.
O presidente afirmou que o Governo Federal vem sendo questionado pelo atendimento realizado às vítimas da enchente. Ele voltou a frisar que apesar da cidade de Blumenau, uma das mais afetadas, ser de um prefeito do DEM, ele nunca teria negado transfêrencia de recursos. "Vou pedir uma investigação porque o dinheiro saiu do Governo Federal", disse, "quero saber agora onde esses recursos foram usados".
Em comício realizado na noite desta sexta-feira (10) em Joinville, cidade localizada a cerca de 190 quilômetros de Florianópolis, ele voltou a atacar a família Bornhausen e o ex-governador do estado, Luiz Henrique da Silveira. "Confiei em Luiz Henrique e o que ele fez foi trazer de volta o clã Bornhausen para Santa Catarina", disse. "É um absurdo criticar o governo e me acusar de não atender o estado após a enchente".
Lula chamou os Bornhausen de "lobos travestidos de cordeiros" e teceu uma série de elogio à candidata do PT ao governo do estado, Ideli Salvatti, apontada nas pesquisas do Ibope como a terceira colocada nas pesquisas eleitorais. "Ideli, não acredite nas pesquisas. Trabalhe", pediu. "Não quero acreditar que todo o trabalho seja colocado em cheque por um clã que defende a minoria. Isso não é possível".
O discurso de Lula atraiu cerca de 4 mil pessoas à uma praça de Joinville, de acordo com os cálculos da Polícia Militar de Santa Catarina. Durante o dia, Lula havia cumprido agenda em Criciúma e Itajaí, onde já havia disparado duras críticas ao líder do DEM, o deputado federal Paulo Bornhausen. O catarinense havia declarado, em entrevista divulgada pelo Terra no final de semana, que iria entrar na Justiça para coibir as viagens presidenciais no resto da campanha. Segundo o democrata, a agenda da presidência seria um "deboche" por inaugurar obras inacabadas. "Daqui há dois meses e alguns dias estarei em casa com a consciência tranquila", disse. "Faltam 23 dias e espero eleger Dilma, ela é designada por Deus para a minha sucessão".

ESTÁVAMOS EM 2008

Lula vai assinar MP com recursos para SC


Chuvas já deixaram 84 mortos no estado.
Mais de 54 mil tiveram que deixar suas casas.
Do G1, em São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina nesta quarta-feira (26) uma medida provisória (MP) liberando recursos emergenciais para ajudar estados afetados por enchentes, como Santa Catarina.

Segundo a Agência Brasil, com base em informações de fontes ligadas ao Palácio do Planalto, a estimativa é de que, no total, sejam liberados R$ 700 milhões.


As chuvas que atingem o estado desde o fim de semana já deixaram 84 mortos, de acordo com relatório divulgado na tarde desta terça-feira (25) pela Defesa Civil. Mais de 1,5 milhão de pessoas foram afetadas pelos temporais. Dessas, mais de 54 mil tiveram que deixar suas casas e foram levadas para abrigos públicos ou casas de parentes e amigos.

Ainda segundo a Defesa Civil, os óbitos foram registrados em Brusque (1), Gaspar (15), Blumenau (20), Jaraguá do Sul (12), Pomerode (1), Bom Jardim da Serra (1), Luiz Alves (4), Rancho Queimado (2), Ilhota (18), Benedito Novo (2), Rodeio (4), Itajaí (2), São Pedro de Alcântara (1) e Florianópolis (1).

Oito municípios estão isolados: São Bonifácio, Luiz Alves, São João Batista, Rio dos Cedros, Garuva, Pomerode, Itapoá e Benedito Novo. Seis decretaram estado de calamidade pública até o momento: Gaspar, Rio dos Cedros, Nova Trento, Camboriú, Benedito Novo e Pomerode.

Blumenau já havia feito o mesmo decreto no fim de semana. Na cidade, 500 militares do Exército estão ajudando as vítimas. Eles contam com quatro aeronaves, 17 caminhões e 12 barcos.
Açude pode romper
No Morro do Baú, nos arredores de Ilhota, um açude pode romper devido às chuvas. Segundo o Corpo de Bombeiros, a zona rural do município deve ser esvaziada, pois, caso ocorra a ruptura, mais de 50 casas podem ser soterradas.

Muitas cidades estão sem água e mais de 137 mil pessoas permaneciam sem energia elétrica até a noite de segunda-feira (24). Na região de Florianópolis, estão sendo feitos rodízios para garantir água.

Fornecimento de gás está interrompido do município de Guaramirim até Rio Grande do Sul, devido à ruptura de tubo de gás da TBG entre Luiz Alves e Blumenau.
Trânsito
O trânsito está interrompido em diversos trechos de rodovias estaduais e federais, devido a alagamentos e queda de barreira.

A BR-101 está fechada em pelo menos três trechos: altura do km 235 (em Palhoça), km 113 (Itajaí) e entre os km 12 e 13 (em Garuva). A BR-470 está com tráfego impedido nos km 41 e 46, em Gaspar. Já a BR-282 tem problemas nos km 31 e 43, em Águas Mornas. A BR-376 está interditada no km 684, em Garuva.
Tragédia climatológica
Para o governo do estado, essa é a "pior tragédia climatológica da história". Na segunda-feira, em sete horas, o número de desabrigados e desalojados mais que dobrou e passou de 18.127 para 44.151 pessoas. As mortes triplicaram, passando de 22 para 65.

Segundo a administração municipal, o aumento nos índices é conseqüência do grande número de deslizamentos e alagamentos. O solo está encharcado e os rios, apesar da diminuição do volume de chuva, continuam cheios.

A Defesa Civil de Santa Catarina está pedindo doação de água potável. Segundo o governo estadual, o caso mais grave é o de Itajaí. Até a manhã desta terça-feira, as equipes de resgate calculavam que 80% da cidade estava debaixo d'água.

Quatro helicópteros estão sendo usados para resgatar pessoas ilhadas nas regiões afetadas.

OBRIGADO CORONEL

Sábado, Janeiro 22, 2011

Santa Catarina, estado onde o PT nunca botou as patas, resiste bravamente às borrascas.

Quatro pessoas morreram em Santa Catarina. Nenhuma em deslizamento. Nenhuma em desabamento. Um morreu por choque elétrico em uma construção. Duas crianças caíram em córregos. Uma turista italiana morreu afogada porque tentou passar de carro sobre um pontilhão coberto pela água. O carro foi arrastado. Um petralha filho da puta acabou de comentar que já haviam morrido quatro pessoas em Santa Catarina. Este vagabundo se chama Ribamar. Está feito um coveiro acompanhando as chuvas de Santa Catarina, o canalha. Quer mortes. Quer defuntos. A Defesa Civil de Florianópolis decide, neste momento, se decreta estado de emergência. Aqui não vai ter tragédia, mesmo que o dinheiro do Lula e da Dilma não tenha vindo para cobrir as perdas de 2008. Aqui o PT nunca meteu as patas. E jamais vai meter.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Como concertar o mundo? Em

Em busca de algo que não tinha nada a ver com o assunto que se segue em baixo, deparei com este pequeno conto que transcrevo:
 
Era uma vez, um cientista que vivia preocupado com os problemas do mundo e decidido a encontrar meios de melhorá-los. Passava dias e dias no seu laboratório à procura de respostas.

Um dia, o seu filho de sete anos invadiu o seu santuário querendo ajudar o pai a trabalhar. Claro que o cientista não queria ser interrompido e, por isso, tentou que o filho fosse brincar em vez de ficar ali a atrapalhá-lo. Mas, como o menino era persistente, o pai teve de arranjar forma de entretê-lo, ali mesmo no laboratório. Foi então que reparou num mapa do mundo que vinha numa página de uma revista. Lembrou-se de cortar o mapa em vários pedaços e depois apresentou o desafio ao pequenote:

- Filho, vais ajudar-me a consertar o mundo! Aqui está o mundo todo partido. E tu vais arranjá-lo para que ele fique bem outra vez! Quando terminares chamas-me, ok?

O cientista estava convencido que a criança levaria dias a resolver o quebra-cabeças que ele tinha construído. Mas surpreendentemente, poucas horas depois, o filho já chamava por ele:

- Pai, pai, já fiz tudo. Consegui consertar o mundo!

O pai não queria acreditar, achava que era impossível um miúdo daquela idade ter conseguido montar o quebra-cabeças de uma imagem que ele nunca tinha visto antes. Por isso, apenas levantou os olhos dos seus cálculos para ver o trabalho do filho que, pensava ele, não era mais do que um disparate digno de uma criança daquela idade. Porém, quando viu o mapa completamente montado, sem nenhum erro, perguntou ao filho como é que ele tinha conseguido sem nunca ter visto um mapa do mundo anteriormente.

- Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando tiraste o papel da revista para recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem. Quando me deste o mundo para eu consertar, eu tentei mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem, virei os pedaços de papel ao contrário e comecei a consertar o homem que eu sabia como era. 
Quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que tinha consertado o mundo.
 
Por vezes basta-nos olhar de outra forma, por outra perspectiva, para  solucionar um problema

DEMOS -TUCANOS SUMIDOS

Serra, Alckmin e Kassab se esconderam

Manifestantes realizam passeata ao longo da avenida Paulista em protesto contra o aumento da tarifa de ônibus na cidade de São Paulo. A passagem passou para R$ 3